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EADE — Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita — Religião à luz do Espiritismo

TOMO III — ESPIRITISMO, O CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS
Módulo IV — A Humanidade Regenerada

 

Roteiro 2

 

Amor a Deus e ao próximo

 

Objetivos: Explicar o que caracteriza amor a Deus e amor ao próximo.Apresentar ações que favoreçam o seu desenvolvimento.


 

IDEIAS PRINCIPAIS

  • Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amará o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Mateus, 22:37-40. Bíblia de Jerusalém.

  • Quantas vezes terás dito que amas a Deus e te dispões a servi-lo? e quantas outras tantas terás afirmado a tua fé na Providência Divina? Provavelmente, porém, não te puseste ainda a raciocinar que os teus votos foram acolhidos e que o Todo Misericordioso, por intermédio de vasta corrente hierárquica de assessores, te enviou tarefas de cooperação com a Sua Infinita Bondade, junto de causas, organizações, situações e pessoas, que 1he requisitam assistência e intervenção. […]. Emmanuel: Encontro marcado, cap. 1.

  • Quem ama o próximo sabe, acima de tudo, compreender. E quem compreende sabe livrar os olhos e os ouvidos do venenoso visco do escândalo, a fim de ajudar, ao invés de acusar ou desservir. É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade, para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um só Pai. […]. Emmanuel: Fonte viva, cap. 159.

 


 

SUBSÍDIOS

 

O evangelista Mateus anotou a sabedoria da seguinte resposta de Jesus a alguém que lhe indagou qual seria o maior mandamento da Lei de Deus.

 

E um deles — a fim de pô-lo à prova — perguntou-lhe: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei ?”Ele respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu espírito. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. (Mateus, 22:35-40. Bíblia de Jerusalém).

 

São ensinamentos que estabelecem as regras de bem viver, com Deus e com o próximo, mesmo na nossa condição de Espíritos imperfeitos. Emmanuel analisa, assim, esse ensino de Jesus: (1)

 

Entretanto, perguntarás, como amarei a Deus que se encontra longe de mim? Cala, porém, as suas indagações e recorda que, se os pais e as mães do mundo vibram na experiência dos filhos, se o artista está invisível em suas obras, também Deus permanece nas suas criaturas. Lembra-te que, se deves esperar por Deus onde te encontras, Deus igualmente espera por ti em todos os ângulos do caminho. Ele é o Todo em que nos movemos e existimos. […] Amemos ao próximo com toda a alma e com todo o coração e estaremos amando ao Senhor com as forças mais nobres de nossa vida.

 

Há outra orientação de Jesus — conhecida como a “regra de ouro” — que complementa este ensinamento do Maior Mandamento, assim registrada por Mateus e por Lucas, respectivamente:

  • Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas. (Mateus, 7:12. Bíblia de Jerusalém)

  • Como quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. (Lucas, 6:31. Bíblia de Jerusalém)

Esclarece Allan Kardec que “Amar o próximo como a si mesmo; fazer pelos outros o que gostaríamos que os outros fizessem por nós, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. […].” (2). Acrescenta, também: (2)

 

[…] Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, do que tomar, como medi da do que devemos fazer aos outros, aquilo que desejamos para nós mesmos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando os homens as adotarem como regra de conduta e como base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas apenas união, concórdia e benevolência mútua.

 

1. Amor a Deus

 

O indivíduo que ama a Deus revela que já possui alguma compreensão sobre as leis divinas, que tem discernimento entre o que é certo ou errado; do que é moral, imoral ou amoral; assim como do que é bom ou ruim em termos da evolução humana. Sobre o assunto, esclarece o Espírito Emmanuel: (3)

 

Já se disse que duas asas conduzirão o Espírito humano à presença de Deus. Uma chama- se amor; a outra, sabedoria. Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto. Através do amor valorizamo-nos para a vida. Através da sabedoria somos pela vida valorizados. Daí o imperativo de marcharem juntas a inteligência e a bondade. Bondade que ignora é assim como o poço amigo em plena sombra, a dessedentar o viajor sem ensinar-lhe o caminho. Inteligência que não ama pode ser comparada a valioso poste de aviso, que traça ao peregrino informes de rumo certo, deixando-o sucumbir ao tormento da sede. Todos temos necessidade de instrução e de amor. Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação […].

 

Amor e sabedoria são, portanto, instrumentos do amor a Deus. Trata-se de aquisições que demandam esforço e perseverança, uma vez que inúmeros são os desafios que surgem durante a caminhada evolutiva. Contudo, se o Espírito desenvolver paciência, perseverando na fé, entrega-se ao trabalho de renovação espiritual com bom ânimo, adquirindo a força espiritual necessária para vencer dificuldades do caminho e para superar imperfeições.

