1 Se semeias com amor, não te espante a terra eriçada de espinhos…
2 Que seria da lavoura sem o arado firme e prestimoso, que opera a renovação? Que seria da vida, sem a persistência da boa vontade?
3 Ergue-te cedo, cada dia, e espalha os grãos do entendimento e do serviço.
4 Provavelmente, surgirão, cada hora mil surpresas inquietantes. As ruínas consequentes do temporal, o bote da serpe oculta, os seixos pontiagudos da estrada, a soturna visão do pântano, a guerra sem tréguas contra os animálculos daninhos, os calos dolorosos das mãos e dos pés, a expectativa torturante, são o que vive em sua luta [diária] o semeador que se decide a trabalhar…
5 Recompensas? Não aguardes a remuneração da Terra. O mundo está repleto de bocas famintas que devoram o pão, sem cogitar dos sacrifícios ou das lágrimas que lhe deram origem.
6 Enquanto peregrinares entre os homens, o teu prêmio virá do perfume das flores, da luminosa vestidura da paisagem ou do caricioso beijo do vento.
7 Se semeias com amor, não indagues de causas. Consagra-te ao esforço do bem, para que o solo se renove e produza.
8 Compadece-te da terra sem água. Não desampares o deserto.
9 Não te irrite o charco. Ajuda sempre.
10 A felicidade vem do amor, o progresso vem da cooperação.
11 A lavoura do espírito é semelhante ao amanho do campo.
12 Auxilia sem cessar… Se semeias com amor, jamais desanimes, porque se é teu o trabalho do plantio, a semente, o crescimento e a frutificação pertencem ao Divino Semeador, que nunca se cansa de semear.
Francisco Malhão
(Psicografado em 1956, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais.)
[1] Esta mensagem, que no livro impresso traz a rubrica de Emmanuel, na verdade pertence a Francisco Malhão, foi publicada originalmente em 1951 pela FEB e é a 25ª lição do livro “Falando à Terra”