Bíblia do Caminho Súmulas Biográficas

Gregório VII


O Papa São Gregório VII, (Ordem de São Bento), nascido Hildebrando, (Sovana, Itália, 1020/1025 — Salerno, 25 de Maio de 1085) foi um dos Papas mais influentes da História.

Nascido na Toscana italiana no seio de uma família de baixa condição social, cresceu no ambiente da Igreja romana ao ser confiado a seu tio, abade do mosteiro de Santa Maria em Aventino, onde fez os votos monásticos. Pertencia assim à Ordem Beneditina (OSB). Em 1045 Hildebrando foi nomeado secretário do Papa Gregório VI, cargo que ocuparia até 1046 quando acompanhou esse Papa no seu desterro em Colônia depois de ser deposto num concílio, celebrado em Sutri, e acusado de simonia na sua eleição.

Em 1046 morre Gregório VI, e Hildebrando ingressou como monge no mosteiro de Cluny onde adquiriu as ideias reformistas que regeram o resto da sua vida e que o fariam encabeçar a conhecida Reforma gregoriana.

Até 1049 não regressou a Roma, mas é então chamado pelo Papa Leão IX para atuar como legado pontifício, o que lhe permitiu conhecer os centros de poder da Europa. Atuando como legado estava em 1056 na corte alemã, para informar da eleição como Papa de Vítor II quando este faleceu e se escolheu como seu sucessor o antipapa Bento X. Hildebrando opôs-se a esta eleição e conseguiu que se elegesse Papa Nicolau II.

Em 1059 é nomeado por Nicolau II, arquidiácono e administrador efetivo dos bens da Igreja, cargo que o levou a alcançar tal poder que se chegou a dizer que dava de comer a Nicolau “como a um asno no estábulo”.

A sua eleição é considerada fora do padrão habitual. Não era sacerdote quando foi eleito Papa, por aclamação popular, em 22 de Abril de 1073. Sendo uma transgressão da legalidade estabelecida em 1059 pelo concílio de Melfi que decretou que na eleição papal só podia intervir o colégio cardinalício, nunca o povo romano. Não obstante, obteve a consagração episcopal em 30 de Junho de 1073.

Muito combativo em favor dos direitos da Igreja, enfrentou galhardamente o imperador Henrique IV do Sacro Império Romano, em defesa da superioridade do Poder Espiritual sobre o Poder Temporal; emprestou o seu nome, um tanto ou quanto excessivamente, ao maior programa de reforma da cristandade católica em toda a sua história: a reforma gregoriana. Foi monge na Abadia de Cluny, considerada a alma da Idade Média. A pedido da Condessa Matilde, perdoou Henrique IV que, entretanto, voltou a rebelar-se contra a Santa Sé. Devido ao seu caráter combativo granjeou inimigos que o exilaram. Ao morrer, fora de Roma, disse a frase que se tornaria famosa: “Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio”. — Wikipédia.  † 


Gregório VII e a condessa Matilde de Canossa são persongens do livro Libertação de André Luiz. Sobre Gregório VII, vide també A Caminho da Luz.


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