Agindo dessa forma, o ser humano não só evolui, mas se transforma em cooperadores de Deus, como afirma o apóstolo Paulo:

 

Nós somos cooperadores de Deus; vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus. Segundo a graça que Deus me deu, como bom arquiteto, lancei o fundamento; outro constrói por cima. Mas cada um veja como constrói. (1 Coríntios 3:9,10. Bíblia de Jerusalém)

 

Importa considerar, igualmente:

 

Indubitavelmente, Deus, nosso Pai e Criador, fará que a Terra alcance a perfeição, mas é preciso descobrir a parte de trabalho que nos compete, na condição de filhos e criaturas de Deus, no aprimoramento geral, a começar de nós e a refletir-se fora de nós. Clareando o pensamento exposto, digamos que Deus necessita de nós outros, conquanto não nos constranja o livre-arbítrio à cooperação; e vale notar que, através das operações que nomeamos por “nossos deveres imediatos”, é possível saber a que tarefas somos conduzidos. Detém-te, assim, de quando em quando, para considerar os encargos de que a Providência Divina te incumbiu, de modo indireto no quadro das lides cotidianas […]. (4)

 

A execução de tais encargos requisita por sua vez, alguma compreensão sobre os atributos de Deus, como os registrados em seguida:

 

Deus é a Paternidade Suprema

 

[…] Em razão disso, terás concedido ao teu coração um ou alguns dos teus filhos, no instituto da consanguinidade, a fim de que o ajudes a moldar-lhes o caráter, embora te vejas temporariamente, muitas vezes, em absoluto esquecimento de ti mesmo, para que a abnegação atinja a sua obra completa […]. (5)

 

Deus é Amor

 

[…] Em vista de semelhante verdade, ele te pede que ames o próximo, de tal maneira que te transfigures em mensagem viva de compreensão e socorro fraternal a cada irmão da Humanidade que te partilhe a experiência […]. (6)

 

Deus é Misericórdia

 

[…] Fácil reconhecer que ele aguarda Ihe adotes as normas de tolerância construtiva, perdoando quantas vezes se fizerem necessárias o companheiro que se terá desviado da senda justa, propiciando-lhe novas oportunidades de serviço e elevação, no nível em que se coloque […] (6)

 

Deus é Trabalho

 

[…] Imperioso aceitar as pequenas obrigações do dia a dia, quais sejam o trato da terra, o zelo da casa, a lição a ser administrada ou recebida, o compromisso afetivo, o dever profissional ou até mesmo a proteção a uma flor, na altura de tarefas que Ele te solicita realizar com alegria, em favor da paz e da eficiência nos mecanismos da vida […]. (6)

 

É preciso, pois, nos manter atentos aos chamamentos divinos que, cotidianamente, surgem na nossa existência, reconhecendo, todavia, que para amar e servir a Deus é necessário aliar ação aos sinceros desejos de melhoria, a fim de que o ideal acalentado não se restrinja a mero anseio, mas sejam demonstrados por meio de fatos concretos.

 

Quantas vezes terás dito que amas a Deus e te dispões a servi-lo? e quantas outras tantas terás afirmado a tua fé na Providência Divina? Provavelmente, porém, não te puseste ainda a raciocinar que os teus votos foram acolhidos e que o Todo Misericordioso, por intermédio de vasta corrente hierárquica de assessores, te enviou tarefas de cooperação com a Sua Infinita Bondade, junto de causas, organizações, situações e pessoas, que lhe requisitam assistência e intervenção. Exposto, assim, o problema do teu setor de ação individual, será justo considerar que esforço e dedicação constituem ingredientes inevitáveis no encargo que te foi confiado, a fim de que obtenhas o êxito que denominamos por “dever cumprido perante Deus” […]. (7)

 

O homem de bem vivencia o amor a Deus quando desenvolve ações que extrapolam os limites do cumprimento do dever, independentemente da situação, posição ou local em que se encontre, executando-as com boa vontade, sem queixas, nos momentos felizes e nos de provações.

