Depois da festa
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1 Não te entregues na Terra à vil mentira,
Desfase a teia da filáucia humana,
Que a Morte, em breve, humilha e desengana
A demência da carne que delira…
2 O gozo desfalece à própria gana,
Toda vaidade ao báratro se atira,
Sob a ilusão mendaz chameja a pira
Da verdade, celeste, soberana.
3 Finda a festa de baldo riso infando,
A alma transpõe o túmulo chorando,
Qual folha solta ao furacão violento.
4 E quem da luz não fez templo e guarida,
Desce gemendo, de alma consumida,
Ao turbilhão de cinza e esquecimento.
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