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ESDE — Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita — Programa Fundamental

Módulo XVIII — Esperanças e Consolações

 

Roteiro 2

 

Penas e gozos futuros

 

Objetivo Geral: Possibilitar o entendimento do significado de esperanças e consolações segundo o Espiritismo.

Objetivo Específico: Correlacionar a natureza das penas e dos gozos futuros ao uso do livre-arbítrio.


 

CONTEÚDO BÁSICO

 

  • Donde nasce, para o homem, o sentimento instintivo da vida futura?

    Antes […] de encarnar, o Espírito conhecia todas essas coisas e a alma conserva vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 959.

  • As penas e os gozos futuros não […] podem ser materiais, di-lo o bom senso, pois que a alma não é matéria. Nada têm de carnal essas penas e esses gozos; entretanto, são mil vezes mais vivos do que os que experimentais na Terra, porque o Espírito, uma vez liberto, é mais impressionável. Então, já a matéria não lhe embota as sensações. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 965.

  • Os sofrimentos dos Espíritos inferiores são […] tão variados como as causas que os determinam e proporcionados ao grau de inferioridade, como os gozos o são ao de superioridade. Podem resumir se assim: invejarem o que lhes falta para ser felizes e não obterem; verem a felicidade e não na poderem alcançar; pesar, ciúme, raiva, desespero, motivados pelo que os impede de ser ditosos; remorsos, ansiedade moral indefinível. Desejam todos os gozos e não os podem satisfazer: eis o que os tortura. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 970.

  • Os gozos que os bons Espíritos usufruem no além-túmulo resultam do fato de […] conhecerem todas as coisas; em não sentirem ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade. Não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São felizes pelo bem que fazem. Contudo a felicidade dos Espíritos é proporcional à elevação de cada um. Somente os puros Espíritos gozam, é exato, da felicidade suprema, mas nem todos os outros são infelizes […]. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 967.

  • A ideia que, mediante a sabedoria de suas leis, Deus nos dá de sua justiça e de sua bondade não nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a seus olhos, nem duvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, questão 962 - comentário.

 


 

SUGESTÕES DIDÁTICAS

 

Introdução:

  • Solicitar aos participantes que imaginem uma viagem ao futuro, após a desencarnação. Esclarecer que cada um deve informar como acredita que será a sua vida no além-túmulo.

  • Conceder alguns minutos para a realização do exercício, e, após, ouvir as informações, registrando-as, resumidamente, num flip-chart / quadro de giz-pincel.

  • Trocar opiniões sobre as ideias apresentadas, procurando classificá-las segundo a natureza das penas e gozos futuros, expressas em O Livro dos Espíritos, questões 965, 967 e 970.

 

Desenvolvimento:

  • Em seguida, pedir aos participantes que formem quatro grupos para a leitura das questões, acima citadas, de O Livro dos Espíritos, e dos itens 32 e 33, capítulo 1, de A Gênese.

  • Terminada a leitura, cada grupo recebe dois envelopes. Um dos envelopes traz, na parte frontal, uma etiqueta com a palavra Problemas, e, no interior, tiras de papel contendo relatos de problemas identificados no dia a dia. O outro envelope que traz, na sua etiqueta, a palavra Soluções, tem dentro tiras de papel com frases ou expressões indicadas para a resolução dos problemas (veja no anexo). Os grupos devem, então, fazer a seguinte atividade:

    a) Retirar todas as tiras de papel do envelope Problemas, colando-as, uma após a outra, numa folha de cartolina. É importante que entre as colagens seja mantido um espaço de cinco centímetros aproximadamente;

    b) Repetir a operação com as tiras de papel do envelope Soluções, tendo, porém, o cuidado de colar cada solução ao lado do respectivo problema;

    c) Apresentar os resultados em plenária, indicando, para isso, um representante.

  • Ouvir os relatos, fazendo possíveis correções.

  • Observações:

    — Os problemas e soluções devem, necessariamente, estar relacionados com o tema da aula.

