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Atos dos Apóstolos

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TEMAS CORRELATOS
(Estudos Espíritas) (Novo Testamento) (S. Lucas)
 
  1. A carta aos gentios (Atos 15:22-35) — Emmanuel
  2. A conversão de Paulo (Atos 9:3-8) — Emmanuel
  3. A cura de um coxo em Listra (Atos 14:8-10) — Emmanuel
  4. A defesa [de Paulo] em Hebraico (Atos 22:1-21) — Emmanuel
  5. A escolha de Barnabé e Saulo (Atos 13:1-3) — Emmanuel
  6. A exortação de Pedro (Atos 15:7-11) — Emmanuel
  7. A libertação da pitonisa (Atos 16:16-18) — Emmanuel
  8. A manutenção da prisão em Cesareia (Atos 24:23-27) — Emmanuel
  9. A morte de Estêvão (Atos 7:55-60; 8:1, 2) — Emmanuel
  10. A reunião em Jerusalém I (Atos 15:4-6) — Emmanuel
  11. A reunião em Jerusalém II (Atos 21:19-26) — Emmanuel
  12. A separação de Paulo e Barnabé (Atos 15:36-40) — Emmanuel
  13. A viagem para Jerusalém (Atos 21:1-15) — Emmanuel
  14. A viagem para Panfília - João Marcos retorna para Jerusalém (Atos 13:13) — Emmanuel
  15. A viagem para Roma - Alerta de Paulo (Atos 27:3-11) — Emmanuel
  16. A visão de Jesus na Igreja de Corinto e o início das epístolas (Atos 18:9, 10) — Emmanuel
  17. As resoluções da reunião em Jerusalém (Atos 15:12-21) — Emmanuel
  18. Atos dos apóstolos (Estudos Espíritas)
  19. Barnabé vai em busca de Saulo (Atos 11:25, 26) — Emmanuel
  20. Chegada em Antioquia (Atos 14:27, 28) — Emmanuel
  21. Conversão de Lídia em Filipos (Atos 16:11-15) — Emmanuel
  22. De Corinto a Éfeso - A renovação dos votos em Cencreia (Atos 18:18) — Emmanuel
  23. De Éfeso a Antioquia (Atos 18:22, 23) — Emmanuel
  24. De Trôade a Mileto (Atos 20:13-16) — Emmanuel
  25. Dificuldades em Jerusalém - Auxílio de Antioquia - Morte de Tiago (Atos 11:27-30; 12:1, 2) — Emmanuel
  26. Discurso de Paulo diante do Sinédrio (Atos 23:1-10) — Emmanuel
  27. Discurso de Paulo perante o rei Agripa (Atos 26:1-32) — Emmanuel
  28. Dissensões na Igreja de Antioquia (Atos 15:1, 2) — Emmanuel
  29. Divulgação da Boa-Nova em Corinto (Atos 18:4-8) — Emmanuel
  30. Em Antioquia - Lucas sugere a identificação de cristãos (Atos 11:26) — Emmanuel
  31. Em Antioquia da Pisídia (Atos 13:14-52) — Emmanuel
  32. Em direção à Macedônia - Encontro com Lucas (Atos 16:10) — Emmanuel
  33. Em Icônio (Atos 14:1-6) — Emmanuel
  34. Em Pafos - Conversão do procônsul Sérgio Paulo - Mudança no nome de Saulo (Atos 13:6-12) — Emmanuel
  35. Em Salamina (Atos 13:5) — Emmanuel
  36. Encontro com João Marcos e saída de Jerusalém (Atos 12:25) — Emmanuel
  37. Encontro de Paulo e Tiago em Jerusalém (Atos 21:16-18) — Emmanuel
  38. Encontro de Saulo e Ananias (Atos 9:10-18) — Emmanuel
  39. Falsas acusações e julgamento de Estêvão (Atos 6:12-15; 7:1) — Emmanuel
  40. Fim da viagem para Roma (Atos 28:15) — Emmanuel
  41. Início da viagem para Roma (Atos 27:1, 2) — Emmanuel
  42. Jesus fortalece Paulo na prisão (Atos 23:11) — Emmanuel
  43. O apelo para César (Atos 25:1-12) — Emmanuel
  44. O chamado para a Macedônia (Atos 16:7-9) — Emmanuel
  45. O discurso de Estêvão (Atos 7:2-54) — Emmanuel
  46. O plano para matá-lo [Paulo] (Atos 23:12-22) — Emmanuel
  47. O Processo, [Paulo] diante de Félix (Atos 24:1-22) — Emmanuel
  48. Os sete auxiliares dos Apóstolos (Atos 6:1-7) — Emmanuel
  49. Passagem por Éfeso (Atos 18:19-21) — Emmanuel
  50. Paulo despede-se dos anciãos de Éfeso (Atos 20:17-38) — Emmanuel
  51. Paulo diante de Agripa e Berenice (Atos 25:13-27) — Emmanuel
  52. Paulo diante do Sinédrio (Atos 22:30) — Emmanuel
  53. Paulo e a cidadania romana (Atos 22:22-29) — Emmanuel
  54. Paulo e Apolo (Atos 18:24-28; 19:1-10) — Emmanuel
  55. Paulo é enviado ao governador Félix (Atos 23:23-35) — Emmanuel
  56. Paulo é picado por uma víbora na ilha de Malta (Atos 28:1-6) — Emmanuel
  57. Paulo é recebido por Públio Apiano na ilha de Malta (Atos 28:7-10) — Emmanuel
  58. Paulo e Silas em Bereia (Atos 17:10-15) — Emmanuel
  59. Paulo e Silas em Tessalônica (Atos 17:1-9) — Emmanuel
  60. Paulo em Corinto (Atos 18:1-3) — Emmanuel
  61. Paulo em Atenas (Atos 17:16-34) — Emmanuel
  62. Paulo em frente à Torre Antônia (Atos 21:37-40) — Emmanuel
  63. Paulo em Roma (Atos 28:16) — Emmanuel
  64. Paulo em Trôade (Atos 20:6-12) — Emmanuel
  65. Paulo na Macedônia e na Grécia (Atos 20:1-5) — Emmanuel
  66. Paulo permanece em Roma dois anos (Atos 28:30, 31) — Emmanuel
  67. Perante os israelitas em Roma - A Epístola aos hebreus (Atos 28:23-29) — Emmanuel
  68. Permanência em Corinto e novos conflitos (Atos 18:11-17) — Emmanuel
  69. Perseguições em Jerusalém (Atos 12:3-19) — Emmanuel
  70. Preparação do encontro com os israelitas em Roma (Atos 28:17-22) — Emmanuel
  71. Primeira pregação de Saulo em Damasco (Atos 9:19) — Emmanuel
  72. Primeiros labores em Listra (Atos 14:7) — Emmanuel
  73. Prisão de Estêvão (Atos 6:8-11) — Emmanuel
  74. Prisão e libertação de Paulo e Silas em Filipos (Atos 6:19-40) — Emmanuel
  75. Reflexões em Damasco (Atos 9:9) — Emmanuel
  76. Revolta contra Paulo no Templo (Atos 21:27-36) — Emmanuel
  77. Saulo chega em Damasco (Atos 9:8) — Emmanuel
  78. Saulo em Jerusalém (Atos 9:26, 27) — Emmanuel
  79. Saulo pede cartas para prender os seguidores de Jesus em Damasco (Atos 9:1, 2) — Emmanuel
  80. Saulo persegue os seguidores de Jesus em Jerusalém (Atos 8:3) — Emmanuel
  81. Saulo retorna a Tarso (Atos 9:28-30) — Emmanuel
  82. Segunda pregação de Saulo em Damasco (Atos 9:20-25) — Emmanuel
  83. Tempestade e naufrágio no mar (Atos 27:12-44) — Emmanuel
  84. Testemunho em Listra (Atos 14:19, 20) — Emmanuel
  85. Timóteo associa-se a Paulo e Silas (Atos 16:1-5) — Emmanuel
  86. Trabalhos em Derbe - Retorno para Antioquia (Atos 14:21-26) — Emmanuel
  87. Travessia da Frígia e Galácia (Atos 16:6) — Emmanuel
  88. Triunfo em Listra (Atos 14:11-18) — Emmanuel
  89. Tumulto em Éfeso (Atos 19:21-40) — Emmanuel
  90. Viagem de Antioquia para Jerusalém (Atos 15:3) — Emmanuel
  91. Viagem e chegada à Antioquia da Pisídia (Atos 13:14) — Emmanuel
  92. Viagem para Chipre (Atos 13:4) — Emmanuel
  93. Viagem para Derbe e Listra (Atos 15:41) — Emmanuel
  94. Viagem para Roma - Passagem por Siracusa (Atos 28:11-14) — Emmanuel