 

Onde estiveres e sejas quem for, no grau de responsabilidade e serviço em que te situas, agradece aos Céus as alegrias do equilíbrio, as afeições, os dias róseos do trabalho tranqüilo e as visões dos caminhos pavimentados de beleza e marginados de flores que te premiam a fé em Deus; quando, porém, os espinhos da provação te firam a alma ou quando as circunstâncias adversas se conjuguem contra as boas obras a que te vinculas, como se atormenta do mal intentasse efetuar o naufrágio do bem, recorda que terás chegado ao instante do devotamento supremo e da lealdade maior, porque, se confias em Deus, Deus igualmente confia em ti. (8)

 

2. Amor ao próximo

 

Paulo de Tarso, recordando Jesus (Mateus, 22:39; Marcos, 12:31; Lucas, 10:27, Gálatas, 5:14), ensina que o amor aos semelhantes deve ser entendido como “[…] amarás o teu próximo como a ti mesmo. […]” (Mateus, 22:37-40. Bíblia de Jerusalém)

A expressão “amar o próximo como a si mesmo” foi cunhada por missionários, antes mesmo da vinda de Jesus, como a Regra de Ouro ou Regra Áurea.

 

 […] Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que não desejais receber dele.” Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.” Declaravam os chineses: “O que não desejais para vós, não façais a outrem.” Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.” Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo.” Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo.” Na antiguidade, todos os povos receberam a lei de ouro da magnanimidade do Cristo. Profetas, administradores, juízes e filósofos, porém, procederam como instrumentos mais ou menos identificados com a inspiração dos planos mais altos da vida. Suas figuras apagaram-se no recinto dos templos iniciáticos ou confundiram-se na tela do tempo em vista de seus testemunhos fragmentários. Com o Mestre, todavia, a Regra Áurea é a novidade divina, porque Jesus a ensinou e exemplificou, não com virtudes parciais, mas em plenitude de trabalho, abnegação e amor, à claridade das praças públicas, revelando- se aos olhos da Humanidade inteira. (9)

 

O apóstolo Pedro destaca que o amor ao próximo, para ser legítimo, deve ser assim manifestado: Pela obediência à verdade purificastes as vossas almas para praticardes um amor fraternal sem hipocrisia. Amai-vos uns aos outros ardorosamente e com coração puro. […] (1 Pedro, 1:22. Bíblia de Jerusalém).

 

A sublime exortação [de Pedro] constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade. O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra. E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro. […] O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos. […] Relativamente ao assunto, porém, o apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro. (10)

 

O evangelista João considera que é justamente a capacidade de amar que revela a origem divina do ser humano e que, quanto mais desenvolvida for esta capacidade mais evoluído é o Espírito. Por isto afirmou: Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é amor. (1 João, 4:7,8. Bíblia de Jerusalém).

Em outra oportunidade, o apóstolo retorna ao ensinamento, mas com outras palavras: O que ama o seu irmão permanece na luz, e nele não há ocasião de queda. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas; caminha nas trevas, e não sabe onde vai, porque as trevas cegaram os seus olhos. (1 João, 2:10,11. Bíblia de Jerusalém)

 

Quem ama o próximo sabe, acima de tudo, compreender. E quem compreende sabe livrar os olhos e os ouvidos do venenoso visco do escândalo, a fim de ajudar, ao invés de acusar ou desservir. É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade, para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um só Pai. Enquanto nos demoramos na escura fase do apego exclusivo a nós mesmos, encarceramo-nos no egoísmo e exigimos que os outros nos amem. Nesse passo infeliz, não sabemos querer senão a nós próprios, tomando os semelhantes por instrumentos de nossa satisfação. Mas se realmente amamos o companheiro de caminho, a paisagem de vida se modifica, de vez que a claridade do amor nos banhará a visão. […]. (11)

 

Kardec considera, por sua vez, que a faculdade de amar é inerente ao ser humano. O egoísmo é grave imperfeição espiritual que cria empecilhos a aquisição da verdadeira felicidade.

 

A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores prazeres que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que simpatizem com o seu; dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que lhe está reservado no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benevolência. Esse prazer é recusado ao egoísta. (12)

 

O amor ao próximo é exercício de todo instante. Começa com simples manifestações de atenção e bondade, limitadas a uma ou poucas pessoas. Amplia-se com a prática, podendo atingir comunidades e até a Humanidade toda. O importante é cultivar o hábito de fazer o bem, dia após dia, como aconselha o conhecido benfeitor espiritual, Emmanuel:

 