    — A atividade fica mais dinâmica se os grupos trabalharem diferentes problemas.

    — Pode existir mais de uma solução para o mesmo problema.

 

Conclusão:

  • Fazer considerações finais, destacando que as penas e os gozos futuros estão, necessariamente, relacionados ao uso do livre-arbítrio (questão 962 de O Livro dos Espíritos).

 

Avaliação:

  • O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberam correlacionar a natureza das penas e dos gozos futuros ao uso do livre-arbítrio.

 

Técnica(s):

  • Exercício de criatividade; dinâmica dos problemas e das soluções.

 

Recurso(s):

  • O Livro dos Espíritos e A Gênese; flip-chart / quadro de giz-pincel; envelopes com tiras de papel contendo, respectivamente, problemas e soluções; cola, folhas de cartolinas.

 


 

SUBSÍDIOS

 

Os ensinamentos espíritas sobre as penas e gozos futuros fazem oposição ao materialismo. Cada um é, certamente, livre de crer no que quiser ou de não crer em coisa alguma; e não toleraríamos mais uma perseguição contra aquele que acredita no nada depois da morte, assim como na promovida contra um cismático de qualquer religião. Combatendo o materialismo, não atacamos os indivíduos, mas sim uma doutrina que, se é inofensiva para a sociedade, quando se encerra no foro íntimo da consciência de pessoas esclarecidas, é uma chaga social, se vier a se generalizar se.

A crença de tudo acabar para o homem depois da morte, que toda solidariedade cessa com a extinção da vida corporal, leva-o a considerar como um disparate o sacrifício do seu bem-estar presente, em proveito de outrem; donde a máxima: “Cada um por si durante a vida terrena, porque com ela tudo se acaba.” A caridade, a fraternidade, a moral, em suma, ficam sem base alguma, sem nenhuma razão de ser. Para que nos molestarmos, nos constrangermos e nos sujeitarmos a privações hoje, quando amanhã, talvez, já nada sejamos? A negação do futuro, a simples dúvida sobre outra vida, são os maiores estimulantes do egoísmo, origem da maioria dos males da Humanidade. É necessário possuir alta dose de virtude para não seguir a corrente do vício e do crime, quando para isso não se tem outro freio além do da própria força de vontade. […] A crença na vida futura, mostrando a perpetuidade das relações entre os homens, estabelece entre eles uma solidariedade que não se quebra na tumba; desse modo, essa crença muda o curso das ideias. Se essa crença fosse um simples espantalho, não duraria senão um tempo curto; mas, como a sua realidade é fato adquirido pela experiência, é um dever propagá-la e combater a crença contrária, mesmo no interesse da ordem social. É o que faz o Espiritismo; e o faz com êxito, porque fornece provas, e porque, decididamente, o homem antes quer ter a certeza de viver e poder ser feliz em um mundo melhor, para compensação das misérias deste mundo, do que a de morrer para sempre. (13)

Complementando essas ideias, Allan Kardec nos esclarece: Tirai ao homem o Espírito livre e independente, sobrevivente à matéria, e fareis dele uma simples máquina organizada, sem finalidade, nem responsabilidade; sem outro freio além da lei civil e própria a ser explorada como um animal inteligente. Nada esperando depois da morte, nada obsta a que aumente os gozos do presente; se sofre, só tem a perspectiva do desespero e o nada como refúgio. Com a certeza do futuro, com a de encontrar de novo aqueles a quem amou e com o temor de tornar a ver aqueles a quem ofendeu, todas as suas ideias mudam. O Espiritismo, ainda que só fizesse forrar o homem à dúvida relativamente à vida futura, teria feito mais pelo seu aperfeiçoamento moral do que todas as leis disciplinares, que o detém algumas vezes, mas que o não transformam. (4)

A Doutrina Espírita, no que respeita às penas futuras, não se baseia numa teoria preconcebida; não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ela se apoia nas observações, e são estas que lhe dão plena autoridade.

Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tais ou quais condições; são elas, essas mesmas almas, partidas da Terra, que nos vêm hoje iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua situação feliz ou desgraçada, as impressões, a transformação pela morte do corpo, completando, em uma palavra, os ensinamentos do Cristo sobre este ponto. Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos. Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada. Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados aos mais inferiores da escala, por intermédio de outros tantos auxiliares (médiuns) disseminados pelo mundo, de sorte que a revelação deixa de ser privilégio de alguém, pois todos podem prová-la, observando-a, sem obrigar se à crença pela crença de outrem. (5)

Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os fatos demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspecto, como toda gente imagina um país cuja pormenorizada descrição leia. Ora, a descrição da vida futura é tão circunstanciadamente feita, são tão racionais as condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram, quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo, patente fica a verdadeira justiça de Deus. (6)

É importante também considerar que todos nós trazemos, desde o nascimento, o sentimento instintivo da vida futura, porque, […] antes de encarnar, o Espírito conhecia todas essas coisas e a alma conserva vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual. (7) Independentemente do materialismo reinante no mundo, em […] todos os tempos, o homem se preocupou com o seu futuro para lá do túmulo e isso é muito natural. Qualquer que seja a importância que ligue à vida presente, não pode ele furtar se a considerar quanto essa vida é curta e, sobretudo, precária, pois que a cada instante está sujeita a interromper se, nenhuma certeza lhe sendo permitida acerca do dia seguinte. Que será dele, após o instante fatal? Questão grave esta, porquanto não se trata de alguns anos apenas, mas da eternidade. Aquele que tem de passar longo tempo, em pais estrangeiro, se preocupa com a situação em que lá se achará. Como, então, não nos havia de preocupara em que nos veremos, deixando este mundo, uma vez que é para sempre? A ideia do nada tem qualquer coisa que repugna à razão. O homem que mais despreocupado seja durante a vida, em chegando o momento supremo, pergunta a si mesmo o que vai ser dele e, sem o querer, espera.

Crerem Deus, sem admitira vida futura, fora um contrassenso. O sentimento de uma existência melhor reside no foro íntimo de todos os homens e não é possível que Deus aí o tenha colocado em vão. A vida futura implica a conservação da nossa individualidade, após a morte. Com efeito, que nos importaria sobreviver ao corpo, se a nossa essência moral houvesse de perder se no oceano do infinito? As consequências, para nós, seriam as mesmas que se tivéssemos de nos sumir no nada. (8)

O intercâmbio mediúnico representa outra forma de comprovação da sorte das pessoas, após a morte do corpo físico. Pelas relações que hoje pode estabelecer com aqueles que deixaram a Terra, possui o homem não só a prova material da existência e da individualidade da alma, como também compreende a solidariedade que liga os vivos aos mortos deste mundo e os deste mundo aos dos outros planetas. Conhece a situação deles no mundo dos Espíritos, acompanha-os em suas migrações, aprecia-lhes as alegrias e as penas; sabe a razão por que são felizes ou infelizes e a sorte que lhes está reservada, conforme o bem ou o mal que fizerem. Essas relações iniciam o homem na vida futura, que ele pode observar em todas as suas fases, em todas as suas peripécias; o futuro já não é uma vaga esperança: é um fato positivo, uma certeza matemática. Desde então, a morte nada mais tem de aterrador, por lhe ser a libertação, a porta da verdadeira vida. (1)

Se a razão repele, como incompatível com a bondade de Deus, a ideia das penas irremissíveis, perpétuas e absolutas, muitas vezes infligidas por uma única falta; a dos suplícios do inferno, que não podem ser minorados nem sequer pelo arrependimento mais ardente e mais sincero, a mesma razão se inclina diante dessa justiça distributiva e imparcial, que leva tudo em conta, que nunca fecha a porta ao arrependimento e estende constantemente a mão ao náufrago, em vez de o empurrar para o abismo. (3)

