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EADE — Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita — Programa II — Filosofia e Ciência Espíritas

 

Roteiro 17

 

Causa e Efeito

Objetivos:

» Comparar a lei da Gravitação Universal e dos Movimentos com o conceito de causa e efeito definido pela Filosofia, pela Ciência e pelo Espiritismo.

» Analisar os diferentes significados de causa e efeito com a de pena de talião, carma, fatalidade, determinismo, e justiça divina.

» Explicar causa e efeito segundo o Espiritismo.


 

IDEIAS PRINCIPAIS

  • A expressão “causa e efeito” identifica as consequências (efeitos) geradas pelas ações (causas) humanas. Faz similaridade com a terceira lei física, a da Gravitação Universal e dos Movimentos, conhecida como Lei do Par de Ação e Reação.

  • A Lei ou Pena de Talião consiste na rigorosa e implacável reciprocidade que existe entre o crime e a punição, amplamente utilizada pelos povos antigos nas suas limitadas concepções de justiça.

  • Carma é palavra erroneamente utilizada como sinônimo de causa e efeito, da mesma forma que Pena de Talião, pois ambas consideram apenas os mecanismos de justiça decorrentes das ações humanas, sem considerar a manifestação da lei de amor, como ensina Jesus.

  • Para a Doutrina Espírita a lei de causa e efeito está, efetivamente, relacionada aos atos humanos, mas a manifestação da lei de causa e efeito reflete apenas a escolha de provas definidas no planejamento reencarnatório: […] tais provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar. Se delas triunfa, [o Espírito] eleva-se; se sucumbe, tem de recomeçar. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 399-comentário.

 


 

SUBSÍDIOS

 

A expressão “causa e efeito” é utilizada para especificar as consequências (efeitos) geradas pelas ações (causas) humanas. Faz similaridade com a terceira lei da Gravitação Universal e dos Movimentos, W conhecida como “as leis de Newton”, W que foram definidas pelo cientista inglês Isaac Newton (16431727). Esta terceira lei é conhecida como Lei do Par de Ação e Reação, (1) (2) cujos princípios são os que se seguem.

1º Quando um corpo A exerce uma força sobre um corpo B, simultaneamente o corpo B exerce uma força sobre o corpo A, na mesma intensidade, mas em sentido oposto, constituindo o chamado par ação-reação da interação do contato. Tais forças possuem, em princípio, a mesma intensidade, direção, mas agem em sentidos opostos.

2° Ambas as forças possuem a mesma natureza, caso contrário não haveria contato.

3º A interação das forças ocorrem em um mesmo campo e entre dois corpos.

4º Durante o contato e interação, as forças não se equilibram nem se anulam, pois originam de corpos diferentes (cada corpo preserva a própria força).

Como exemplo, lembramos o ato de nadar. O nadador desliza na piscina porque aplica uma força (ação) sobre a água, com auxílio das mãos e dos pés; desloca, então, um volume de líquido para trás, fazendo com que a água imprima outra força (reação) ao líquido, fato que permite a movimentação do nadador.

Percebe-se, assim, que a força aplicada pelo nadador sobre o líquido, chamada ação, encontra-se com a força vinda da água, denominada reação. O resultado final (nadar) só acontece porque ambas as forças, do nadador e a da água, são da mesma intensidade, embora de sentido contrário. Ou seja, a força que o nadador aplica sobre a água é semelhante a que o empurra para frente, exercida pela água.

Outro exemplo: se alguém esmurrar um saco de areia, a força exercida pelos punhos é igual à força exercida pelo saco de areia nos punhos do indivíduo.

Veja as seguintes ilustrações, elaboradas por Marco Aurélio da Silva, Equipe Brasil Escola. (2)

 

Ilustração 1:

Assim, |FA-B| = |FB-A|.

Ilustração 2:

 

Ilustração 3:

 

1. SIGNIFICADO ESPIRITUAL DA LEI DE AÇÃO E REAÇÃO

 

O princípio newtoniano de ação e reação faz relação simbólica com os conceitos de Pena de Talião, Karma (ou carma), Fatalidade, Determinismo, Justiça Divina e Lei de Ação e Reação (utilizada pelo Espiritismo).