 


 

Os Atos dos Apóstolos é o quinto livro do N. T. Esse título comum já desde o segundo século, não quer dizer que o livro relaciona todos os atos dos apóstolos. Seu propósito era mostrar o estabelecimento do Cristianismo entre os gentios pelo Espírito, através dos apóstolos. A princípio Pedro e depois Paulo são mais proeminentes; mas frequentemente os apóstolos como um corpo são representados entrando em ação (At 1.23-26; 2.42; 4.33; 5.12, 29; 6.2; 8.1, 14; 15.6, 23). O livro é endereçado a um certo Teófilo, provavelmente um distinto cristão gentil. O autor refere-se (1.1) a uma redação anterior feita por ele relativamente à vida e aos ensinos do Cristo, fica claro que é nosso Terceiro Evangelho [Vide nota importante], porque (1) foi endereçado a Teófilo; (2) consiste numa narrativa da vida e ensinos do Cristo até sua ascensão (Lc 24.51); (3) apresenta o ministério do Cristo com referência especial à sua missão universal, que naturalmente seria o ponto de vista adotado pelo autor dos Atos; (4) o vocabulário e o estilo dos dois livros são notavelmente semelhantes. Adicionalmente, enquanto o autor não se nomeia em qualquer parte do livro, ele usa a primeira pessoa plural em certas porções da narrativa das viagens de Paulo (At 15.10-15; 20.5; 21.18; 27.1; 28.16), e por isto presume-se que ele era companheiro do apóstolo;  que se juntou a ele em sua segunda jornada a Trôade e acompanhou-o a Filipos, reuniu-se novamente a ele em Filipos na terceira viagem e foi com ele a Jerusalém, e com ele viajou de Cesareia a Roma.

