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Evangelho

 

TEMAS CORRELATOS
(Apocalipse) (Apóstolo) (Aprendizado) (Bíblia) (Cristão) (Cristianismo) (Culto do Evangelho no lar) (Discípulo) (Evangelho segundo São Mateus) (Evangelho segundo São Marcos) (Evangelho segundo São Lucas) (Evangelho segundo São João) (Evangelho segundo o Espiritismo) (Evangelização) (Jesus Cristo) (Harmonia dos Evangelhos) (Novo Testamento) (Parábolas) (Tabela cronológica)
(AFORISMOS)
 
  1. A árvore divina (Parábola usada para definir o Testamento de nosso Senhor Jesus-Cristo) — Irmão X
  2. A ascendência do Evangelho [Idem] (Quem é Jesus. Primeiras manifestações de religiosidade entre os homens primitivos. Os sacrifícios nos cultos a Baal. As tradições religiosas [A religião na antiga civilização chinesa, indiana e egípcia]. Os missionários do Cristo. Fo-Hi, os compiladores dos Vedas, Confúcio, Hermes, Pitágoras, Gautama. A lei moisaica. Jesus. O Evangelho de Jesus. O Evangelho e o futuro) — Emmanuel
  3. A bússola (do Evangelho) (Versos) — Casimiro Cunha
  4. A Escritura do Evangelho — Irmão X
  5. A escritura dos Evangelhos. Os evangelistas (Estudos Espíritas)
  6. A maior mensagem (Descrição de Humberto de Campos, em abril de 1937, de uma reunião na Espiritualidade onde aparelhos delicadíssimos, de uma radiotelefonia mais avançada, transmitiu-lhes a mensagem de uma entidade de grande elevação) — Humberto de Campos
  7. A mensagem cristã (Citação de várias passagens dos Evangelhos, destacando alguns ensinamentos de Jesus) — Emmanuel
  8. A obra essencial na propaganda espírita e na extensão do Evangelho [Idem] — Emmanuel
  9. A Pátria do Evangelho — Humberto de Campos
  10. A pregação fundamental (A história do aprendiz que, precisando trabalhar para prover seu sustento, sofria por não ter a liberdade que desejava para pregar o Evangelho) — Neio Lúcio
  11. A tradução divina (da Boa Nova) — Emmanuel
  12. A voz do Evangelho (Antes de abrir o Evangelho João Lício pensava… Que aceitava o Espiritismo, aceitava. Nenhuma Doutrina mais consoladora. Mas daí a espalhar o que havia ajuntado, isso é que não) — Hilário Silva
  13. Aos trabalhadores do Evangelho (Versos) — Abílio Guerra Junqueiro
  14. Apelo (Consagremos alguns minutos, cada dia, à procura de orientação com o Instrutor da Imortalidade) — Emmanuel
  15. Anotemos na vida [Idem] (Reparemos o Evangelho nas linhas da Natureza) — Emmanuel
  16. Ante a luz do Evangelho — Emmanuel
  17. Ante o Divino Médico (Prescrições do Evangelho ao nosso Espírito enfermo. Interpretação da passagem de Mateus 9.12: “Não são os que gozam saúde que precisam de médico”) — Emmanuel
  18. Ante o Evangelho — Emmanuel
  19. Aprendamos com amor (Nos comentários do Evangelho guardemos abstenção de referências a outras escolas religiosas, quando essas referências se efetuem num sentido menos edificante) — Emmanuel
  20. Banquete interior (O conhecimento evangélico em nosso mundo íntimo é o Pão que desceu do Céu, mas ainda temos que combater antigos adversários) — Emmanuel
  21. Boa Nova — Humberto de Campos
  22. Código divino — Bezerra de Menezes
  23. Com o Evangelho (Soneto) — João de Deus
  24. Comecemos hoje (a prática das lições do Evangelho) — André Luiz
  25. Considerações [Idem] (sobre o uso do Evangelho) — Emmanuel
  26. Convite ao Evangelho — Autores diversos
  27. Cooperadores do Evangelho — Chico Xavier
  28. Critérios de estudo e interpretação do Evangelho I (Estudos Espíritas)
  29. Critérios de estudo e interpretação do Evangelho II (Estudos Espíritas)
  30. Decálogo para estudos evangélicos — André Luiz
  31. Em louvor ao Evangelho — Antônio João