As penas e recompensas estão, necessariamente, relacionadas ao uso do livre-arbítrio, uma vez que a […] responsabilidade dos nossos atos é a consequência da realidade da vida futura. Dizem-nos a razão e a justiça que, na partilha da felicidade a que todos aspiram, não podem estar confundidos os bons e os maus. Não é possível que Deus queira que uns gozem, sem trabalho, de bens que outros só alcançam com esforço e perseverança. A ideia que, mediante a sabedoria de suas leis, Deus nos dá de sua justiça e de sua bondade não nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a seus olhos, nem duvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Por isso é que o sentimento inato que temos da justiça nos dá a intuição das penas e recompensas futuras. (9)

Pelo estudo da situação dos Espíritos, o homem sabe que a felicidade e a desdita, na vida espiritual, são inerentes ao grau de perfeição e de imperfeição; que cada qual sofre as consequências diretas e naturais de suas faltas, ou, por outra, que é punido no que pecou; que essas consequências duram tanto quanto a causa que as produziu; que, por conseguinte, o culpado sofreria eternamente, se persistisse no mal, mas que o sofrimento cessa com o arrependimento e a reparação; ora, como depende de cada um o seu aperfeiçoamento, todos podem, em virtude do livre-arbítrio, prolongar ou abreviar seus sofrimentos, como o doente sofre, pelos seus excessos, enquanto não lhes põe termo. (2)

A natureza das penas e dos gozos futuros guarda relação com o grau de evolução do Espírito, e com as ações por ele desenvolvidas. Assim, a felicidade dos bons Espíritos consiste em: conhecerem todas as coisas; em não sentirem ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade. Não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São felizes pelo bem que fazem. Contudo, a felicidade dos Espíritos é proporcional à elevação de cada um. Somente os puros Espíritos gozam, é exato, da felicidade suprema, mas nem todos os outros são infelizes. Entre os maus e os perfeitos há uma infinidade de graus em que os gozos são relativos ao estado moral. Os que já estão bastante adiantados compreendem a ventura dos que os precederam e aspiram a alcançá-la. Mas, esta aspiração lhes constitui uma causa de emulação, não de ciúme. Sabem que deles depende o consegui-la e para a conseguirem trabalham, porém com a calma da consciência tranquila e ditosos se consideram por não terem que sofrer o que sofrem os maus. (10) Por outro lado, o sofrimento dos Espíritos inferiores são […] tão variados como as causas que os determinam e proporcionados ao grau de inferioridade, como os gozos o são ao de superioridade. Podem resumir se assim: Invejarem o que lhes falta para ser felizes e não obterem; verem a felicidade e não na poderem alcançar; pesar, ciúme, raiva, desespero, motivados pelo que os impede de ser ditosos; remorsos, ansiedade moral indefinível. Desejam todos os gozos e não os podem satisfazer: eis o que os tortura. (11)

Das penas e gozos da alma após a morte forma o homem ideia mais ou menos elevada, conforme o estado de sua inteligência. Quanto mais ele se desenvolve, tanto mais essa ideia se apura e se escoima da matéria; compreende as coisas de um ponto de vista mais racional, deixando de tomar ao pé da letra as imagens de uma linguagem figurada. Ensinando-nos que a alma é um ser todo espiritual, a razão, mais esclarecida, nos diz, por isso mesmo, que ela não pode ser atingida pelas impressões que apenas sobre a matéria atuam. Não se segue, porém, daí que esteja isenta de sofrimentos, nem que não receba o castigo de suas faltas. As comunicações espíritas tiveram como resultado mostrar o estado futuro da alma, não mais em teoria, porém na realidade. Põem-nos diante dos olhos todas as peripécias da vida de além-túmulo. Ao mesmo tempo, entretanto, no-las mostram como consequências perfeitamente lógicas da vida terrestre e, embora despojadas do aparato fantástico que a imaginação dos homens criou, não são menos pessoais para os que fizeram mau uso de suas faculdades. Infinita é a variedade dessas consequências. Mas, em tese geral, pode-se dizer: cada um é punido por aquilo em que pecou.

