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EPM — Estudo e Prática da Mediunidade

PROGRAMA I — MÓDULO DE ESTUDO Nº IV
PRÁTICA

 

Percepção Psíquica

 

Objetivos específicos: Possibilitar condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico de percepções psíquicas. Destacar a importância do pensamento e da intuição na percepções espirituais.


 

 

ESCLARECIMENTOS

  • Realizar os exercícios em clima descontraído e harmônico.

  • Incentivar a participação de todos.

  • Reservar, necessariamente, um espaço de tempo para a troca de ideias sobre os exercícios, em plenária.

 

 

PERCEPÇÃO PSÍQUICA

 

Percepção origina-se do […] latim (perceptio-onis), com o significado de fazer colheita, ato de adquirir, de aprender, de conhecer; ou, do verbo latino percipere, que se traduz por tomar, apoderar-se de algo, adquirir através ou por meio de. A percepção, em Psicologia, refere-se ao processo cognitivo através do qual se conhecem objetos e situações próximos no tempo e no espaço […]. A tarefa perceptiva é sempre de natureza complexa porque pressupõe a entrada de uma energia física pelo ou ao longo dos órgãos sensoriais, a conversão dessa energia ou impulso físico, que define estímulo, em impulso nervoso, em nível dos receptores sensoriais. O impulso nervoso chegando ao cérebro pode gerar uma resposta imediata ou, conforme o grau de elaboração deste impulso, pode exigir correlações intrincadas nas estruturas psíquicas, que podem conduzir a um excitamento elou projeção mental, antes de ocorrer a conversão da resposta […]. O estudioso Donal Olding Hebb caracteriza a percepção como expressão de atividades mediadoras diretamente desencadeadas pelas sensações […]. Jerome Seymour Bruner, define-a como processo de categorização de estímulos, isto é, como processo através do qual os estímulos são identificados e classificados, atribuindo-lhes, assim, a dimensão abstrata, aproximando-a dos processos do pensamento. (1) A Parapsicologia denomina percepção-extra-sensorial (PES) a percepção de pessoas ou de coisas, situadas fora do espaço-tempo que caracteriza o plano de ação dos sentidos. O Espiritismo entende que a percepção é feita pela mente, pelo Espírito, utilizando o perispírito como mediador do processo, e os órgãos físicos como executores, respectivamente.

É no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão Espírito a Espírito. Daí procede a necessidade da renovação idealística, de estudo, de bondade operante e de fé viva, se pretendemos conservar contato com os Espíritos da Grande Luz. (2) Isto porque os […] nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual. […] Energia viva, o pensamento, desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou forma e criando centros magnéticos ou ondas, com as quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros. (3) Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus. (4)

 


 

ANEXO

 

Estudo e Prática da Mediunidade

Programa I

Prática

Conteúdo: Percepção Psíquica

 

SUGESTÃO DE EXERCÍCIO DE PERCEPÇÃO PSÍQUICA

 

1. PERCEPÇÃO DA VIDA NO ALÉM-TÚMULO

 

ROTEIRO

  • O monitor divide a turma em dois grupos, entregando a cada um deles diferentes textos que tratam da situação espiritual de desencarnados.

  • Os grupos devem fazer o seguinte:

    • a) leitura atenta do texto que recebido;

    • b) trocar ideias;

    • c) escrever, numa folha de cartolina, as principais características da situação espiritual do personagem, citado no texto;

    • d) apresentar, em plenária, um resumo do texto e as conclusões do trabalho.

  • O monitor ouve o relatos, promovendo um debate sobre o assunto.

     

  • Observação: O livro Os Mensageiros (de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, edição FEB) traz vários relatos sobre a situação espiritual de desencarnados.

     

    2. DIVERSIDADE DE SERES HUMANOS

     

    ROTEIRO

    • O dinamizador entrega ao grupo recortes de revistas e gravuras variadas, representando os seres humanos. Os participantes devem identificar, nesses recortes e gravuras, os atributos raciais e culturais das pessoas retratadas.

    • Em seguida, promover uma discussão, em plenária, sobre a importância da diversidade de características existentes na humanidade terrestre; a necessidade de fugir dos estereótipos; c) a importância de se combater os preconceitos.

     

    3. EU PERGUNTO, VOCÊ RESPONDE

     

    ROTEIRO

    • O dinamizador entrega ao grupo uma folha de papel com perguntas sobre o tema emoção.

    • Concluído o exercício, deve haver troca de opiniões entre os participantes. É necessário que o aspecto moral, conforme ensinado pelo Espiritismo, seja destacado na conclusão do trabalho.