  32. Em nome do Evangelho [Idem] [Idem] (Interpretação da passagem de João 17.22: “Para que todos sejam um”) — Emmanuel
  33. Em preparação (as traduções vivas do Evangelho. Estudo da epístola de Paulo aos Hebreus 8.1: “Diz o Senhor: Porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus e eles me serão por povo”) — Emmanuel
  34. Ensinamentos (Esclarecimentos sobre inúmeras passagens dos Evangelhos, tais como: “Sois deuses”; “Todos os pecados ser-vos-ão perdoados”, “Trazer paz à Terra”; Etc. ) — Emmanuel
  35. Entendimento espiritual (Das dificuldades para o justo entendimento do Evangelho. Interpretação da passagem de Lucas 24.45: “Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras”) — Emmanuel
  36. Espíritas no Evangelho [Idem] — Emmanuel
  37. Espiritismo e Evangelho I (Decididamente, o Espiritismo é o movimento libertador das consciências em sua gloriosa tarefa de reestruturar o mundo) — Emmanuel
  38. Espiritismo e Evangelho II — Emmanuel
  39. Estejamos certos (O Mestre escreverá nas páginas vivas de nossa alma os seus estatutos divinos. Estudo da epístola de Paulo aos Hebreus 10.16: “Porei minhas leis em seus corações e as escreverei em seus entendimentos”) — Emmanuel
  40. Eterna mensagem (Soneto) — João de Deus
  41. Evangelho — Francisco do Monte Alverne
  42. Evangelho e alegria — Emmanuel
  43. Evangelho e caridade — Emmanuel
  44. Evangelho e dinamismo — Emmanuel
  45. Evangelho e educação — Emmanuel
  46. Evangelho e Espiritismo (Resposta àqueles que negam a feição religiosa do Espiritismo, recusando-lhe a posição de Cristianismo Restaurado) — Emmanuel
  47. Evangelho, Espiritismo e Esperanto — Etelvina
  48. Evangelho e exclusivismo (Interpretação da passagem de João 13.35: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”) — Emmanuel
  49. Evangelho e individualidade — Emmanuel
  50. Evangelho e mediunidade — André Luiz
  51. Evangelho e paz (Interpretação da passagem de João 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”) — Emmanuel
  52. Evangelho e renovação — Relatos de Geraldo Lemos Neto em torno de Chico Xavier
  53. Evangelho e simpatia (Do apostolado de Jesus, destaca-se a simpatia por alicerce da felicidade humana) — Emmanuel
  54. Evangelho e trabalho (A glorificação do trabalho é serviço evangélico. Reflexões em torno das questões n° 674 a 681 de “O Livro dos Espíritos”, sobre a necessidade do trabalho) — Emmanuel
  55. Evangelho e vida (A  boa vida e a vida boa) — Scheilla
  56. Evangelho em ação [Idem] (A missão evangélica do Brasil na sementeira do espiritualismo moderno) — Emmanuel
  57. Evangelho no ambiente rural (Um culto evangélico entre os trabalhadores espirituais do reino vegetal) — André Luiz
  58. Evangelho vivo e ativo — Bezerra de Menezes
  59. Experimenta (Em todos os males que nos assoberbam a vida, apliquemos as indicações curativas do Evangelho) — Emmanuel
  60. Fundamentos do Espiritismo (Se a Ciência, a Filosofia e o Evangelho são os fundamentos da Doutrina Espírita, como interpretá-los em sua justa significação?) — Emmanuel
  61. Frutos (O exemplo de Secundino, um criminoso que se tornou espírita) — Hilário Silva
  62. Importância do Evangelho — Chico Xavier
  63. Interpretação (Para sermos fiéis na interpretação do Senhor, junto daqueles que nos rodeiam) — Emmanuel
  64. Interpretação de textos evangélicos (Estudos Espíritas)
  65. Introdução ao Evangelho segundo o Espiritismo — Objetivo desta obra. Autoridade da Doutrina Espírita — Controle universal do ensino dos Espíritos. Notícias históricas. Sócrates e Platão, precursores da ideia cristã e do Espiritismo. (Ev)
