Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Somos seis — Familiares diversos


PRIMEIRA PARTE


Volquimar Carvalho dos Santos

Nascimento: Guaratinguetá, 1.° de julho de 1952 — Desencarnação: São Paulo, 1.° de fevereiro de 1974.

Filha de Geraldo Avelino dos Santos e Walkyria Carvalho dos Santos.

Irmãos: — Volnelita dos Santos Foguel, casada com Wilson Foguel, residentes em Araras, SP — Volneia dos Santos Augusto, casada com José Augusto, residentes em São Paulo, Capital — Álvaro Avelino Carvalho dos Santos.


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O INCÊNDIO DO JOELMA


Para o paulistano, habituado às dimensões arquitetônicas de sua megalópolis, não é hábito particularizar esse ou aquele edifício, essa ou aquela construção mais ou menos soberba, porquanto, vive-se na capital paulista entre rochedos de concreto, perdendo-se, já em passado mais remoto, o tempo em que se admirava a altura, então, descomunal do Edifício Martinelli, do Banco do Estado ou mesmo do Edifício Esplanada.

Hoje, apenas a ideia do Metrô quebra a rotina da população operosa que de sol a sol constrói a maior cidade da América Latina.

Um edifício há, contudo, que, a despeito de não apresentar muito de diferente em relação aos outros, há dois anos permanece vivo na retina de todos nós que da Grande São Paulo presenciamos a eclosão de catástrofe de inusitadas proporções. Falamos do Joelma.

Com seus 26 andares, alinhados em arquitetura moderna, em que a forma convexa de sua fachada se abre em leque para a Avenida 9 de Julho, descortinando a extensão toda da grande avenida que se perde nos Jardins, fica o Joelma situado em posição estratégica. Logo no início da 9 de Julho, próximo à Praça das Bandeiras e do Vale do Anhangabaú, voltando suas costas para a Avenida 23 de Maio, semelha-se, mesmo, o Joelma a um guardião do miolo da cidade, onde se depositam as tradições primeiras de sua história, com o antigo Anhangabaú sepultado pela canalização de concreto, correndo no sopé das colinas onde se construiu, por determinação de Manoel da Nóbrega, o Colégio de São Paulo de Piratininga. Pouco antes das 9 horas da manhã daquela sexta-feira, no primeiro dia do mês de fevereiro de 1974, línguas de fogo, nascendo do meio do Edifício, começaram a crescer, alcançando em poucos minutos proporções que lembravam o trágico Andrauss, de dois anos antes.

Com a combustão de materiais diversos que se imolavam ao poder destruidor do fogo, volutas de fumaça negra, em rolos intermináveis, alternavam-se ou conviviam com as chamas ciclópicas.

Muitas das pessoas que se encontravam naquela manhã no Joelma conseguiram descer as escadarias até o Térreo e salvar-se. Mas muitas, também, não tiveram o mesmo destino; à medida em que o fogo queimava, chamas e fumaça subiam pelo vão das escadas, impedindo de qualquer modo a descida de quem se encontrava nos andares superiores. Elevadores lotados se perdiam na ausência de eletricidade; transformando-se em fornos crematórios a carbonizar os infelizes passageiros que acreditaram na possibilidade de atingir o Térreo, através daquelas gaiolas de aço.

Sem possibilidades de descer, muitos subiram até o topo do Edifício, na ideia de que se repetiria o mesmo processo de salvamento do Andrauss em que dezenas de pessoas foram salvas pelos helicópteros. Não sabiam, e não adiantava saber, que o Joelma não tinha heliporto. Na cobertura, os muitos que lá chegaram, começaram a correr, como um bando desorientado, fugindo para cá e para lá das lâminas de chamas aterradoras e dos rolos de fumaça que a todos intoxicava.

O oxigênio, rarefeito pela combustão, atraído pelo sorvedouro do fogo, como que acabava, toda vez que as chamas mais ousadas varriam os cimos do Joelma, retornando escassamente quando as chamas recuavam, para com parcimônia ser sorvido a longos haustos pela multidão em desespero. No interior do prédio o panorama não era mais alentador, posto que a fumaça penetrava onde não chegava o fogo, asfixiando a muitos. As laterais do Edifício foram as mais poupadas, ali concentrando-se a maior parte das pessoas que foram recolhidas com vida.

No desespero de salvar-se, na confusão generalizada, corpos eram pisados ou, quais tochas vivas, impiedosamente carbonizados; alguns não poucos, no paroxismo da dor e do desespero, pularam para estatelar-se perto do povo que assustado, acompanhava a tragédia, entre atônito e inerme.

