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Maria

 

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OUTRAS REFERÊNCIAS AO TEMA

 

 


 

Maria SantíssimaMaria, mulher de ClopasMaria MadalenaMaria de BetâniaMaria, mãe de MarcosMaria de Roma

 

Maria [Do grego Maria e Mariam, do hebreu Miryam, Miriam. Também Maria no latin]. Seis mulheres com este nome são mencionadas no Novo Testamento. — Consulte também a W

1. Maria a Virgem; a Virgem Maria. Toda informação autêntica sobre ela vem das Escrituras. Por ela somos informados de que no sexto mês depois da concepção de João Batista, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a Nazaré, uma cidade ou aldeia da Galileia, a uma virgem chamada Maria, que aí residia, e que foi prometida em casamento a um carpinteiro chamado José (Lc 1.26,27). José é declarado explicitamente ser um descendente de David. Maria não é assim descrita; mas muitos acreditam que ela também era de linhagem davídica, porque foi dito que sua criança devia receber “o trono de seu pai David”,  também porque  foi dito que nosso Senhor seria “da semente de David de acordo com a carne” (Rm 1.3; 2 Tm 2.8; cp. At 2.3), e também porque, na opinião de muitos estudiosos, a genealogia do Cristo dada por Lucas é através de sua mãe (Lc 3.23-38), que neste caso, seria filha de Heli. Conquanto assim seja, Gabriel saudou Maria como uma altamente favorecida, e anunciou a ela que teria um filho cujo nome devia ser Jesus. “Ele”, disse o anjo, “será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai David; e reinará eternamente na casa de Jacob; e seu reino não terá fim” (Lc 1.32,33). Quando Maria perguntou-lhe como isto podia ser, desde que ela era uma virgem, ela foi informada que seria pelo poder do Espírito Santo, “e por isso mesmo o Santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus.” (Lc 1.35). Estas declarações revelaram a Maria que ela havia sido escolhida para ser a mãe do Messias, e piedosamente humilde ela aceitou a honra que Deus misteriosamente lhe havia conferido. Para seu conforto ela foi informada pelo anjo que sua parente Isabel ia também ser mãe, depois do que Maria apressou-se a ir à aldeia de Judá onde Zacharias e Isabel viviam. Ao aproximar-se, Isabel cientificou-se da honra prevista a Maria, e proferiu uma inspirada canção de elogio. Logo após Maria também proferiu um hino de ação de graças (“O Magnificat,” Lc 1.46-55). Nós destacamos de tudo isso, com que profunda devoção e solene alegria estas santas mulheres contemplaram o poder e a graça de Deus, que por sua progênie viria cumprir as antigas promessas a Israel e trazer salvação ao mundo. Maria permaneceu sob a proteção de Isabel até pouco antes do nascimento de João, quando retornou a Nazaré. Logo depois que a causa de sua condição foi revelada num sonho a José, que a princípio tinha pensado intimamente afastar-se dela (Mt 1.18-21); ele foi orientado a casar-se com ela e chamar a criança pelo nome de Jesus, “porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (21). Foi também indicado a ele que Isaías havia predito que o Messias nasceria de uma virgem (Is 7.14). José obedeceu reverentemente. Ele “tomou-a por sua esposa; e não a conheceu, enquanto ela não deu à luz ao seu primogênito; e lhe pôs por nome Jesus.” (Mt 1.24,25). Maria ficou protegida por esta união, e seu misterioso segredo foi guardado, e o filho que lhe nasceu ficou sendo filho legítimo de José, e consequentemente através dele, herdeiro de David. O nascimento, no entanto, aconteceu em Belém. Estava sendo executado na Palestina um decreto de Augusto ordenando que todos deveriam se alistar, e isso compeliu José, de descendência davídica, ir à cidade de David para ser alistado. Maria acompanhou-o. Não achando nenhum lugar na estalagem, ou Khan, eles foram compelidos a alojarem-se num estábulo, que talvez não estivesse sendo usado pelo gado. Lá Jesus nasceu, e sua mãe “envolveu-o com roupas, e colocou-o numa manjedoura” (Lc 2.7). Com reverente admiração, Maria ouviu a narração dos pastores relatando-lhe a aparição dos anjos que eles tinham visto e a canção de paz que eles tinham ouvido anunciando o nascimento do Salvador. Naturalmente, ela não sabia que seu filho era [o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus] que se fez carne (Jo 1.1). Ela só soube que ele devia ser o Messias, e com verdadeira devoção ela esperou por Deus para revelar sua missão. No quadragésimo dia depois do nascimento, Maria foi com José e Jesus para Jerusalém apresentar a criança ao Senhor, e oferecer no templo o sacrifício exigido pela lei às mulheres depois do parto (Lev. 12. 