  66. Jesus (Posição do Evangelho de Jesus. Afirmativa de João [E o Verbo se fez carne]. Missão Joanina [O evangelista]. Missão universalista de Jesus-Cristo. Sacrifício de Jesus. Dor do Cristo. Afirmativa de Jesus [Meu Pai e eu somos Um]. Os círculos de atividade terrestre e a presença do Senhor [Espíritos que já viram o Cristo]. As parábolas evangélicas. O Anticristo) — Emmanuel
  67. Lembremo-nos (Aceitando a luz do Evangelho na consciência e no coração somos, de imediato, promovidos a condição de cooperadores do Divino Pomicultor) — Emmanuel
  68. Na leira divina (Tipos de obreiros do Evangelho) — Emmanuel
  69. Na luz do Evangelho [Idem] (Interpretação da passagem de Mateus 5.3: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus) — Emmanuel
  70. Na Oficina do Evangelho (Versos) — Casimiro Cunha
  71. Na preparação do Reino Divino [Idem] (O Evangelho de Jesus é o alicerce do Reino de Deus) — Emmanuel
  72. Na representação cristã [Idem] [Idem]  (O mensageiro de Cristo é o braço do Evangelho) — Emmanuel
  73. Na rota do Evangelho (Na recepção dos ensinamentos evangélicos, não será justo perder de vista a informação segura, a triagem gramatical, a imparcialidade do exame e a conceituação digna. Estudo da epístola de Paulo 2 Coríntios 7.2: “Recebei-nos em vossos corações…”) — Emmanuel
  74. Na terra do coração (Cultivemos os frutos do Evangelho em nós mesmos) — Emmanuel
  75. Nas diretrizes do Evangelho (Quando as circunstâncias nos impelirem a julgar ou analisar os irmãos de experiência. Interpretação da passagem de Mateus 7.20: “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”) — Emmanuel
  76. Nas verdades do Evangelho (Versos) Poesia de Casimiro Cunha, psicografada por F.C.X. e inserida na obra Pão da Vida, da médium Maria Máximo na página intitulada Ao leitor — Casimiro Cunha
  77. Não digas somente — Emmanuel
  78. No aprendizado (do Evangelho) — Meimei
  79. No banquete do Evangelho — Humberto de Campos
  80. No caminho comum (Os contrastes entre o Egoísmo e o Evangelho em nosso caminho comum) — André Luiz
  81. No Evangelho nascente — Irmão X
  82. Nos corações (Quando o aprendiz da Boa Nova receber a visita de Jesus e dos emissários divinos, no plano interno, então a discórdia e o sectarismo terão desaparecido do continente sublime da fé. Estudo da epístola de Paulo 2 Coríntios 7.2: “Recebei-nos em vossos corações”) — Emmanuel
  83. O caminho da paz (O Evangelho de Jesus. Reflexões em torno da questão n.° 743 de “O Livro dos Espíritos”: “Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?”) — Emmanuel
  84. O ensino da Luz (Qual o nosso maior dever, na execução do Evangelho para a redenção das criaturas?) — Hilário Silva
  85. O escriba enganado (quanto aos objetivos do Evangelho) — Irmão X
  86. O Evangelho — Emmanuel
  87. O Evangelho e a mulher (Estudo da epístola de Paulo aos Efésios 5.28: “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”) — Emmanuel
  88. O Evangelho e o futuro — Emmanuel
  89. O Evangelho no coração — Emmanuel
  90. O Homem e o Evangelho (Por que sendo um só o Evangelho de Jesus, existem dele as mais variadas interpretações?) — Emmanuel
  91. O Livro Divino (Versos) — Castro Alves
  92. O mapa (Versos) — Casimiro Cunha
  93. O povo e o Evangelho (Interpretação da passagem de Lucas 19.48: “E não achavam meio de lhe fazerem mal, porque todo o povo pendia para Ele, escutando-o”) — Emmanuel
  94. Obsessão e Evangelho (Citações do Novo Testamento analisando a obsessão em suas variadas formas) — Emmanuel
  95. Orientações (Qual a melhor tradução dos Evangelhos) (Conto) — Emmanuel
