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Bíblia

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TEMAS CORRELATOS
(Antigo Testamento) (Apócrifos) (Cânon) (Epístolas) (Evangelho) (Harmonia dos Evangelhos) (Livro) (Medidas, pesos e moedas bíblicas) (Novo Testamento) (Parábolas) (Tabela cronológica) (Versões da Bíblia)
 
  1. A força das tradições — Emmanuel
  2. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à Criação (Lde)
  3. Interpretação dos textos sagrados (Estudo da epístola 2 Pedro 1.20: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”) — Emmanuel
  4. Macário Fagundes (o Bibliófilo) — Irmão X
  5. O Evangelho e o futuro — Emmanuel
  6. O Velho e o Novo Testamentos — Emmanuel
OUTRAS REFERÊNCIAS AO TEMA
  1. A Bíblia hebraica, denominada Antigo Testamento pelo apóstolo Paulo (2 Co 3.14) constitui a 1ª geração de bíblias; a Bíblia cristã, aqui denominada Divino Testamento, reunindo o Antigo Testamento e o Testamento Redentor representa a 2ª geração de bíblias; a Bíblia espírita ou dos Espíritos, integrando o Divino Testamento e o Testamento Espírita representa o advento da 3ª geração de bíblias; exclusivamente digital e acessível a todos, ela consubstancia os propósitos do codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, quando afirma: “O Espiritismo é uma doutrina moral que fortalece os sentimentos religiosos em geral e se aplica a todas as religiões; é de todas, e não pertence a nenhuma em particular. Por isso não aconselha a ninguém que mude de religião.” (Re)
  2. A leitura da Bíblia nos círculos familiares (Ocs)
  3. A versão portuguesa da Bíblia entre os protestantes — Escrito por Mons. Agnelo Rossi.
  4. Bible Hub — Online Bible Study Suite
  5. Bible.is
  6. Bíblia W
  7. Bíblia Católica Online - Pesquisa de palavras na Bíblia
  8. Bíblia Católica Online - Busca bíblica em várias versões
  9. Bíblia Online
  10. História da Bíblia online
  11. Parallel Hebrew Old Testament by John Hurt
  12. Parallel Greek New Testament by John Hurt
  13. Pesquisa online da SBB
  14. Tanakh W
  15. Tanakh - Versão Hebraica do Mekhon_Mamre
  16. Traduções da Bíblia em língua portuguesa  W
  17. Vide § 29 no artigo Caracteres da Revelação Espírita: Quem ousa interpretar as escrituras sagradas? Quem tem esse direito? Quem possui as luzes necessárias senão os teólogos?
  18. Vide a questão 17 do livro “No mundo de Chico Xavier”

 


 

Bíblia [Biblia em grego, livros; no latim eclesiástico Biblia]. Acredita-se que a palavra grega Biblia foi aplicada a princípio aos livros sagrados por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla de A. D. 398 a 404.

 

 Etimologicamente o termo Bíblia significa “os Livros” e quando nenhum adjetivo qualificativo preceder o substantivo indica que estes escritos foram considerados por aqueles que utilizaram o termo como formando uma classe própria, superior a todas as outras produções literárias. Eles são considerados os livros por excelência. A mesma ideia é sugerida pela etimologia da palavra Escritura e Escrituras, e fato ainda mais significativo é que os dois termos ocorrem frequentemente com este significado subentendido no N. T. (Mt 21.42; At 8.32). O termo Bíblia está ausente das páginas sagradas; é de origem eclesiástica; sua forma plural indica que não é um único livro, mas um grande número deles. Ademais, as palavras Bíblia e Escritura, ambas no singular, enfatizam o fato que, sob a diversidade de autoria humana, há maravilhosa unidade indicando que houve um pensamento diretor que agiu durante mais de mil anos consecutivos quando estes escritos estavam sendo produzidos. As reivindicações à autoridade divina das Escrituras são investigadas pela ciência da Apologética na defesa da Bíblia (…). Uma segunda ciência é a Crítica Bíblica. Ela é dividida em Alto Criticismo, que investiga a origem e caráter dos vários livros, e procura determinar por quem, sob que circunstâncias, e com que desígnios foram escritos; e o Baixo Criticismo ou Crítica Textual, que procura, por meio da ajuda de antigos manuscritos e versões, trazer a compreensão destes livros ao nível mais alto possível de exatidão. Cp. Apócrifos, Cânon. A ciência da Hermenêutica investiga os princípios de interpretação, enquanto a Exegese aplica-os. Assim, o conteúdo da Bíblia está metodicamente organizado. Se nela procurarmos, acharemos assuntos que tocam a geografia, a história, a ciência, a filosofia, a ética, e aliás, várias outras partes do conhecimento humano. A Teologia Bíblica adicionalmente,  investiga as doutrinas da Bíblia em seu desenvolvimento histórico, e a Teologia Dogmática ou Sistemática procura organizar as doutrinas e sistemas que  as Escrituras contém, mostrando suas mútuas relações internas e externas, e as declarando com precisão.

 

A Bíblia engloba o Antigo e o Novo Testamento ou convênio. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, exceto algumas passagens em Aramaico, e o Novo Testamento em grego. Para os vários livros do Antigo e o Novo Testamento, veja os artigos que levam seus nomes;  n  e para as versões veja: Versões da Bíblia. Cada um dos livros sagrados em sua edição original foi publicado sem a divisão em capítulos ou versículos. Acredita-se que o autor da presente divisão em capítulos tenha sido o cardeal espanhol Hugo ou o arcebispo britânico Langton, ambos viveram no décimo terceiro século. Os judeus massoretas do nono século dividiram o Antigo Testamento em versículos. A presente divisão do N. T. em versículos é devido a Robert Stephens, que as introduziu nas versões em grego e em latim por ele publicadas em Genebra em 1551; essa divisão foi adotada na versão inglesa do N. T. impressa em Genebra em 1557. A Bíblia inteira, apareceu pela primeira vez com os atuais capítulos e versículos na edição de Stephen da Vulgata em 1555. A primeira Bíblia inglesa assim dividida foi a edição de Genebra de 1560 (ver Novo Testamento). Não são perfeitos. Relativamente aos capítulos, há uma imperfeição na linha divisória entre os caps. 1 e 2 de Gênesis no lugar onde a separação atual é feita. O primeiro cap. de Gênesis incluía também os vv. 1-3, do cap. 2, e o capítulo 2 começava no cap. 4, onde “Deus” é substituído por “Senhor Deus”. O cap. 53 de Isaías devia começar com o v. 53. 13, e João 7 devia incluir também o v. 8.1. Relativamente aos versículos, eles são absolutamente indispensáveis para as referências, mas devem ser ignorados quando o fio de um argumento ou narrativa prossegue. A Versão Revisada [semelhante à versão na linguagem de hoje], permite que se faça isso facilmente, porque ela não faz a divisão nos versículos proeminentes; mas asseguramos maior exatidão nas referências ao citar os números dos versículos. A Bíblia já foi traduzida, em sua totalidade ou em partes, em mais de setecentos idiomas ou dialetos. Não é um exagero, referindo-nos aos escritores da Bíblia, e parafraseando o salmista, quando destacava originalmente o silencioso ensino teológico do céu estrelado: “Sua melodia se estendeu por toda a terra, e as suas palavras até às extremidades do mundo” (Sl 19.5). — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©

 


[1] As sinopses de cada livro do Antigo e do Novo Testamento poderão ser consultadas, clicando na letra “e” à direita dos nomes dos respectivos livros no índice do Testamento Divino.