     

    Observação: O número de perguntas é variável, tendo em vista o tamanho do grupo ou o interesse dos participantes.

     

    Exemplo de perguntas:

    Como você reage quando uma pessoa perder a calma?

    Qual é o seu comportamento em situações de grande tensão ou stress?

    Em que circunstâncias você fica “fora de si”?

    Quando, verdadeiramente, você tem medo?

    O que você faz para desenvolver a esperança (ou perseverança, felicidade, entusiasmo etc.) em você mesmo, ou em alguém?

    Que tipo de preocupação faz com que você perca o sono?

    A quem você consegue expressar, sem temores, os seus sentimentos?

    Tem dificuldade para dizer não? Justifique.

    Como você reage às criticas?

    Você sabe ouvir as pessoas? Justifique.

     

    4. OS TALENTOS

     

    ROTEIRO

    • O monitor entrega a cada participante um “talento” ou virtude.

    • Explica que o exercício será realizado em dois momentos: no primeiro, a pessoa descreve resumidamente, numa folha de papel, o que pretende fazer com o talento recebido.

    • No segundo momento, os participantes formam duplas para análise das descrições.

    • O monitor pede, então, às duplas que, um a uma, registrem no quadro de giz ou de pincel, o nome do talento e as análises.

    • Em sequência, promove uma discussão sobre os benefícios adquiridos como a utilização dos talentos.

    • O monitor fecha o assunto com a leitura e comentários da Parábola dos Talentos (Mateus 25.14-30).

     

    5. CONSTRUINDO O BEM

     

    ROTEIRO

    • O Monitor propõe a realização da atividade em quatro momentos:

      • a) os participantes são divididos em quatro grupos;

      • b) durante dez minutos, devem chegar a um consenso sobre cada um dos temas que se seguem;

      • c) anotar numa folha de cartolina a solução que o grupo deu para cada tema;

      • d) apresentar as conclusões do trabalho em plenária.

    • O monitor ouve as conclusões, promovendo troca de ideias com a turma, de forma que, no final, seja definida, por consenso, uma única resposta para cada tema.

     

    TEMAS

    Para alcançar a paz é essencial…

    Para que exista lei e ordem é necessário…

    Para unir todos em torno de um mesmo objetivo é preciso…

    Para que a liberdade seja exercida, precisamos…

     

    6. SOLUÇÃO PARA UMA SITUAÇÃO DIFÍCIL

     

    ROTEIRO

    • O dinamizador apresenta aos participantes uma situação difícil, pedindo-lhes que indiquem uma solução. Por exemplo: uma pessoa ficou presa num prédio (ou sala, ou banheiro), sabendo que que dentro de 30 minutos o local vai ficar vazio.

    • O dinamizador concede um tempo para, individualmente, os participantes pensarem numa solução. Esgotado o tempo, decidem — em grupo ou em plenária — a forma de resolver o problema.

     

    7. OUVINDO A NATUREZA (percepção auditiva)

     

    DINÂMICA: Os sons da Natureza.

     

    ROTEIRO

    • Os participantes escutam sons da natureza, reproduzidos num CD, procurando identificá-los.

    • Em seguida, são convidados pelo monitor a relatarem sentimentos, imagens ou emoções neles foram despertados durante a audição dos sons.

     

    8. PERCEPÇÃO DE QUALIDADES/HABILIDADES

     

    DINÂMICA: Descobrindo qualidades.

     

    ROTEIRO:

    • Os participantes sentam-se em semicírculo, recebem uma folha de papel e lápis para escreverem o nome e duas qualidades do colega sentado à sua esquerda.

    • O dinamizador recolhe os papéis, depositando-os numa caixa ou envelope.

    • Em seguida, divide o quadro de giz/pincel ou flipchart W em duas colunas. Solicita, então, o auxílio de dois voluntários para a montagem de um diagrama, cujas etapas são as seguintes:

      • a) um dos voluntários escreve, na primeira coluna do quadro, o nome dos colegas da turma presentes;

      • b) o outro voluntário escreve, na segunda coluna, as qualidades/habilidades que foram registradas pelos participantes.

    • O dinamizador analisa o diagrama em conjunto com a turma.

     


    Referências Bibliográficas:

    1. ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL - volume 16. Verbete: Percepção. Britânica do Brasil.

    2. XAVIER, Francisco Cândido. Roteiro. Espírito Emmanuel. 11. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004, p. 119 (Sintonia).

    3. Idem, ibidem - p. 120.

    4. KARDEC, Allan. A Gênese, Tradução de Guillon Ribeiro. 46. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006, Cap. XIV, item 15, p. 283.

     

  • Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.