  96. Palavras de Jesus (Vale-se muita gente do Evangelho para usar as expressões literais do Senhor, sem qualquer consideração para com o sentido profundo que as ditou. Interpretação da passagem de Mateus 6.26: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai Celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”) — Emmanuel
  97. Pátria do Evangelho — Emmanuel
  98. Pátria do Evangelho — Humberto de Campos
  99. Prefácio do Evangelho segundo o Espiritismo (Ev)
  100. Pequeno apólogo (retratando a luz do Evangelho que nos compete estender a favor de nós mesmos) — Emmanuel
  101. Pontos e contos (Vide no indicador 20 a história de um monge que passou muitos anos, rogando uma visão do Cristo) — Irmão X
  102. Psicologia e Evangelho (O Evangelho ante a psicologia moderna) — Emmanuel
  103. Quem segue com Jesus (Soneto) — João de Deus
  104. Questão moderna (Os problemas enfrentados por quatro mensageiros na semeadura do Evangelho) — Irmão X
  105. Sugestões vivas de amor (O Evangelho reúne ensinamentos de inultrapassável grandeza, cheias de profundo encanto espiritual) — Emmanuel
  106. Usemos a luz (do Evangelho) — Emmanuel
  107. Varando sombras (No serviço do Evangelho) — Batuíra
  108. Versão moderna [Idem] (do Sermão da Montanha sobre a bem-aventuranças) — Irmão X
  109. Visão de Eurípedes (ocorrida em um de seus desdobramentos psicossomáticos) — Hilário Silva
  110. Vozes do Evangelho (Ensinamentos relacionados a passagens do Evangelho) — André Luiz
OUTRAS REFERÊNCIAS AO TEMA
  1. Evangelho W
  2. Explanações de Haroldo Dutra Dias: Evangelho e Espiritismo (Publicado em 17 de dezembro de 2011) - A contribuição da obra de Francisco Cândido Xavier para a compreensão do Evangelho (Publicado em 9 de janeiro de 2013) - A Interpretação dos Textos do Evangelho por Allan Kardec 1ª Parte (Publicado em 15 de março de 2014) - A Interpretação dos Textos do Evangelho por Allan Kardec 2ª Parte (Publicado em 24 de março de 2014) - Pérolas do Evangelho (Publicado em 13 de fevereiro de 2014) -  Um Coração Tocado pelo Evangelho (Publicado em 19 de maio de 2014) - Kardec e o Evangelho (Publicado em 19 de agosto de 2015) - A Interpretação do Evangelho à Luz da Doutrina Espírita (Publicado em 4 de agosto de 2016) - O Evangelho e o Alvorecer de uma Nova Era (Publicado em 28 de agosto de 2016) 
  3. Há outras fontes de conhecimento para a iluminação dos homens, além da constituída pelos ensinamentos divinos do Evangelho? (Ocs)
  4. Nessa época, os cristãos não possuíam os evangelhos escritos… (Ha)

 


 

O Evangelho (Boa-nova) —  A palavra Evangelho hoje é usada para descrever tanto a mensagem anunciada pelo Cristianismo como os livros que trazem o ensino e a história da vida do Cristo. A palavra  evaggelion de origem grega foi traduzida com o mesmo significado para o latim evangelium que deu origem ao vernáculo Evangelho. Em o N. T. nunca significa um livro, mas a mensagem anunciada pelo Cristo e seus apóstolos. É chamado: o Evangelho de Deus (Rm 1.1; 1 Ts 2.2; 1 Tm 1.11); o Evangelho do Cristo (Mc l.1; Rm 15.19; 1 Co 9.12; Gl  1.7); o Evangelho da graça de Deus (At 20.24) o Evangelho da paz (Ef 6.15); o Evangelho da vossa salvação (Ef 1.13); e o Evangelho da glória do Cristo (2 Co 4.4). Foi pregado por nosso Senhor (Mt 4.23; 11.5; Mc 1.14); pelos apóstolos (Lc 4.18, 7.22; At 16.10; Rm 1.15; 2.16; 1 Co 9.16, etc.), e pelos evangelistas (At 8.25). Mas na era pós-apostólica o termo foi também aplicado aos escritos que continham os testemunhos que os apóstolos deram sobre Jesus. Cada um deles foi denominado o Evangelho de… e os quatro juntos foram chamados O Evangelho, correspondendo, assim, a forma como dizemos no presente, àquela usada pelos primeiros cristãos  que sucederam os  tempos apostólicos.

