O Caminho Escritura do Espiritismo Cristão | Antigo Testamento

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Cântico dos Cânticos

(Concordantiae biblicae plenae - Hieronymus Vulgata - IntraText Edition) ®
(Vulgata Clementina)

CAPÍTULO 5

(Versículos e sumário)

5 Venha o meu amado para o seu jardim, e coma o fruto das suas macieiras. Eu vim para o meu jardim, irmã minha esposa. Seguei a minha mirra com os meus aromas. Comi o favo com o meu mel; bebi o meu vinho com o meu leite. Comei amigos, e bebei, e embriagai-vos, caríssimos.

Veniat dilectus meus in hortum suum et comedat fructum pomorum suorum veni in hortum meum soror mea sponsa messui murram meam cum aromatibus meis comedi favum cum melle meo bibi vinum meum cum lacte meo comedite amici bibite et inebriamini carissimi.

2 Eu durmo, e o meu coração vela. Eis a voz da meu amado que bate, dizendo: Abre-me irmã minha, amiga minha, pomba minha, imaculada minha; porque a minha cabeça está cheia de orvalho, e me estão correndo pelos anéis do cabelo as gotas das noites.

Ego dormio et cor meum vigilat vox dilecti mei pulsantis aperi mihi soror mea amica mea columba mea inmaculata mea quia caput meum plenum est rore et cincinni mei guttis noctium.

3 Eu me despojei da minha túnica, como a vestirei eu? Lavei os meus pés, como os tornarei a sujar?

Expoliavi me tunica mea quomodo induar illa lavi pedes meos quomodo inquinabo illos.

4 O meu amado meteu a sua mão pela fresta, e as minhas entranhas estremeceram ao estrondo que ele fez.

Dilectus meus misit manum suam per foramen et venter meus intremuit ad tactum eius.

5 Eu me levantei para abrir ao meu amado; as minhas mãos destilaram mirra, e os meus dedos estavam cheios da mirra mais preciosa.

Surrexi ut aperirem dilecto meo manus meae stillaverunt murra digiti mei pleni murra probatissima.

6 Eu abri a minha porta ao meu amado, tirando-lhe o ferrolho; mas ele já se tinha ido, e era já passado a outra parte. A minha alma se derreteu assim que ele falou. Busquei o, mas não o achei; chamei-o, e ele me não respondeu.

Pessulum ostii aperui dilecto meo at ille declinaverat atque transierat anima mea liquefacta est ut locutus est quaesivi et non inveni illum vocavi et non respondit mihi.

7 Acharam-me os guardas que rondam a cidade; deram-me e feriram-me; tiraram-me o meu manto os guardas das muralhas.

Invenerunt me custodes qui circumeunt civitatem percusserunt me vulneraverunt me tulerunt pallium meum mihi custodes murorum.

8 Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes ao meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor.

Adiuro vos filiae Hierusalem si inveneritis dilectum meum ut nuntietis ei quia amore langueo.

9 Qual é o que tu chamas amado entre todos os amados, ó mulher a mais formosa de todas? Qual é o teu amado entre todos os outros, por cuja contemplação nos conjurastes tu deste modo?

Qualis est dilectus tuus ex dilecto o pulcherrima mulierum qualis est dilectus tuus ex dilecto quia sic adiurasti nos.

10 O meu amado é cândido, e rubicundo escolhido entre milhares.

Dilectus meus candidus et rubicundus electus ex milibus.

11 A sua cabeça é o ouro mais subido; os seus cabelos são como os ramos novos das palmeiras, negros como um corvo.

Caput eius aurum optimum comae eius sicut elatae palmarum nigrae quasi corvus.

12 Os teus olhos são como as pombas, que, tendo os seus ninhos ao pé dos regatos das águas, estão lavadas em leite, e se acham de assento junto das mais largas correntes dos rios.

Oculi eius sicut columbae super rivulos aquarum quae lacte sunt lotae et resident iuxta fluenta plenissima.

13 As suas faces são como uns canteiros de plantas aromáticas, plantadas pelos que confeccionam os cheiros. Os seus lábios são uns lírios, que destilam a mais preciosa mirra.

Genae illius sicut areolae aromatum consitae a pigmentariis labia eius lilia distillantia murram primam.

14 As suas mãos são de ouro feitas ao torno, cheias de jacintos. O seu ventre é de marfim, guarnecido de safiras.

Manus illius tornatiles aureae plenae hyacinthis venter eius eburneus distinctus sapphyris.

15 As suas pernas são umas colunas de mármore, que estão sustentadas sobre bases de ouro. A sua figura é como a do Líbano, ele é escolhido como os cedros.

Crura illius columnae marmoreae quae fundatae sunt super bases aureas species eius ut Libani electus ut cedri.

16 A sua garganta é suavíssima, e todo ele é para se desejar. Tal é o meu amado e ele é verdadeiramente meu amigo, filhas de Jerusalém.

Guttur illius suavissimum et totus desiderabilis talis est dilectus meus et iste est amicus meus filiae Hierusalem.

17 Para onde foi o teu amado, ó tu, que és a mais formosa de todas as mulheres? Para onde se retirou o teu amado? e nós os buscaremos contigo.

Quo abiit dilectus tuus o pulcherrima mulierum quo declinavit dilectus tuus et quaeremus eum tecum.



Esse capítulo está disponível também nas seguintes bíblias: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral, com as listas de palavras e concordâncias bíblicas exaustiva. | Padre Antonio Pereira de Figueiredo edição de 1828 | Padre João Ferreira Annes d’Almeida, edição de 1850 | A bíblia em francês de Isaac-Louis Le Maistre de Sacy, da qual se serviu Allan Kardec na Codificação. Veja também: Hebrew - English Bible — JPS 1917 Edition. | La Bible bilingue Hébreu - Français — “Bible du Rabbinat”, selon le texte original de 1899 | Parallel Hebrew Old Testament by John Hurt.

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