[…] Empenha-te ao bem que possas fazer de imediato: algumas horas de colaboração gratuita nas casa beneficentes, onde jazem irmãos nossos encadeados a sofrimentos que talvez nunca, nem de longe, sentiste na própria pele; o gesto de amparo, em favor de uma das muitas crianças que conheces desprotegidas; o bilhete confortador para algum daqueles companheiros em prova, com os quais estejamos em débito no setor da palavra escrita; a visita mesmo rápida aos enfermos em solidão para quem a tua frase amistosa será um tesouro de lenitivos; a obra singela de entendimento e fraternidade, no socorro ao lar de alguém; a bagatela de ação, no auxílio aos irmãos que, por necessidade de segregação curativa, foram emparedados na cadeia ou no manicômio; alguma pequenina doação de serviço à Natureza que funcionará em benefício de todos. […] Milhares de oportunidades para a construção do bem te desafiam a cada passo. […] Diante de fraquezas, deserções, obstáculos, desgostos e mesmo à frente dos próprios erros, continua trabalhando. O bem extingue o mal. […]. (13)

 

O verdadeiro sentido de caridade encontra-se refletido no amor ao próximo, especialmente se este é praticado de forma desinteressada, porque é sempre secundado pela compaixão e pela misericórdia, sentimentos que unem o benfeitor ao necessitado. O exemplo da caridade como expressão de ¡i amor ao próximo, encontra-se ilustrado de forma sublime na parábola do Bom Samaritano (Lucas, 10:29-37).

 

Tantas vezes encontramos pela frente a parábola do Bom Samaritano e tantas outras nela encontramos inesperados ensinamentos. […] Realmente, a história contada por Jesus expõe a caridade por brilhante divino, com revelações prismáticas de inexprimível beleza. A atitude daquele cavaleiro desconhecido resume todo um compêndio de bondade. Enquanto o sacerdote e o levita, pessoas de reconhecido valor intelectual, se afastam deliberadamente do ferido, o samaritano pára sensibilizado. Até aí, o assunto patenteia feição comum, porque nós todos, habitualmente, somos movidos à piedade, diante do sofrimento alheio. Situemo-nos, entretanto, em lugar do viajante generoso… Talvez estivesse ele com os minutos contados… Muito compreensivelmente, estaria sendo chamado com urgência e teria pressa de atingir o término da viagem… Provável que fosse atender a encontro marcado… É possível que atravessasse naquela hora o fim do dia e devesse acautelar-se contra qualquer trecho perigoso da estrada, na sombra da noite próxima… No entanto, à frente do companheiro anônimo abatido, detém-se e se compadece. Olvida a si mesmo e não pergunta quem é. Interrompe-se. Aproxima-se. Faz pensos e efetua curativos. Para ele, contudo, isso não basta. Coloca-o na montada. Apresenta-o na hospedaria e responsabiliza-se por ele. Além disso, compromete-se sem indagar se está preservando um adversário. Pagará pelos serviços que receba. Vê-lo-á, quando regressar. […] Segundo é fácil de ver, a indicação para entesourar a luz da vida eterna, em nós próprios, é clara e simples. Amor ao próximo é o sublime recurso na base de semelhante realização. Mas não basta reconhecer os méritos da receita. É preciso usá-la. (14)

 

ORIENTAÇÕES AO MONITOR:

  • Pedir a turma que faça leitura do texto Meimei, inserido em anexo, individual e silenciosamente, sublinhando os pontos que considerem importantes.

  • Em seguida, consultar os participantes a respeito dos pontos destacados, correlacionando-os com o estudo do dia.

  • Dividir a turma em dois grupos: o primeiro faz leitura e síntese do item um deste Roteiro (Amor a Deus). O segundo grupo lê e sintetiza o item dois (Amor ao próximo).

  • Solicitar a apresentação das sínteses por relatores indicados pelos grupos.

  • Fazer, então, perguntas aos participantes a respeito dos temas estudados, conferindo se ocorreu entendimento do assunto.

 


 

ANEXO

 

A palavra de Jesus

(Meimei)

 

 


Referências:

1. XAVIER, Francisco Cândido. Alma e luz. Pelo Espírito Emmanuel. 3 ed. Araras [SP]: IDE, 2000. Cap. 5, p. 33-34.

2. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1.ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. XI, item 4, p. 221.

3. XAVIER, Francisco Cândido. Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 18 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 4, p. 21-22.

4. Idem - Encontro marcado. Pelo Espírito Emmanuel. 13 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 16, p. 75.

5. Idem, ibidem - p. 75-76.

6. Idem, ibidem - p. 76.

7. Idem - Cap. I, p. 15.

8. Idem, ibidem - p. 17.

9. Idem - Caminho, verdade e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 41.

10. Idem - Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 26 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Cap. 90, p. 203 e 204.

11. Idem - Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. ed. Especial. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 159, p. 389.

12. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008, questão 938a-comentário, p. 569.

13. XAVIER, Francisco Cândido. Encontro marcado. Pelo Espírito Emmanuel. 13 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 21, p. 93-95.

14. Idem - Cap. 23, p.101-103.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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