 

Os Quatro Evangelhos: A evidência histórica mostra que nossos quatro Evangelhos foram atribuídos dos tempos mais antigos a Mateus, Marcos, Lucas e João, respectivamente, e que desde o início da idade pós-apostólica eles foram recebidos pela igreja como documentos autorizados e como contendo o testemunho apostólico da vida e dos ensinos do Cristo.  No segundo século eles foram citados, comentados e descritos de forma precisa, para que não houvesse nenhuma dúvida quanto à sua autenticidade. Um exame das epístolas do N. T. mostra-nos também que nossos Evangelhos descrevem Jesus como o mesmo tipo de pessoa, fazendo o mesmo tipo de trabalho, e tendo a mesma história que as epístolas aludem; podendo, portanto, serem aceitas confiantemente como relatórios fidedignos. Os três primeiros têm muito em comum e, em geral, apresentam a vida do Senhor do mesmo ponto de vista, eles são chamados os evangelhos sinópticos (do grego sunopsis, um resumo), e em particular são bastante diferentes do de  João. Os sinópticos tratam como tema principal o ministério do Cristo na Galileia; o Quarto Evangelho dá proeminência a seus trabalhos na Judeia; embora a traição, apreensão, julgamento, crucificação, e ressurreição de Jesus, por serem tão importantes são fatos narrados por todos. O único incidente anteriormente registrado por todos os evangelistas é a alimentação dos cinco mil. Os sinópticos também dizem comparativamente pouco da divindade do Cristo, enquanto João registra especialmente o testemunho que o Senhor deu de si. Apresentam principalmente o ensino do Cristo sobre o Reino de Deus, suas parábolas, sua instrução às pessoas comuns; enquanto João registra o que ele fala de si e normalmente na forma de longos discursos. Enquanto o Quarto Evangelho assimila e encerra os outros três, eles, por sua vez, frequentemente tornam-se mais inteligíveis devido aos fatos que João registra; deste modo 1.15 de João encerra o fato registrado em Mateus 3.11, etc.; 3.24 de João o fato dado em Mateus 4.12; e 6.2-15 de João, faz a história sinóptica inteira do ministério na Galileia, etc.; assim como a recepção do Cristo na Galileia e a boa vontade de Pedro, Tiago, André e João em deixar tudo e segui-lo são unicamente esclarecidos  por ele; os eventos registrados em João 1 e 2, e o súbito crescimento da controvérsia sobre o Sábado Sagrado nos sinópticos (Mc 2.23, etc.) são igualmente explicados pelos acontecimentos narrados por João 5. Além do mais, enquanto os sinópticos tem o mesmo ponto de vista geral, mantendo cada um suas características individuais, determinadas pelo propósito do escritor e dos leitores visados; Mateus, escrevendo do ponto de vista Judeu, apresenta Jesus como o Messias real; ele cita constantemente as profecias do V. T. como prova, e se interessa em dar os ensinos do Cristo relativamente ao verdadeiro Reino de Deus em contraste com a falsa visão corrente do Judaísmo. Marcos, escrevendo evidentemente para os gentios, e talvez aos romanos em particular, representa principalmente o poder do Cristo em salvar, comprovados por seus milagres. Lucas, antigo companheiro de Paulo, apresenta o Senhor como o amorável Salvador, relatando prazerosamente seus favores para com os caídos, os desterrados e os pobres. Então João tem seu propósito especial, que é representar Jesus como encarnando o Verbo divino, revelando o Pai para aqueles que o receberiam. Nenhum dos Evangelhos, todavia, admitem ser uma biografia completa de Nosso Senhor. São coleções dos seus atos e palavras, que tem o propósito de oferecer instruções doutrinais práticas. O aprendiz deve conceber sua própria história de Jesus usando os materiais fornecidos pelos Evangelhos. Eles mesmos foram preparados com outros objetos em vista.

 

Pergunta-se frequentemente de que fontes os quatro evangelistas obtiveram suas informações. Mateus e João eram apóstolos, possuindo, portanto, conhecimento pessoal dos fatos por eles registrados, ou estavam numa posição de obtê-los daqueles que os presenciaram. Mas segundo dizem as primeiras tradições, Marcos que também era companheiro de Paulo e Pedro, incorporou em seu Evangelho as pregações de Pedro sobre Jesus. Lucas mesmo nos assegura (1.1-4), que seu conhecimento foi obtido de “testemunhas oculares… da palavra” deixando-o bem familiarizado com os fatos. Assim os Evangelhos dão-nos o testemunho dos apóstolos. As muitas coincidências de linguagem nos sinópticos confirma isto. Se qualquer orador ou pregador itinerante, tal como um missionário que estivesse longe de seu país, relacionasse