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1 Campos! ao recordar-te, inflama-me o peito,
E embora se me apague o cântico sem lira,
Rogo a Deus te abençoe a terra em que se mira
A vida de teu povo iluminado e eleito!
2 Respiro-te o perfume!… A saudade suspira!…
E contemplo outra vez no sonho em que me enfeito,
O rio, o engenho, o arado, a floração no eito
E os verdes canaviais, sob os céus de safira.
3 Relembrando-te em prece enternecida e grata
Os dias de ouro e azul entre as noites de prata,
Beijo-te o solo em flor por tudo o que ele encerra!…
4 Campos! Vejo-te agora, ao brilho do amor puro,
Por estrela de Deus indicando o futuro,
Talhada no Brasil para a Glória da Terra!…
Azevedo Cruz n |