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ESDE — Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita — Programa Complementar

Módulo II — Fluidos e Perispírito

 

Roteiro 2

 

Perispírito: formação, propriedades e funções

 

Objetivo Geral: Propiciar conhecimentos sobre os fluidos e o perispírito.

Objetivo Específico: Explicar a formação e as principais propriedades e funções do perispírito.


 

CONTEÚDO BÁSICO

 

  • O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico […]. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes. Allan Kardec: A Gênese. Cap. XIV, item 7.

  • A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo para outro. Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria se devem incluir aqueles cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer se vivos [encarnados]. Allan Kardec: A Gênese. Cap. XIV, item 9.

  • O perispírito não se acha encerrado nos limites do corpo, como numa caixa. Pela sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força da vontade podem dilatar mais ou menos. Allan Kardec: Obras Póstumas. Primeira parte: Manifestações dos Espíritos, item 11.

  • O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o princípio da vida orgânica, porém não o da vida intelectual, que reside no Espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 257.

 


 

SUGESTÕES DIDÁTICAS

 

Introdução:

  • Ao início da aula apresentar a turma à seguinte questão: — O que é Perispírito?

  • Em seguida, anotar em destaque, as ideias emitidas pelos participantes.

  • Analisar, em conjunto, as ideias emitidas, tendo como referência o comentário de Allan Kardec à questão 93 de O Livro dos Espíritos.

 

Desenvolvimento:

  • Dividir a turma em grupos com igual número de participantes.

  • Distribuir os itens 1, 2 e 3 dos Subsídios pelos grupos, de forma equitativa. Por exemplo: dois grupos com o item 1, dois com o item 2, e dois grupos com o item 3.

  • Em seguida cada grupo deverá ler, analisar e discutir o tema.

  • Após esta etapa, os grupos deverão retirar do texto duas a três ideias principais, escrevendo-as em folha de cartolina ou de papel.

  • Solicitar ao representante de cada grupo que apresente, em plenária, os registros feitos pelos seus participantes, tecendo breve comentário.

  • Ouvir a leitura das ideias selecionadas anteriormente, prestando os esclarecimentos necessários.

 

Conclusão:

  • Fazer uma apreciação geral sobre as conclusões dos grupos, e estabelecer uma relação com os objetivos deste roteiro.

 

Avaliação:

  • O estudo será considerado satisfatório, se os participantes retirarem do texto estudado duas a três ideias que retratem fielmente os conceitos ali expressos.

 

Técnica(s):

  • Explosão de ideias; trabalho em grupo; exposição.

 

Recurso(s):

  • O Livro dos Espíritos; Subsídios; folha de cartolina / papel pardo.

 


 

SUBSÍDIOS

 

1. Natureza do perispírito

A palavra perispírito, criada por Allan Kardec para designar a substância que serve de envoltório ao Espírito, é descrita pelos mentores da Codificação, como uma substância […] ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar se aonde queira. Kardec explica que no […] gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito. (6) O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o princípio da vida orgânica, porém não o da vida intelectual, que reside no Espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. (7)

O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes. (2) Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito naturalmente variam, conforme os mundos. Dando-se Júpiter como orbe muito adiantado em comparação com a Terra, como um orbe onde a vida corpórea não apresenta a materialidade da nossa, os envoltórios perispirituais hão de ser lá de natureza muito mais quintessenciada do que aqui. Ora, assim como não poderíamos existir naquele mundo com o nosso corpo carnal, também os nossos Espíritos não poderiam nele penetrar com o perispírito terrestre que os reveste. Emigrando da Terra, o Espírito deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo onde vai habitar. (3)

A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo para outro. Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria se devem incluir aqueles cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer se vivos. Esses Espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros um pouco mais desmaterializados não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terrestres. Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Tiram dos elementos constitutivos do mundo onde entram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem. […] É assim que os Espíritos da categoria mais elevada podem manifestar se aos habitantes da Terra ou encarnar em missão entre estes. (4)