os diferentes incidentes da sua experiência no estrangeiro, ele o faria gradualmente numa narrativa uniforme por seu muito desejo de ser preciso, repetindo as mesmas histórias da mesma forma, entretanto de vez em quando adicionaria pormenores que houvesse omitido alhures. É provável que os apóstolos e os primeiros evangelistas agiram quase do mesmo modo; de forma que seus relatórios tornaram-se em grande parte estereotípicos. Depois do que, algumas partes das narrativas eram escritas e divulgadas para uso nas recém-fundadas igrejas. Tornando-se, assim, de uso corrente essas narrativas do Evangelho que, enquanto diferissem indubitavelmente em alguns pontos, compartilhavam às vezes extensivamente o mesmo assunto relatado com as mesmas palavras. Portanto, as coincidências verbais  de nossos Evangelhos sinópticos, atestam que eles nos dão idênticos testemunhos apostólicos de Jesus. O Quarto Evangelho, por outro lado, contém material que não era extensivamente aguardado a princípio, mas que João finalmente escreveu, externando seus próprios conhecimentos, quando as necessidades da igreja pareceram exigi-lo. As coincidências entre os sinópticos, no entanto, levantou a questão adicional se qualquer deles havia sido diretamente copiado dos outros. Esta pergunta é frequentemente denominada o problema sinóptico. Os fatos que entram em sua solução são muitos e muito complexos. Enquanto os três têm muito em comum, Mateus e Lucas tem muita coisa que não está em Marcos, e cada um deles tem outras tantas que não estão nos outros. Mesmo Marcos tem algum material peculiar a si, além do mais, naquelas seções que a linguagem do evangelista tão notavelmente identifica-se com as de seus colegas, frequentemente mostra o que deles difere. Na igreja antiga acreditava-se que Marcos recompilou Mateus e Lucas. Muitos escritores modernos pensam, por outro lado, que Mateus e Lucas tomaram de Marcos sua narrativa histórica [conformando a linguagem à sua própria história, organizando seu material de modo a ajustá-lo a seus próprios escritos, e acrescentado outras importantes fontes orais e escritas. É muito comum combinar esta explicação à teoria de que Mateus e Lucas tiraram seus respectivos Evangelhos de uma coleção dos ditados de Jesus, escritos talvez, desde muito, pelo apóstolo Mateus. (J. D. D.)] Mas parece ser mais provável que os três foram independentes, embora usando muitas vezes a linguagem da narrativa evangélica que tinha-se tornado corrente, sentindo-se livres ao mesmo tempo, para também usarem as próprias palavras, porque tinham consciência de estarem plenamente familiarizados com os fatos. Em tentar traçar a história literária dos sinópticos nós não devemos esquecer-nos também da promessa feita pelo Cristo aos apóstolos, servindo indubitavelmente a todos os que poderiam dedicar-se à proclamação do Evangelho: “Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).

 

Para obtermos uma ideia clara da vida do Cristo, é necessário construir uma harmonia dos Evangelhos. Isto, naturalmente, deve ser feito com fidelidade às indicações cronológicas que os Evangelhos contêm, embora sejam poucas. Mas também deve ser lembrado de que as indicações de tempo e relação não são só poucas, mas também frequentemente duvidosas, por isso, então, uma harmonia deve ser considerada em muitos pontos como meramente aproximativa. O método de Mateus é principalmente tópico, por isso, ele raramente fornece a base para uma harmonia. Marcos parece ser muito mais cronológico, e sua ordem geralmente pode ser seguida; mas há muitas notícias que ele não dá absolutamente. Lucas segue na primeira metade do seu trabalho quase a ordem de Marcos, embora com diferenças importantes, e ele, também, é frequentemente tópico em seu método. Mas o Evangelho de João por anotar as festas sucessivas que Jesus assistiu, fornece a estrutura geral em que o material dos outros evangelistas deve ser ajustado. Baseado nisto foi preparado o esboço da harmonia que vem a seguir. Acreditamos que a festa de João 5.1 era uma Páscoa; que o ministério do Cristo incluiu, então, quatro Páscoas (Jo 2.13; 6.1; 6.4; 13.1), na última das quais ele morreu. O ministério perdurou, assim, aproximadamente três anos e um quarto, desde que João 1.32 mostra que o Cristo foi batizado alguns meses antes da sua primeira Páscoa. Outros porém, negando que João 5.1 era uma Páscoa, delimitam o ministério do Cristo a dois anos e três meses. Neste, como em muitos pontos semelhantes, a demonstração absoluta torna-se impossível, por conseguinte, na