 

A mais antiga tradição da era pós-apostólica atribui tanto o Terceiro Evangelho como os Atos a Lucas, e as alusões a ele nas epístolas de Paulo assim como as referências anteriores provam seus movimentos nos Atos, enquanto nenhum outro dos conhecidos companheiros de Paulo acomodam-se neles. De Col. 4.14 e Fil. 24, apreendemos que Lucas esteve com Paulo em Roma, e nenhuma menção dele acontece nas epístolas escritas quando, de acordo com os Atos, seu autor não estava com o apóstolo. Além do mais, o uso de denominações médicas e os elementos clássicos em seu estilo, assim como seu evidente conhecimento do mundo romano, indicam que o autor era um homem culto, tal como um médico possivelmente o seria. Não deve haver nenhuma dúvida, portanto, que Lucas escreveu tanto o Terceiro Evangelho como os Atos.

 

O propósito dos Atos já foi declarado. O capítulo 1 relata as últimas entrevistas do Cristo com os apóstolos nos quarenta dias posteriores à sua paixão, sua promessa do batismo pelo Espírito Santo e a ordem de pregar em todo o mundo (vers. 8), seguido por sua ascensão e as ações dos discípulos até Pentecostes. Então segue um relato sobre a igreja em Jerusalém depois do Pentecostes (2.1 a 8.3), em que certos fatos representativos são descritos (as primeiras conversões, a primeira oposição, a primeira disciplina, a primeira perseguição, a primeira organização, o primeiro martírio), e, depois disso, um breve aviso de seus efeitos sobre a Igreja (veja 2.41-47; 4.23-37; 5.11-16, 41,42; 6.7; 8.1-3). Pedro aqui está em proeminência, entretanto o primeiro mártir e o homem que preparou o período seguinte foi Estevão. Logo temos um relato da transição da Igreja missionária a uma religião oferecendo tão só pela fé a salvação a todos os homens (8.4 a 12.25). Aqui cinco eventos significantes são descritos: (1) o trabalho de Filipe em Samaria e a conversão do mordomo etíope (8.4-40); (2) a conversão de Saulo e a primeira pregação ( 9.1-30); (3) a obra missionária de Pedro na Síria, levando a conversão de Cornélio e a convicção da Igreja que o Evangelho era para os gentios (9.31 a 11.18); (4) a fundação da Igreja em Antioquia, um novo e adicional centro de trabalho gentílico (11.19-30); (5) a perseguição de Herodes pela qual o estado Judeu finalmente repudiou o Cristianismo (12). Segue-se o estabelecimento do Cristianismo, principalmente por Paulo, nos principais centros do império (de13 ao final). Isto foi feito em três grandes viagens: a primeira, para Chipre e o interior da Ásia Menor (13 e 14), quando foi levado ao Conselho de Jerusalém (15. 1-35) e formalmente reconhecida a posição dos incircuncisos na Igreja dos gentios; a segunda, para a Macedônia e Grécia (15.36 a 18.22); a terceira, a Éfeso assim como à Grécia (18.23 a 20.3), seguida pela última visita de Paulo a Jerusalém (20.4 até 21.26), onde foi detido, e, depois de se defender dos judeus perante Festo, Félix e Agripa, após dois anos de encarceramento em Cesareia (21.27 até 28.32) foi enviado a Roma, por ter apelado ao imperador (27.1 a 28.16), onde pregou por dois anos (28.17-31). Muitos pensam que os Atos só foram escritos após estes “dois anos” (i. e. A. D. 63). Outros pensam que Lucas encerrou aí sua narrativa porque havia atingido seu objetivo de apresentar Paulo como um pregador apostólico em Roma, ou porque ele pretendia escrever um terceiro livro descrevendo os eventos posteriores, e que os Atos deveriam ser datados alguns anos depois que 63. A notável precisão histórica dos Atos foi comprovada pela pesquisa moderna. Sua harmonia com as epístolas de Paulo muito foi debatida e com êxito defendida. Foi escrito com muita arte, e contém as informações necessárias para explicar o crescimento do Cristianismo como uma religião universal transcorridos trinta e três anos da morte do Cristo, período coberto por sua narrativa. G. T. P. W — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©