 

2. Propriedades do perispírito

Os Espíritos, como já foi dito, têm um corpo fluídico, a que se dá o nome de perispírito. Sua substância é haurida do fluido universal ou cósmico, que o forma e alimenta, como o ar forma e alimenta o corpo material do homem. O perispírito é mais ou menos etéreo, conforme os mundos e o grau de depuração do Espírito. Nos mundos e nos Espíritos inferiores, ele é de natureza mais grosseira e se aproxima muito da matéria bruta. (10)

A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos; são uma mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram as moléculas elementares que lhes formam a base, porém mais ou menos alteradas. Os efeitos que esses fluidos produzem estarão na razão da soma das partes puras que eles encerram. […] Os Espíritos chamados a viver naquele meio tiram dele seus perispíritos; porém, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O Espírito produz aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a si as moléculas que a sua natureza pode assimilar. Resulta disso este fato capital: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou a inferioridade do Espírito. Por isso, em todos, são os mesmos os efeitos que o corpo produz, semelhantes as necessidades, ao passo que diferem em tudo o que respeita ao perispírito. (5)

 

É assim que, através de estudos acerca das qualidades inerentes ao perispírito, autores encarnados e desencarnados identificaram, entre outras, as seguintes propriedades: plasticidade, densidade, ponderabilidade, luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade, expansibilidade, unicidade, mutabilidade.

  • Plasticidade é a capacidade que o Espírito tem de produzir alterações morfológicas no seu perispírito. Emmanuel nos fala que esta é […] a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem. (20)

  • Densidade é a propriedade que determina a constituição molecular do perispírito. Varia […] de acordo com o estado dos mundos. Parece que também varia, em um mesmo mundo, de indivíduo para indivíduo. Nos Espíritos moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados; nos Espíritos inferiores, ao contrário, aproxima-se da matéria e é o que faz que os Espíritos de baixa condição conservem por muito tempo as ilusões da vida terrestre. Esses pensam e obram como se ainda fossem vivos. (8)

  • Ponderabilidade é a propriedade relacionada ao peso específico do perispírito, que varia conforme a densidade. A nossa […] posição mental determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, consequentemente, o habitat que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório. (18) Entende-se, então, como o Espírito desencarnado pode sentir se chumbado aos pântanos de psiquismo degenerado, que marcam as dimensões trevosas, ou naturalmente atraído para níveis superiores, condizentes com sua condição mental, a dizer, moral. (21)

  • Luminosidade, ou brilho perispiritual, tem relação direta com a evolução moral do Espírito, que, por sua natureza, possui uma […] propriedade luminosa que se desenvolve sob o influxo da atividade e das qualidades da alma. […] A intensidade da luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenuam-na e enfraquecem-na. A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento. Assim, sendo o Espírito, de alguma sorte, o seu próprio farol, verá proporcionalmente à intensidade da luz que produz, do que resulta que os Espíritos que não a produzem acham-se na obscuridade. (1)

  • Penetrabilidade é a propriedade que permite o Espírito atravessar barreiras vibracionais, físicas ou não. Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes. Daí vem que não há como impedir que os Espíritos entrem num recinto inteiramente fechado. (13)

  • Visibilidade é a propriedade que o perispírito possui de se tornar visível. Usualmente, não percebemos o perispírito dos Espíritos, encarnados ou desencarnados. Os Espíritos […] menos adiantados percebem o corpo espiritual de seus pares, captando-lhe o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores, podem perscrutar a intimidade perispirítica de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades. (22)

  • Tangibilidade é a possibilidade que tem o perispírito de […] tornar se materialmente tangível, no todo ou em parte. (22) Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, denotam calor, podem ser palpadas, oferecem a resistência de um corpo sólido, agarram os circunstantes e, de súbito, se dissipam, quais sombras. […] A tangibilidade que revelam, a temperatura, a impressão, em suma, que causam aos sentidos, porquanto se há verificado que deixam marcas na pele, que dão pancadas dolorosas, que acariciam delicadamente, provam que são de uma matéria qualquer. Seus desaparecimentos repentinos provam, além disso, que essa matéria é eminentemente sutil e se comporta como certas substâncias que podem alternativamente passar do estado sólido ao estado fluídico e vice-versa. (9)