referida tabela, as datas atribuídas para alguns acontecimentos devem ser igualmente consideradas questionáveis. Parece claro à maioria dos estudantes que Herodes, o Grande, morreu em abril do ano 4 A. C., nesse caso, Cristo provavelmente nasceu em dezembro de 5 A. C., ou janeiro de 4 A. C.  n  Supomos que a data seja 25 de dezembro de 5 A. C., sem, no entanto, querer afirmar que existe qualquer evidência para o dia exato do mês. Se portanto, quando ele foi batizado, tinha aproximadamente trinta anos (Lucas 3.23), seu batismo, provavelmente pode ser designado para o final do ano 26 ou início de A. D. 27; presumimos que tenha sido em janeiro de A. D. 27. Se o seu ministério incluiu quatro Páscoas ele morreu na páscoa de A. D. 30. Muitos cálculos complexos tendem a confirmar estas datas, entretanto não são capazes de uma demonstração exata. Nossa visão assume que “o décimo quinto ano de Tibério César” (Lucas 3.1) deva ser considerado quando Tibério se tornou co-regente com Augusto no império (A. D. 11-12). Naquela época ele tornou-se praticamente o governador das províncias. É bem sabido que o nosso calendário cristão comum data o nascimento do Cristo tardiamente. A harmonia seguinte quase concorda com a de Robinson, mas algumas mudanças no seu arranjo foram introduzidas. — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©

 

 
AFORISMOS E CITAÇÕES
  1. Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. — Jesus (Mc)
  2. Porei minhas leis em seus corações e as escreverei em seus entendimentos. (Citação de Jeremias) — Paulo (Heb)
  3. O Evangelho de todos os séculos, o alfa e o ômega de toda ciência, a luz da verdade eterna, é amor! — A… (Re)
  4. O Evangelho do Cristo é o transunto de todas as filosofias que procuram aprimorar o Espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações. — Emmanuel (Em)Tx6
  5. Busca vibrar no Evangelho, || Reforma-te, sem alarde. || Atende agora. Amanhã, || Talvez seja muito tarde. — Nina Arueira (Cde)Tx13
  6. O Evangelho terá de florescer, primeiramente, na alma das criaturas, antes de frutificar para o espírito dos povos. — Humberto de Campos (Bn)Tx15
  7. Na Terra do Evangelho há fontes do leite da sabedoria e do mel do amor divino. — Gamaliel a Saulo (Pe)Tx17
  8. O Evangelho é mensagem de salvação, nunca de tormento… O Cristianismo jamais será doutrina de regras implacáveis, mas sim a história e a exemplificação das almas transformadas com Jesus, para glória de Deus. Se as lições do Mestre apenas nos oferecessem motivos de condenação, onde estariam as grandes figuras evangélicas de Maria Madalena, Paulo de Tarso e tantas outras? No entanto, a pecadora transformada foi a mensageira da ressurreição; o inflexível e cruel perseguidor convertido recebeu de Jesus a missão de iluminar o gentilismo. — Alcíone a Susana e família (Rna)Tx18
  9. Se caminhas neste mundo, || Sejas moço, sejas velho, || Não esqueças, meu amigo, || A bússola do Evangelho. — Casimiro Cunha (Cdn)Tx20
  10. A teologia, na maior parte das vezes, é o museu do Evangelho. — Emmanuel (Cla)Tx24
  11. O caminho do Evangelho || No rumo à Divina luz, || Começa na Manjedoura || E vai ao topo da Cruz. — Casimiro Cunha (Cla)Tx24
  12. A escritura divina do Evangelho é o próprio coração do discípulo. — Irmão X (La)Tx35
  13. O Evangelho é roteiro iluminado do qual Jesus é o centro divino. Nessa Carta da Redenção, rodeando-lhe a figura celeste, existem palavras, lembranças, dádivas e indicações muito amadas dos que lhe foram legítimos colaboradores no mundo. — Emmanuel (Cvv)Tx38
  14. A palavra do Cristo, no Sermão da Montanha, contém mais desafio que reconforto. — Mariano (Ft)Tx46
  15. O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo. — Emmanuel (Vl)Tx49
  16. O Evangelho é manancial, é glória, é alegria. — Meimei (Cc)Tx54
  17. Respira ao Sol do Evangelho, || Sereno, ditoso e crente. || Sem Jesus, o homem não passa || De animal inteligente. — Casimiro Cunha (Gdl)Tx55
  18. O Evangelho não é somente uma propaganda de ideias libertadoras. Acima de tudo, é a construção dum mundo novo pela edificação moral do novo homem. — Corvino a Quinto Varro (Avc)Tx56
  19. O Evangelho não é apenas um trilho de acesso ao júbilo celestial; depois da morte. É uma luz para a nossa existência neste mundo mesmo, que devemos transformar em Reino de Deus. — Corvino a Quinto Varro (Avc)Tx56
  20. No Evangelho, não existem “terras de ninguém”. Nele só uma recomendação prevalece: amar sempre, aprender sem repouso e servir sem distinção. — Emmanuel (Dco)Tx64