 

1.1 Pena de Talião

 

Consiste na rigorosa reciprocidade que existe entre o crime e a punição — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei, frequentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente, é uma das mais antigas leis conhecidas, cujos indícios foram encontrados no Código de Hamurabi W. (14) Existia porque os legisladores da Antiguidade evitavam que a justiça fosse aplicada pelas próprias mãos nas questões de crimes e delitos, mas de acordo com a ordenação jurídica que vigorava na época. A Pena de Talião prescreve que a punição seja do tamanho exato da ofensa, com base no princípio da reciprocidade. Ou seja, se uma pessoa causou a morte de alguém, este homicida deveria ser morto por esse crime, da mesma forma que o assassinato foi cometido. Por exemplo, se alguém matou uma pessoa pela espada, seria também morto pela espada. Se foi por apedrejamento, a morte do assassino seria por apedrejamento.

 

Para a Doutrina Espírita a Lei de Talião é considerada implacável, uma vez que não considera as causas nem os atenuantes e, também, porque não cogita do perdão. Obviamente, que a todo erro ou crime cometido segue-se a reparação, mas não da forma tão radical explicitada pela Lei de Talião.

Para Emmanuel, (3) trata-se de uma lei que

 

[…] prevalece para todos os Espíritos que não edificaram ainda o santuário do amor nos corações, e que representam a quase totalidade dos seres humanos. Presos, ainda, aos milênios do pretérito, não cogitaram de aceitar e aplicar o Evangelho a si próprios, permanecendo encarcerados em círculos viciosos de dolorosas reencarnações expiatórias e purificadoras. Moisés proclamou a Lei antiga muitos séculos antes do Senhor. Como já dito, o profeta hebraico apresentava a Revelação com a face divina da Justiça; mas, com Jesus, o homem do mundo recebeu o código perfeito do Amor. Se Moisés ensinava o “olho por olho, dente por dente” (Lv), Jesus Cristo esclarecia que o “amor cobre a multidão dos pecados” (1 Pedro, 4:8). Daí a verdade de que as criaturas humanas se redimirão pelo amor e se elevarão a Deus por ele, anulando com o bem todas as forças que lhes possam encarcerar o coração nos sofrimentos do mundo. (3)

 

1.2 Karma ou carma

 

É termo que enfoca as ações humanas e as suas consequências, de uso comum em diferentes doutrinas religiosas de concepção orientalista, como budismo, hinduísmo e teosofia, ainda que cada uma dessas religiões apresentem interpretação própria.

Alguns espíritas utilizam inadequadamente a palavra karma, da mesma forma que Pena de Talião, aplicando-as como sinônimo de lei de causa e efeito, fato que deve ser evitado, pois, para o Espiritismo, ambas as leis não se encontram, necessariamente, vinculadas ao livre-arbítrio, individual e coletivo, e à lei de amor, justiça e caridade.

Para o hinduísmo e o budismo o homem é escravo dos renascimentos sucessivos — isto é, jamais pode fugir da reencarnação — , em razão da existência de um carma individual, particular, impulsionado pelos próprios pensamentos, palavras e ações, manifestados de forma inexorável no ciclo nascimento-morte-renascimento. (4) Para essas religiões

 

“o homem colhe aquilo que plantou. Não existe “destino cego” nem “divina providência”. O resultado flui automaticamente das ações. Portanto, é tão impossível escapar do seu carma quanto escapar de sua própria sombra… […] Embora se possa dizer que a lei do carma possui um certo grau de justiça, ela é vista, no hinduísmo e budismo, como algo um tanto negativo, algo que se deve escapar. (4)

 

Além do mais, a reencarnação, para ambas as religiões, apresenta interpretação diversa da espírita, podendo um ser humano renascer no corpo de um animal, uma vez que defendem a teoria da metempsicose. Trata-se de possibilidade inviável até do ponto de vista biológico.

Ensina o Espiritismo, porém, que a lei de causa e efeito pode ser modificada sim, pela força do amor, pela vontade do indivíduo de querer, efetivamente, reparar os erros cometidos. Não se pode ignorar, também, que perante a balança divina todas as atenuantes são consideradas, inclusive as intenções, grau de conscientização, circunstâncias, nível de sanidade mental, etc. Daí ser importante lembrar que a justiça divina está, sempre, associada à misericórdia, como esclarece Emmanuel:

 