  • Sensibilidade é a propriedade que o perispírito tem de transmitir sensações, sentimentos e emoções do Espírito. As sensações não são percebidas por um órgão ou estrutura biológica, tal como acontece no corpo físico. Elas são gerais, percebidas em todo o perispírito. O Espírito, assim, […] vê, ouve, sente, enfim com o corpo espiritual inteiro […], uma vez que as sedes dos sentidos não encontram localização tão específica quando se observa no estado de encarnação. (23)

  • Expansibilidade é a característica que permite ao perispírito sua expansão e exteriorização nos fenômenos anímicos, nas doações fluídicas e nos processos mediúnicos. Pela sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força da vontade podem dilatar mais ou menos. Daí se segue que pessoas há que, sem estarem em contacto corporal, podem achar se em contacto pelos seus perispíritos e permutara seu mau grado impressões e, algumas vezes, pensamentos, por meio da intuição. (11)

  • Unicidade tem na estrutura perispirítica um reflexo da alma, significa dizer que cada pessoa traz no próprio perispírito a soma das suas conquistas evolutivas. Não há, portanto, dois perispíritos iguais.

  • Mutabilidade deve ser entendida como a capacidade que permite ao perispírito, pela ação da plasticidade, mudar seu aspecto com relação à sua estrutura e forma, modificação esta sustentada pela mente em decorrência do processo evolutivo. Esse corpo fluídico […] depura-se e enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inumeráveis encarnações; com ela sobe os degraus da escada hierárquica, torna-se cada vez mais diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandecer com essa luz radiante […].(14)

 

3. Funções do perispírito

Durante a encarnação, o Espírito conserva o seu perispírito, sendo-lhe o corpo apenas um segundo envoltório mais grosseiro, mais resistente, apropriado aos fenômenos a que tem de prestar se e do qual o Espírito se despoja por ocasião da morte. O perispírito serve de intermediário ao Espírito e ao corpo. É o órgão de transmissão de todas as sensações. Relativamente às que vêm do exterior, pode-se dizer que o corpo recebe a impressão; o perispírito a transmite e o Espírito, que é o ser sensível e inteligente, a recebe. Quando o ato é de iniciativa do Espírito, pode dizer se que o Espírito quer, o perispírito transmite e o corpo executa. (10)

 

Temos, desse modo, algumas funções básicas do perispírito, tais como:

  • Função Instrumental. Como se […] depreende de seu próprio conceito, a função primordial do perispírito é servir de instrumento à alma, em sua interação com os mundos espiritual e físico. (24) Projeção energética da alma, aglutina em si a energia cósmica matriz, consolidando, já, uma estrutura de natureza física, que, a refletir, sempre, a fonte, serve como seu elemento de ligação com o meio que o cerca, de modo que não só possa nele agir, influenciando, como também, dele receber influência, em regime de trocas e aproveitamentos, em sua gloriosa caminhada evolutiva. (24)

  • Função Individualizadora. O perispírito serve à […] sua individualização e identificação. A alma é única e diferenciada, e o perispírito, como seu envoltório perene, mostra-a, refletindo-a, assegurando-lhe a identidade exclusiva. […] Essa identidade, que diz de suas qualidades positivas e negativas, transmite-se, quando em estado de encarnação, ao corpo físico, que, entretanto, nem sempre a reflete inteiramente. (25)

  • Função Organizadora. Esta função não se refere apenas à forma, aos aspectos anatômicos ou às peculiaridades […] fisionômicas do ser em gestação, mas, principalmente, com os diversos sistemas de sustentação psicofisiológicos que regerão sua vida. (26) Ensina Emmanuel que, na […] câmara uterina, o reflexo dominante de nossa individualidade impressiona a chapa fetal ou o conjunto de princípios germinativos que nos forjam os alicerces do novo instrumento físico, selando-nos a destinação para as tarefas que somos chamados a executar no mundo, em certa quota de tempo. (19)