  21. Evangelho, fonte inexaurível da Verdade. — André Luiz (Ie)Tx82
  22. O hábito de estudar o Evangelho, refletindo sobre as lições dele, é um exercício de imantação do nosso Espírito com as Esferas superiores. — Neio Lúcio (Cdb)Tx83
  23. O Evangelho é também um lar de corações, dentro do qual encontramos um grande apostolado e uma grande família-apostolado na obra de autoaperfeiçoamento com serviço incessante em nós mesmos, e família em todos aqueles suscetíveis de receber-nos a colaboração. — Neio Lúcio (Cdb)Tx83
  24. O Evangelho, que consubstancia as mais altas normas para a sublimação do espírito, acima de todas as técnicas que aformoseiam a inteligência, não nasceu nem de ritos, nem de imposições, nem de etiquetas e nem de culto externo. A maior mensagem descida dos Céus à Terra, para dignificar a vida e iluminar o coração, surgiu das palavras inesquecíveis de Jesus que procurava o povo e do povo que procurava Jesus. — Emmanuel (Oe)Tx85
  25. O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade. — André Luiz (Oe)Tx85
  26. O Evangelho, considerado em todos os tempos, como sendo um livro de dor, por descrever obstáculos e perseguições, dificuldades e martírios sem conta, começa exalçando a grandeza de Deus e a boa vontade entre os homens, através de cânticos jubilosos e termina com a sublime visão da Humanidade futura, na Jerusalém libertada, assentando-se, gloriosa, na alegria sem fim. — Emmanuel (Le)Tx89
  27. (Evangelho) o Livro da Vida. — Emmanuel (Bp)Tx118
  28. Onde a palavra do Evangelho se faz ouvir, a caridade reina. E onde a caridade trabalha Jesus está presente. — Anthony Leon (Tl)Tx129
  29. Estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação. — Emmanuel (Idt)Tx145
  30. Quem dissesse que nos situamos em serviço do Evangelho do Cristo por estarmos senhoreando a virtude, enganar-se-ia decerto, porque se lavramos nessa leira divina, é justamente para sulcar o próprio coração e cultivar em nós as sementes benditas do amor aos semelhantes. — Emmanuel (Mdo)Tx165
  31. O mensageiro do Cristo é o braço do Evangelho. — Emmanuel (Asv)Tx174
  32. Dos ensinos do Evangelho || Se fizermos alguns tantos, || Pelo menos dez por cento || Em breve, seremos santos. — Lamartine Babo (Tdl)Tx178
  33. Do apocalipse em brilho || Aos informes de Mateus, || O Evangelho nos demonstra || Que o progresso vem de Deus. — José Albano (Tdl)Tx178
  34. Tem o Evangelho nos lábios || Na palavra bela e rica, || Que pouco ou nada lhe serve, || De vez que nunca o pratica! — Rangel Coelho (Nda)Tx203
  35. Morreu pedindo uma vela, || Que alguém lhe desse uma luz! || Esqueceu a claridade || Do Evangelho de Jesus! — Corrêa Júnior (Nda)Tx203
  36. Como uma clara enseada, || O Evangelho de Jesus || Transforma-se em alvorada || Que ao rumo do Céu conduz! — Natur de Assis (Nda)Tx203
  37. No serviço do Evangelho || Vejo esta regra, a contento: || Quanto mais dificuldade || Maior o merecimento. — Chiquito de Moraes (Mv)Tx219
  38. O Evangelho à frente da civilização, é o sol que nos clareia o caminho. Aqueçamo-nos em seus raios e o serviço do Bem se nos fará grande condutor para o mundo melhor de amanhã. — Emmanuel (Ma)Tx273
  39. Conhecimento evangélico é sol na alma. — Emmanuel (Ab)Tx289
  40. A obra maior do Evangelho é o aperfeiçoamento da criatura, quando a criatura lhe assimila os princípios de reforma e elevação. — Emmanuel (Ner)Tx216
  41. O Evangelho de Jesus || Na obra de redenção, || É pão em forma de livro || À fome do coração. — Anselmo Gomes (Tdv)Tx301
  42. Cultivando o Evangelho na consciência, na família, no lar e na luta coletiva, converteremos o coração em santuário vivo em que brilhará para sempre a Vontade do Nosso Divino Mestre e Senhor. — Emmanuel (Cdr)Tx329
  43. Evangelho, o Livro Divino. — Emmanuel (Mes)Tx367
  44. Não podemos esquecer que o Evangelho, em si mesmo, consubstancia o mais alto instituto de educação divina em toda a Terra e que Jesus, com inexcedível acerto, além de Salvador, deve ser considerado e recebido em todo o mundo, como Divino Mestre. — Emmanuel (Lnc)Tx368
  45. O Evangelho não é um prontuário de fórmulas inexequíveis. Não se reduz a museu de símbolos mortos, nem se resume a ensinamentos que os séculos hajam sentenciado ao abandono. — Emmanuel (Bea)Tx373
  46. Um gesto de caridade || Apaga muitas feridas, || Um minuto de Evangelho || Pode salvar muitas vidas. — Casimiro Cunha (Bea)Tx373
  47. No Evangelho de Jesus, || Há uma estrela que nos guia || Que de nós nunca se afasta, || Tem o nome de Maria. — Cornélio Pires (Trv)Tx422