As criaturas dedicadas ao bem encontrarão a fonte da vida em se banhando nas águas da morte corporal. Suas realizações no porvir seguem na ascensão justa, em correspondência direta com o esforço perseverante que desenvolveram no rumo da espiritualidade santificadora, todavia, os que se comprazem no mal cancelam as próprias possibilidades de ressurreição na luz. […] Nas sentenças sumárias e definitivas não há recurso salvador. Através da referência do Mestre, contudo, observamos que a Providência Divina é muito mais rica e magnânima que parece. (5)

 

1.3 Fatalidade e determinismo

 

Os fatalistas

 

[…] acreditam que todos os acontecimentos estão previamente fixados por uma causa sobrenatural, cabendo ao homem apenas o regozijar-se, se favorecido com uma boa sorte. ou resignar-se, se o destino lhe for adverso. […] Os deterministas, ao seu turno sustentam que as ações e a conduta do indivíduo, longe de ser em livres, dependem integralmente de uma série de contingências a que ele não pode furtar-se, como os costumes, o caráter e a índole da raça a que pertença; o clima, o solo e o meio social em que viva; a educação, os princípios religiosos e os exemplos que receba; além de outras circunstâncias não menos importantes quais o regime alimentar, o sexo, as condições de saúde, etc. (6)

 

Os fatalistas e deterministas raciocinam da mesma forma, só que nos primeiros o destino do homem está estipulado por uma causa divina ou transcendental, enquanto que nos segundos são as circunstâncias que determinam os acontecimentos. Em ambas as situações, o excesso pode levar ao fanatismo ou radicalismo, sempre de natureza perniciosa.

Por outro lado, há filosofias que defendem a ideia oposta, a de que o ser humano deve possuir liberdade irrestrita, que “o livre-arbítrio é absoluto, que os pensamentos, palavras e ações do homem são espontâneos e, pois, de sua inteira liberdade.” (7)

Os defensores do fatalismo acreditam que nada ou ninguém é capaz de alterar a ordem estabelecida no Universo nem na humanidade. Já os adeptos do determinismo entendem que não só o homem, mas todos os fenômenos da Natureza então ligados entre si por rígidas relações de causalidade, pois as leis universais excluem o acaso — acontecimentos aparentemente fortuitos, estabelecidos por intercessão espiritual ou por efeito das forças de atração existentes na Natureza — e o livre-arbítrio.

A verdade encontra-se no meio termo. O homem não goza de irrestrita liberdade, pois está submetido aos limites estipulados pelas ordenações da vida em sociedade e pelos valores morais e éticos. Contudo, é possível pensar na existência de algum determinismo nos acontecimentos da vida, sobretudo quando se considera o planejamento reencarnatório. Ou seja, a partir do momento em que se estabelece um plano para ser executado em nova existência física, são acionados recursos, condições e pessoas, encarnadas e desencarnadas, que tudo fazem para por em prática o referido planejamento. Há, pois, certo determinismo direcionando a vida do reencarnado. Digamos “certo” porque o planejamento reencarnatório não é rígido, procura executar as linhas mestras da programação preparada para uma nova experiência no plano físico, não se prendendo a detalhes ou aspectos secundários.

Para a Doutrina Espírita o homem é construtor do seu destino e, de acordo com suas disposições íntimas, pode modificá-lo para melhor ou, também, complicá-lo. Tudo se reporta, no final, ao livre-arbítrio ou à liberdade de ação de cada um, que sempre é coerente com o nível evolutivo, moral e intelectual, do indivíduo.

 

1.4 Justiça divina

 

A lei de causa e efeito está diretamente relacionada à noção que se tem da justiça e, mais ainda, da justiça divina.

Justiça significa, a rigor, respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o princípio básico que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos individuais e coletivos, expressa sob forma legal (constituição das leis) e devida aplicação nos casos específicos (litígio). (8)

Em A República - Google Books - , Platão interpreta justiça como o sentido que o homem justo dá a sua vida, mesmo que não possua muitos bens:

 

Sócrates (personagem principal do diálogo) realiza sua fala buscando uma definição para justiça ou para o justo. Qual dessas atitudes cabe melhor ao cidadão: o justo ou o injusto que tem vida melhor? Como já falamos, a conclusão que cabe melhor é a da vida do justo. Para chegar a esta conclusão, Glauco conta a lenda do Anel de Giges. Um homem através do poder do anel poderia adquirir quase tudo o que desejasse, mas não possui o sentimento de justiça e vive com desculpas inúteis tentando sustentar uma situação que não é própria dele. (9)

 

Aristóteles (10) apresenta outro conceito de justiça, igualmente importante:

