Bíblia do Caminho  † Testamento Xavieriano

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Tende bom ânimo — Autores diversos — F. C. Xavier / Carlos A. Baccelli


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Três conclusões

O que os outros pensam.

Aquilo que os outros pensam é ideia deles. Não podemos usufruir-lhes a cabeça para imprimir-lhes as interpretações de que são capazes diante da vida.

  Um indígena e um físico contemplam a luz, mantendo conceitos absolutamente antagônicos entre si.

  Acontece o mesmo na vida moral.

  Precisamos nutrir o cérebro de pensamentos limpos, mas não está em nosso poder exigir que os semelhantes pensem como nós.


O que os outros falam.

A palavra dos amigos e adversários, dos conhecidos e desconhecidos é criação verbal que lhes pertence.

  Expressam-se como podem e comentam as ocorrências do dia a dia com os sentimentos dignos ou menos dignos de que são portadores.

Efetivamente, é dever nosso cultivar a conversação criteriosa; entretanto, não dispomos de meios para interferir na manifestação pessoal dos entes que nos cercam, por mais caros se nos façam.


O que os outros fazem.

A atividade dos nossos irmãos é fruto de escolha e resolução que lhes cabe.

  Sabemos que a Sabedoria Divina não nos criou para cópias uns dos outros. Cada consciência é domínio à parte.

  As criaturas que nos rodeiam decerto que agem com excelentes intenções, nessa ou naquela esfera de trabalho e, se ainda não conseguem compreender o mérito da sinceridade e do serviço ao próximo, isso é problema que lhes compete [e não a nós].


Fácil deduzir que não nos é lícito fugir da ação nobilitante, em benefício de nós mesmos, mas não nos cabe impor pareceres nas decisões alheias, que o próprio Criador deixa livres.

À vista disso, cooperemos com os outros e recebamos dos outros o auxílio de que carecemos, acatando a todos, mas sem perder tempo com o que possam pensar, falar e fazer.

Em suma, respeito para os outros e responsabilidade para nós.


.André Luiz


O conteúdo acima, psicografado por Waldo Vieira foi reeditado como sendo psicografia de F. C. X., seu autor espiritual não é Emmanuel como assinado no livro de papel e sim André Luiz, diferindo bastante nas palavras marcadas e [entre colchetes], o texto original foi publicado em 1965 pela FEB e é a 44.ª do livro “Estude e viva


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

 

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