  • Função Sustentadora. Garante vitalidade ao corpo físico, sustentando-o desde a sua formação até o completo crescimento, durante todo o tempo programado para a sua encarnação. Essa ação, durante a programação de cada indivíduo, garante e conserva a integridade do corpo físico, como explica Léon Denis: insensível […] às causas de desagregação e destruição que afetam o corpo físico, o perispírito assegura a estabilidade da vida em meio da contínua renovação das células. (15)

 

Sendo um dos elementos constitutivos do homem, o perispírito desempenha importante papel em todos os fenômenos psicológicos e, até certo ponto, nos fenômenos fisiológicos e patológicos. Quando as ciências médicas tiverem na devida conta o elemento espiritual na economia do ser, terão dado grande passo e horizontes inteiramente novos se lhes patentearão. As causas de muitas moléstias serão a esse tempo descobertas e encontrados poderosos meios de combatê-las. (12)

Concluímos, assim, que o […] nosso estado psíquico é obra nossa. O grau de percepção, de compreensão, que possuímos, é fruto de nossos esforços prolongados. […] O nosso invólucro fluídico, sutil ou grosseiro, radiante ou obscuro, representa o nosso valor exato e a soma de nossas aquisições. (16) Assim cria o homem para si mesmo o bem ou o mal, a alegria ou o sofrimento. […] Em si mesmo está gravada sua obra, visível para todos no Além. É por esse admirável mecanismo das coisas, simples e grandioso ao mesmo tempo, que se executa, nos seres e no mundo, a lei de causalidade ou de consequência dos atos [lei de causa e efeito], que outra não é senão o cumprimento da justiça. (17)

 


Referências Bibliográficas:

1. KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. 56. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 2ª Parte, cap. IV, p. 292.

2. Idem - A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 47. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. XIV, item 7, p. 277.

3. Id. - Item 8, p. 277-278.

4. Id. - Item 9, p. 278.

5. Id. - Item 10, p. 279.

6. Idem - O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Questão 93 - comentário, p. 85.

7. Id. - Questão 257, p. 165.

8. Idem - O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 74. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 2ª Parte, cap. IV, item 74, XII, p. 94

9. Id. - Cap. I, item 57, XI, p. 80.

10. Idem - Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 36. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Primeira parte (Manifestações dos Espíritos), item 9, p. 44-45.

11. Id. - Item 11 - O perispírito como princípio das manifestações,  p. 45.

12. Id. - Item 12, p. 45-46.

13. Id. - Item 16 - Manifestações visuais,  p. 47-48.

14. DENIS, Léon. Depois da Morte. Tradução de João Lourenço de Souza. 24. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 3ª Parte, Cap. XXI (O Perispírito ou Corpo Espiritual), p. 175.

15. Idem - No Invisível. Tradução de Leopoldo Cirne. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 1ª Parte, Cap. III (O Espírito e a sua Forma), p. 47.

16. Idem, ibidem - p. 51.

17. Idem, ibidem - p. 52.

18. XAVIER, Francisco Cândido. Entre a Terra e o Céu. Pelo Espírito André Luiz. 22. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. XX (Conflitos da Alma), p. 126.

19. Idem - Pensamento e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 11, p. 55.

20. Idem - Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 11. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. Cap. 6 (O Perispírito), p. 32-33.

21. ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. 1ª ed. Campinas, SP: CEAK, 2000. Cap. II (Propriedades do Perispírito), p. 39.

22. Idem, ibidem - p. 44.

23. Idem, ibidem - p. 46.

24. Idem - Cap. III (Funções do Perispírito), p. 59.

25. Idem, ibidem - p. 60.

26. Idem, ibidem - p. 68.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.