2, 6, 8). O fato de sua oferta, como foi dito, ter sido um par de rolas, ou dois pombinhos, indica as condições humildes da família. Quando, porém, os pais adentraram o templo com a criança, foram defrontados pelo velho Simeão que regozijou-se com o nascimento do Messias, mas predisse a Maria que teria grandes tristezas por causa do que aconteceria a ele (Lc 2.35). Depois disto José e Maria parece terem retornado a Belém e constituído um lar (Mt 2.11). Aí Maria recebeu os sábios do oriente que vieram adorar Jesus (Mt 2.1-11). Em seguida ela fugiu com José e a criança para o Egito, e mais tarde por orientação divina eles retornaram a Nazaré. Lá deve ter-se devotado especialmente a educar a criança da promessa que tinha sido confiada a seus cuidados e cujo futuro devia tê-la preocupado continuamente. Um vislumbre do caráter de Maria é-nos dado quando Jesus tinha doze anos de idade. Ela tinha o piedoso hábito de frequentar com José a Páscoa anual (Lc 2.41), embora isto não era especificamente exigido das mulheres judias (Ex 23.17). Com igual devoção José e Maria tomaram Jesus com eles, assim que havia alcançado a idade em que era habitual às crianças frequentarem o templo. Sua demora no templo e suas palavras quando seus pais o encontraram com os doutores, deram ocasião a crescente admiração de seus pais. “Sua mãe guardou todos estes presságios em seu coração” (Lc 2.51). Maria não entendeu quão grande era realmente seu filho e nem como ele deveria cumprir sua missão. Reverentemente cumpria seu dever de criá-lo para o serviço de Deus, e assim ela fez enquanto ele esteve sob sua responsabilidade. Se os “irmãos do Senhor” eram, como é provável, filhos de José e de Maria, nascidos depois de Jesus, Maria deveria ser mãe de um grande família. Nós também lemos sobre as irmãs do Cristo (Mc 6.3). Mas nada mais é registrado de Maria até o início do ministério público do Cristo. Ela então aparece no casamento em Caná (Jo 2.1-10). Ela evidentemente regozijou-se vendo seu filho assumir o ofício messiânico e creu plenamente nele. Mas ela aventurou-se impropriamente dirigir suas ações, e assim recebeu dele uma respeitosa mas firme repreensão. Maria devia entender que ela podia compartilhar-lhe da obra, mas como uma seguidora. Enquanto seu filho ele prestou-lhe reverência, mas como Messias e Salvador ele a considerava como discípula, necessitando tanto quanto os outros da salvação que veio trazer. Semelhante verdade destacou-se em outra ocasião em que ela apareceu (Mt 12.46-50; Mc 3.31-35; Lc 8.19-21). Enquanto Jesus ensinava no grande dia das parábolas, Maria e os irmãos de Jesus desejavam vê-lo. Desejavam talvez afastá-lo do caminho que parecia estar trazendo sobre ele oposição e perigo. Sua resposta peremptória declarou que a ligação espiritual entre ele e seus discípulos era mais importante que todo laço de família.  “Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos Céus; esse é meu irmão, e irmã e mãe” (Mt 12.50). Enquanto o Cristo prosseguia em seu ministério, Maria e sua família, parece, viviam ainda em Nazaré. Como nenhuma menção é feita de José, é natural supor que tenha morrido. Mas na crucificação Maria apareceu com outras mulheres no local da cruz. Ao contrário de seus irmãos (Jo 7.5) ela sempre acreditou na missão messiânica de seu filho, e portanto, não é estranho crer que ela o seguiu na última viagem fatal para Jerusalém. Com o amor de mãe, e a tristeza de discípula, ela assistiu sua crucificação, e com ela Jesus falou na hora do seu sofrimento. Confiou-a aos cuidados de seu discípulo amado João, e “desta hora em diante tomou-a o discípulo para sua casa” (Jo 19.25-27). Depois da ascensão ela estava com os apóstolos no quarto alto em Jerusalém (At 1.14), e esta é a última notícia dela nas Escrituras. Nós não sabemos a época nem a maneira de sua morte. O túmulo da Virgem é visto no vale do Cedrom, mas não há nenhuma razão para acreditar em sua autenticidade. Lendas posteriores serviram-se de seu nome, mas nenhuma contém informação fidedigna. Como apresentada nas Escrituras, ela é simplesmente um belo exemplo de uma mãe dedicada e pia.