Assim é que uns o são pela visão incessante do mal que fizeram; outros, pelo pesar, pelo temor, pela vergonha, pela dúvida, pelo insulamento, pelas trevas, pela separação dos entes que lhes são caros, etc. (12)

 


 

ANEXO 1

EXEMPLOS PARA A ATIVIDADE GRUPAL

PROBLEMA “A pessoa materialista não acredita em nada após a morte, o que a leva a considerar um disparate o sacrifício do seu bem-estar presente em proveito do próximo.” Allan Kardec: O Que é o Espiritismo, p. 126.

  SOLUÇÃO “A crença na vida futura, mostrando a perpetuidade das relações entre os homens, estabelece entre eles uma solidariedade que não se quebra na tumba.” Allan Kardec: O Que é o Espiritismo, p. 127.

PROBLEMA “A negação do futuro, a simples dúvida sobre outra vida, são os maiores estimulantes do egoísmo, origem da maioria dos males da Humanidade.” Allan Kardec: O Que é o Espiritismo, p. 126-127.

  SOLUÇÃO “Com a certeza do futuro, com a de encontrar de novo [no Plano espiritual] aqueles a quem amou e com o temor de tornar a ver aqueles a quem ofendeu, todas as suas ideias [do homem] mudam.” Allan Kardec: A Gênese, cap. 1, item 37.

PROBLEMA “O homem que não acredita na sobrevivência após a morte assemelha- se a […] uma simples máquina organizada, sem finalidade, nem responsabilidade; sem outro freio além da lei civil e própria a ser explorada como um animal inteligente.” Allan Kardec: A Gênese, cap. 1, item 37.

  SOLUÇÃO “Deus tem suas leis a regerem todas as vossas ações. Se as violais, vossa é a culpa. Indubitavelmente, quando um homem comete um excesso qualquer, Deus não profere contra ele um julgamento […]. Ele traçou um limite; as enfermidades e muitas vezes a morte são a consequência dos excessos.” Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, q. 964.

PROBLEMA “Os sofrimentos dos Espíritos inferiores são […] tão variados como as causas que os determinam […]. Podem resumir- se assim: Invejarem o que lhes falta para ser felizes e não obterem; verem a felicidade e não na poderem alcançar; pesar, ciúme, raiva, desespero, motivados pelo que os impede de ser ditosos; remorsos, ansiedade moral indefinível. Desejam todos os gozos e não os podem satisfazer: eis o que os tortura.” Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, q. 970.

  SOLUÇÃO “Todas as nossas ações estão submetidas às leis de Deus. Nenhuma há, por mais insignificante que nos pareça, que não possa ser uma violação daquelas leis. Se sofremos as consequências dessa violação, só nos devemos queixar de nós mesmos, que desse modo nos fazemos os causadores da nossa felicidade, ou da nossa infelicidade futuras.” Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, q. 964.

 


 

ANEXO 2

 

SINOPSE

 

Você gostaria de saber como distinguir o bem do mal?

 

Estude então os assuntos existentes neste material. Aprenda que as leis morais são normas necessárias à melhoria espiritual, colocadas à nossa disposição pela Providência Divina. Que as provações da vida atual representam bênçãos e consolações que colheremos no futuro, em reencarnações mais felizes ou na existência no Plano Espiritual.

 


Referências Bibliográficas:

1. KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 50. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 1, item 31, p. 38.

2. Idem - Item 32, p. 38-39.

3. Id. - Item 33, p. 39.

4. Id. - Item 37, p. 40.

5. Idem - O Céu e o Inferno. Tradução de Guillon Ribeiro. 60. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Primeira parte, cap. 7, item: Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras, p. 96-97.

6. Idem - O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 126. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 2, item 3, p. 68-69.

7. Idem - O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 89. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007, questão 959, p. 500.

8. Id. - Questão 959, p. 501.

9. Id. - Questão 962, p. 502.

10. Id. - Questão 967, p. 504-505.

11. Id. - Questão 970, p. 506.

12. Id. - Questão 973, p. 507-508.

13. Idem - O Que é o Espiritismo. 54. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 1 - Terceiro diálogo - O padre, p. 141-142.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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