 

[…] conteúdo das leis é a justiça, admitida esta sob vários enfoques. O principal fundamento da Justiça é a igualdade, sendo esta aplicada de várias maneiras. O princípio da igualdade […] é entendido […] de duas formas fundamentais, originando daí duas espécies de Justiça: a Distributiva e a Corretiva. […] A justiça distributiva tem por escopo fundamental a divisão de bens e honras da comunidade, segundo a noção de que cada um perceba o proveito adequado aos seus méritos. […] A justiça corretiva destina-se aos objetos, relegando os méritos, mas medindo impessoalmente o benefício ou o dano que cada qual pode suportar. A justiça distributiva situa-se, pois, como entidade reguladora das relações entre a sociedade e seus membros: a corretiva ordena as relações dos membros entre si. (10)

 

O conceito espírita de justiça está sintetizado nestas conhecidas palavras de Jesus: “Fazei aos homens o que gostaríeis que eles vos fizessem, pois é nisto que consistem a lei e os profetas”. (Mateus, 7:12. Bíblia de Jerusalém)

O entendimento de justiça divina está submetido às diferentes interpretações religiosas; contudo, há unanimidade de que Deus quer o bem para todos os seus filhos, disponibilizando-lhes condições infinitas para sua melhoria espiritual. Dessa forma, Emmanuel (11) ensina como entender a justiça divina:

 

Não digas que Deus sentencia alguém a torturas eternas. Tanto quanto podemos perceber o Pensamento Divino, imanente em todos os seres e em todas as coisas, o Criador se manifesta a nós outros — criaturas conscientes, mas imperfeitas — através de leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo. É inútil que dignitários desse ou daquele princípio religioso te pintem o Todo-Perfeito por soberano purpurado, suscetível de encolerizar-se por falta de vassalagem ou envaidecer-se à vista de adulações. […] Deus é amor. Amor que se expande do átomo aos astros. Mas é justiça também. Justiça que atribui a cada Espírito segundo a própria escolha. Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas deseje a fim de retificar-se. Sendo justiça, ignora quaisquer privilégios que lhe queiram impor. Não afirmes, desse modo, que Deus bajula ou condena. […] O Criador criou todas as criaturas para que todas as criaturas se engrandeçam. Para isso, sendo amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes, e, sendo justiça, determinou possuísse cada um de nós vontade e razão. (11)

2. LEI DE AÇÃO E REAÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO

 

Igualmente denominada Lei de Causa e Efeito, apresenta as seguintes características:

a) o ser humano tem livre-arbítrio para construir seu destino.

b) em decorrência da lei de liberdade e do nível evolutivo em que se encontra, o Espírito faz escolhas acertadas ou equivocadas. Escolhas felizes são incorporadas ao patrimônio espiritual, servindo de referência para novas escolhas. As más ações, ou escolhas infelizes, produzem sofrimento ao Espírito porque, ainda que ele não tenha maior compreensão do processo de ação-reação, da repercussão dos seus atos, a voz da consciência (mecanismo regulador da vida) o alerta de que cometeu um atentado contra a Lei de Deus.

c) os erros ou equívocos cometidos são reparados ao longo das reencarnações sucessivas, por meio das provações, sempre com base na expressão amor-justiça-misericórdia divinos.

d) os processos de reparação e os novos aprendizados são definidos no planejamento reencarnatório, que não é inflexível nem infalível (o indivíduo pode, quando reencarnado, ignorar o que foi planejado). Neste sentido, a manifestação da lei de causa e efeito, em cada período reencarnatório, representa a escolha de provas definidas ou aceitas pelo reencarnante. E “tais provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar. Se delas [o Espírito] triunfa, eleva-se; se sucumbe, tem de recomeçar.” (12)

Mesmo que o Espírito encarnado não recorde os erros cometidos, ou as determinações do planejamento reencarnatório, ensina Kardec (13) que o

 

esquecimento das faltas cometidas não é obstáculo à melhoria do Espírito, porque, mesmo não se lembrando delas com precisão, o fato de as ter conhecido na erraticidade e o desejo de repará-las o guia por intuição e lhe dá o pensamento de resistir ao mal. Esse pensamento é a voz da consciência, secundada pelos Espíritos que o assistem, se escuta as boas inspirações que lhe sugerem. Embora o homem não conheça os próprios atos que praticou em suas existências anteriores, sempre pode saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual era o seu caráter dominante. Basta estudar a si mesmo e julgar do que foi, não pelo que é, mas pelas suas tendências. As vicissitudes da vida corporal são, ao mesmo tempo, expiação das faltas passadas e provas para o futuro. […] A natureza das vicissitudes e das provas que sofremos também nos pode esclarecer sobre o que fomos e o que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos os atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei.