 


 

2. Maria a (esposa) de Clopas ou Cléofas, uma Maria assim designada em João 19.25. “Esposa,” de acordo com o linguajar grego, não é encontrado no grego original, mas aparece corretamente tanto na  Versão Autorizada como na  Versão Revisada. Clopas na V. R., e Cléofas na V. A., é aparentemente identificado como Alfeu (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15), os dois nomes são formas variantes da mesma palavra original em aramaico. Ele e Maria eram assim os pais do apóstolo Tiago o Menor, que tinha também um irmão chamado José (Mt 27.56; Mc 15.40; Lc 24.10). Esses que entendem ser os “irmãos” do Senhor seus primos pelo lado materno, supõem que esta Maria fosse irmã da Virgem, e que João (19.25) menciona só três mulheres na hora da cruz. Mas é improvável que duas irmãs deviam ter tido o mesmo nome, e outras considerações fazem essa teoria de “primos” improvável (veja: Os irmãos do Senhor); nesse caso João menciona quatro mulheres na hora da cruz. Uma delas era Maria a esposa de Cléofas; mas, além do fato de seu marido e filhos serem discípulos de Jesus e que provavelmente um de seus filhos era apóstolo nós nada mais sabemos. Além de estar junto à cruz, Maria foi uma das mulheres que seguiu o corpo de Jesus até o sepulcro (Mt 27.61), e no terceiro dia levou os aromas à tumba, e a quem o Salvador ressuscitado apareceu (Mt 28.1; Mc 15.47; 15.1; Lc 24.10). Veja o artigo sobre a Virgem Maria e também Alfeu e Tiago. — Consulte também a W

 


 

3. Maria Madalena. A designação dada a esta Maria (Mt 27.56,61; 28.1; Mc 15.40,47; 16.1,9; Lc 8.2; 24.10; Jo 19.25; 20.1,18) indica indubitavelmente que ela era residente de Magdala, no litoral sudoeste do mar de Galileia. Jesus havia expulsado dela sete demônios (Mc 16.9; Lc 8.2), e ela  tornou-se uma das suas mais dedicadas discípulas. A velha crença de que esta mulher havia sido de mau caráter, de que resultou no uso atual da palavra Madalena para prostitutas, descansa tão somente no fato de que a primeira menção a ela (Lc 8.2) segue logo depois da narrativa da mulher pecaminosa que ungiu os pés do Salvador numa cidade da Galileia (Lc 7.36-50). Esta, porém, é uma prova insuficiente. Que forma sua doença terrível havia tomado nós não sabemos. Tornou-se discípula durante o primeiro ministério de Jesus na Galileia, e foi uma daquelas que fazia parte da pequena companhia de seguidores imediatos do Cristo, e que fornecia a ele seu sustento (Lc 8.13). Ela era uma das mulheres na hora da cruz (Mt 27.56; Mc 15.40; Jo 19.25) e observou o sepultamento do Senhor (Mt 27.61). Na manhã do terceiro dia ela com Maria, a esposa de Clopas, e Salomé, foram ao túmulo ungir o corpo de Jesus (Mc 16.1). Encontrando a pedra removida, voltou rapidamente à cidade contando a Pedro e a João que haviam levado o corpo de Jesus (Jo 20.1,2). Então, seguindo os apóstolos, ela retornou outra vez ao jardim, demorando aí depois que tinham ido. A ela primeiramente Jesus apareceu (Mc 16.9; Jo 20.11-17), e relatou sua ressurreição aos outros discípulos (20.18). Nada mais é conhecido de sua história. — Consulte também a W

