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EPM — Estudo e Prática da Mediunidade

PROGRAMA II — MÓDULO DE ESTUDO Nº II
PRÁTICA

 

Observação da prática mediúnica

 

Objetivo específico: Relacionar as orientações necessárias ao principiante da prática mediúnica.


 

Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Tiago (Tiago, 1:6)

 

Esta afirmativa do apóstolo está relacionada ao propósito da reunião mediúnica. Pois, como nos esclarece Emmanuel, necessitamos «[…], acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique.» (5)

Neste módulo iniciamos a prática mediúnica. Obviamente, o dirigente do grupo teve oportunidade de identificar os participantes que talvez possuam algum tipo de mediunidade. Toda atenção deve então ser dirigida às eclosões mediúnicas surgidas na equipe, as quais podem constituir-se em dificuldades para o médium principiante. Raros são os que conseguem administrar as emoções contraditórias relacionadas ao surgimento da mediunidade. Dessa forma, é sempre útil que dirigente ateste se os participantes estão recebendo o apoio oferecido pela Casa Espírita: passe, palestra pública evangélico-doutrinária, atendimento espiritual etc. Verificar também se eles têm buscado auxílio na prece e esforçado para obter harmonização íntima.

Outro ponto de fundamental importância: não se deve provocar o desenvolvimento da mediunidade, ainda que sutilmente. «[…] nesse terreno, toda a espontaneidade é necessária; observando-se, contudo, a floração mediúnica espontânea, nas expressões mais simples, deve-se aceitar o evento com as melhores disposições de trabalho e boa vontade […].» (1)

O dirigente da reunião deve agir com bom senso, considerando que no início da prática mediúnica há sempre uma considerável dose de animismo nas comunicações. «Nenhuma árvore nasce produzindo, e qualquer faculdade nobre requer burilamento. A mediunidade tem, pois, sua evolução, seu campo, sua rota.» (4)

 

1. COMO AVALIAR A MANIFESTAÇÃO DOS ESPÍRITOS

  • Organizar os participantes ao redor ou na proximidade de uma mesa, de forma a favorecer o deslocamento dos médiuns de passe, do esclarecedor (doutrinador) e do dirigente da reunião, se necessário.

  • Realizar breves esclarecimentos doutrinários por, no máximo, 10 minutos referentes ao conteúdo doutrinário existente neste roteiro.

  • Informar que o tempo total destinado a todas as manifestações mediúnicas, caso ocorram, é de 30 minutos, cabendo a cada médium, nesta fase inicial, apenas uma comunicação, não simultânea.

  • Diminuir a luminosidade do ambiente, favorecendo a introspecção e a concentração.

  • Proferir prece objetiva e sucinta.

  • Pedir aos participantes que, espontaneamente, se coloquem à disposição dos Espíritos, trazidos à reunião pelos benfeitores do Plano Maior. Lembrá-los que «[…] não podemos perder de vista o mundo mental do agente [Espírito comunicante] e do recipiente [médium], porquanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e à coloração dos pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos limites e às interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.» (2)

  • Orientá-los também quanto ao controle das manifestações mediúnicas, evitando, por exemplo, gritaria, palavras impróprias, respiração ofegante, bocejos exagerados, tom de voz muito baixo etc. «Em todos os processos medianímicos, não podemos esquecer a máquina cerebral como órgão de manifestação da mente.» (3)

  • Pedir ao grupo que emita boas vibrações ao médium que transmite a mensagem do comunicante espiritual, evitando, porém, dialogar mentalmente . com ele, atribuição que cabe ao médium esclarecedor (doutrinador). Os videntes devem fazer registros mentais significativos, os quais serão comunicados ao grupo durante a avaliação.

  • Encerrar a parte prática por meio de breve irradiação mental, seguida de prece. Neste momento, os benfeitores espirituais auxiliam os encarnados, retirando vibrações residuais existentes no ambiente, doando energias salutares.

  • Aumentar a luminosidade da sala e, após conferir que todos estão bem, iniciar a avaliação.

2. COMO AVALIAR A MANIFESTAÇÃO DOS ESPÍRITOS

 

O dirigente avalia as comunicações mediúnicas, quanto à forma e ao conteúdo. Identifica as lições veiculadas por elas. Analisa, de forma fraterna, a educação dos médiuns, durante a manifestação dos Espíritos.

 


Referências Bibliográficas:

1. XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006, questão 384, p. 214.

2. Idem - Nos domínios da mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 1 (Estudando a mediunidade), p. 16.

3. Idem - Cap. 3 (Equipagem mediúnica), p. 34-35.

4. Idem - No mundo maior. Pelo Espírito André Luiz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 9 (Mediunidade), p. 150.

5. Idem - Pão nosso. Pelo Espírito Emmanuel. 28. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 22 (Inconstantes), p. 60.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.