 

A reparação de faltas, acionada pela lei de causa e efeito, segundo a interpretação espírita, não se manifesta como única escolha, ou como uma “camisa de força” das provações. O ser humano que já revela possuir algum entendimento da Lei de Deus pode, perfeitamente, optar por quitar suas dívidas pelo exercício da lei de amor, pois, como nos orienta o apóstolo Pedro, “o amor cobre a multidão de pecados”. (1 Pedro, 4:8)

A história de Saturnino Pereira, relatada pelo Espírito Hilário Silva, e inserida em anexo, ilustra com clareza a reparação de faltas pelo amor, situação que impôs modificações nas ações definidas pelo planejamento reencarnatório. A história demonstra também que não há determinismo nem justiça implacável na manifestação da lei de causa e efeito.

 

ORIENTAÇÕES AO MONITOR

 

1. Promover um debate exploratório de ideias, partindo dessa indagação: Quais são os mecanismos da manifestação da lei de causa e efeito?

2. Em seguida, fazer breve explanação sobre os pontos principais do Roteiro de Estudo, esclarecendo o significado de ação e reação, segundo a Ciência e a Filosofia.

3. Dividir a turma em dois grupos para leitura, troca de ideias e resumo do que foi estudado, seguindo esta orientação:

a) grupo um, analisa o item do Roteiro: Lei de ação e reação segundo o Espiritismo;

b) grupo dois analisa o texto de Hilário Silva, inserido em anexo: O merecimento.

4. Pedir aos participantes que indiquem relatores de cada grupo que deverão apresentar, em plenário, as conclusões do estudo.

5. Ao final, refletir em conjunto com a turma as condições da manifestação da lei de causa e efeito, segundo o Espiritismo.

 

ANEXO

O Merecimento - Hilário Silva

 


REFERÊNCIAS

1. Origem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Terceira_lei_de_Newton. Acesso em 14 de novembro de 2009.

2. Origem: http://www.brasilescola.com/fisica/terceira-lei-newton.htm

3. XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 28. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008, questão 272, p. 221-222.

4. HELLEN, Victor. NOTAKER, Henry e GAARDER, Jostein. O livro das religiões . Tradução de Isa Mara Lando. 9ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 54.

5. XAVIER, Francisco Cândido. Pão nosso. Pelo Espírito Emmanuel. 29. ed. Rio de Janeiro, FEB 2008, cap. 127, A lei de retorno, p. 270.

6. CALLIGARIS, Rodolfo. As leis morais: segundo a filosofia espírita. 12. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Item: O livre-arbítrio, p.147-148.

7. Idem ibidem - p.147.

8. Origem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Justi%C3%A7a. Acesso em 16/11/2009.

9. Origem: http://www.webartigos.com/articles/5636/1/definicao-do-conceito-de-justica-em-platao/paginal.html. Acesso em 17/11/2009.

10. NUNES, Cláudio Pedrosa. O conceito de justiça em Aristóteles. In: Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 13° Região. João Pessoa, v. 8, n. 1 p. 24-32, 2000, p. 26. Disponível em: http://bdjur.stj.jus.br/dspace/hand-le/2011/19220 ou http://www.trtl3.jus.br/ejud/images/revistasdigitais/revista08_trtl3.pdf

11. XAVIER, Francisco Cândido. Justiça divina. Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Item: Nas leis do destino, p. 175-177.

12. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008, questão 399, p. 290.

13. OIdem ibidem - p. 291.

14. (Nota da organizadora) Código de Hamurabi: um conjunto antiquíssimo de leis, escrito por Hamurabi, na Babilônia, em 7780 a.C. Trata-se de um monumento monolítico talhado em rocha de diorito, sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 281 leis em 3.600 linhas. A peça tem 2,5m de altura, 1,60m de circunferência na parte superior e 1,90 na base. Na parte superior do monólito, Hamurabi é mostrado em frente ao trono do rei Sol Schamasch. Logo abaixo estão escritos, em caracteres cuneiformes acadianos, os artigos regulando a vida cotidiana.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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