 


 

4. Maria de Betânia. Uma mulher que, com sua irmã Marta, vivia em “uma certa aldeia” (Lc 10.38) que João revela ter sido Betânia (Jo 11.1; 12.1), aproximadamente uma milha a leste do monte das Oliveiras. Na primeira ocasião registrada de Jesus haver visitado sua casa (Lc 10.38-42), Maria aparece como que ansiosa por receber sua instrução. Marta solicitou que Jesus pedisse a Maria lhe ajudasse no serviço da casa, mas ele respondeu: “Mas uma só coisa é necessário: Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada” (Lc 10.42). João (11.20) relata ainda que Maria tinha um irmão chamado Lázaro a quem o Senhor ressuscitou dos mortos. Quando Jesus alcançou a casa, Lázaro já estava morto há quatro dias, Maria a princípio “ainda ficou em casa” (Jo 11.20), mas depois foi chamada por Marta para encontrar-se com o Senhor que a tinha chamado (vers. 28). Como Marta havia feito, Maria exclamou: “Senhor, se tu houveras estado aqui não morreria meu irmão,” e o pesar das irmãs comoveu profundamente o Salvador compassivo.  Mais tarde, seis dias antes da sua última Páscoa (Jo 12.1), Jesus veio a Betânia, e foi oferecido um jantar em sua honra na casa de Simão o leproso (Mc 14.3). Enquanto o  jantar estava em andamento Maria trouxe uma caixa de alabastro com unguento puro, muito valioso, e, quebrando a caixa, despejou o unguento na cabeça de Jesus (ibid.), e ungiu seus pés, enxugando-os com seus cabelos (Jo 12.3). Foi um ato de rara devoção, testificando ao mesmo tempo sua gratidão como seu sentimento pela elevada dignidade daquele a quem desejava honrar. Judas, e alguns dos discípulos, estavam dispostos a criticar o desperdício; mas Jesus elogiou o ato e declarou que “onde quer que for pregado este Evangelho, que será em todo o mundo, publicar-se-á também, para memória sua, a ação que esta mulher fez” (Mt 26.6-13; Mc 14.3-9). Considerou também seu ato como amoroso presságio, embora indubitavelmente não intencional, da consagração dele para o sacrifício que se aproximava (Jo 12.7,8). — Consulte também a W

 


 

5. Maria, mãe de Marcos. A mulher cristã em cuja casa os discípulos se reuniram para orar pela libertação de Pedro, quando foi preso por Herodes Agripa, e para onde Pedro imediatamente foi quando liberto pelo anjo (At 12.12). Seu filho foi o autor de nosso Segundo Evangelho; veja Marcos. Ela evidentemente vivia em circunstâncias favoráveis (13), e supõe-se que sua casa devia ter sido um dos principais pontos de encontro dos primeiros cristãos de Jerusalém. De acordo com a Versão Autorizada em Col 4.10 ela era a irmã de Barnabé; mas a Versão Revista traduz corretamente “primo” em vez de “filho da irmã”, mas dela não transparece se o relacionamento de Marcos com Barnabé era pelo lado paterno ou pelo lado materno. Quanto ao marido de Maria nada se diz. — Consulte também a W

Vide primeiras notícias sobre Maria Marcos no livro “Paulo e Estêvão”.

 


 

6. Maria de Roma. Uma mulher cristã de Roma a quem Paulo enviou sua saudação (Rm 16.6). Na Versão Autorizada lê-se “que muito trabalhou por vós” indicando que Maria outrora havia ajudado muito o apóstolo. Na Versão Revista, no entanto, lê-se corretamente “que trabalhou muito por nós”. Maria, assim, tinha sido uma trabalhadora ativa na causa cristã em Roma. Além desta referência nada sabemos a respeito dela. G. T. P. — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©

 

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