O heroísmo estava presente: mais uma vez páginas de coragem indômita foram escritas; a generosidade irmanou muitos naquelas poucas horas e espíritos valorosos deixaram seus corpos para alçar voos maiores, já sem os helicópteros que os não puderam salvar, mas, com o apoio, talvez, de aparelhos outros, invisíveis para nós, que levavam as vítimas fatais para regiões diferentes…

Entre esses passageiros, em viagem compulsória para um novo destino, estavam dois dos autores deste livro: Wilson William Garcia e Volquimar Carvalho dos Santos.


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QUEM É VOLQUIMAR


Embora o irmão Álvaro a tenha reconhecido no Instituto Médico Legal, ocultou o fato à progenitora. O dia havia sido exaustivo; apenas àquela hora, perto das seis da tarde é que a longa busca chegava ao fim. Desde os primeiros momentos do incêndio, Álvaro esgotara todas as possibilidades de encontrar Volquimar.

Os dois trabalhavam no Joelma; Álvaro Avelino Carvalho dos Santos, o filho caçula de 19 anos e Volquimar, de 21 anos, eram funcionários da Crefisul; o rapaz trabalhava no Térreo e Vôlqui, como era carinhosamente chamada no 23.° andar, como gravadora de processamento de dados.

Tão-logo deflagrado o incêndio, Álvaro ficou aguardando a cada chegada de colegas dos andares de cima, a presença da irmã. Como até às 10 horas e meia ainda não conseguira localizá-la, encarregou alguns amigos de continuarem na procura, enquanto ia em casa tranquilizar a mãe.

D. Walkyria se encontrava no Pronto Socorro Infantil Santa Generosa, acompanhando a filha de uma vizinha que lá estava internada. Até perto das 11 horas daquela manhã, de nada sabia: foi informada do incêndio por uma serviçal que procedendo aos cuidados rotineiros de limpeza no quarto da criança, comentou que um prédio na cidade pegava fogo. Curiosa, D. Walkyria desceu para maiores informações na secretaria do Pronto Socorro e soube tratar-se do Joelma. Enquanto tentava inutilmente ligação telefônica para os filhos, o Álvaro chega, coloca a mãezinha a par da situação e volta até o Joelma para localizar a irmã.

As buscas exaustivas em volta do prédio, nas outras agências da Organização Crefisul, mais próximas, onde se elaboravam listas das pessoas que conseguiam salvar-se, foram infrutíferas.

Voltou para casa, e com D. Walkyria e o auxílio de um amigo motorizado partiram à tarde para novas tentativas de localização de Volquimar, tentativas que os levaram, por fim, ao Instituto Médico Legal. Deixando a mãezinha no carro, Álvaro entrou com o amigo no Instituto e ao encontrar o corpo da irmã, julgou prudente ocultar o fato ao coração materno, até que chegassem a um Pronto Socorro Cardiológico, onde, junto de um médico, daria a notícia: D. Walkyria poderia não resistir ao impacto. Entrando no carro, disse a ela que a Vôlqui não estava no Instituto e, em piedosa desculpa, falou que iriam a um hospital próximo, onde talvez a jovem estivesse: mas, aqui começam as participações do Além que não permitiram a D. Walkyria manter ilusões a respeito do destino da filha. Assim que o Álvaro deu a desculpa e o carro já rolava pelo asfalto da Teodoro Sampaio, bem em frente ao vetusto edifício do Instituto Oscar Freire, Volquimar apareceu em Espírito para a mãe.

Sem que o irmão e o amigo a vissem, ela disse:

— “Mãe, o Álvaro já me achou e identificou o meu corpo.”

— Álvaro, meu filho, perguntou, então, D. Walkyria, você já localizou sua irmã, não é verdade?, sem dizer como estava recebendo a informação.

— Não, mamãe, retrucou o Álvaro, confuso, não a encontrei.

Continuava, contudo, o diálogo invisível da filha com a mãe.

— “Mamãe, falou a Volquimar sorrindo, ele já me encontrou, sim, e está ocultando a verdade da senhora.”

D. Walkyria tocou os ombros do filho, no banco da frente do carro e repetiu:

— Álvaro, fale-me a verdade, a Vôlqui está no Instituto Médico Legal, não é mesmo?

Já que o filho continuasse ocultando a realidade, D. Walkyria silenciou e teve apenas confirmada a certeza do falecimento da filha em um Pronto Socorro, onde, de imediato lhe foram ministradas poções calmantes.

O episódio que envolve o aparecimento da filha, pós-mortem, à sensibilidade da genitora, na tarde do mesmo dia do incêndio, foi confirmado pela Volquimar em sua primeira mensagem psicografada pelo Chico, como veremos mais adiante.

Fato consumado, voltaram para casa e à uma da manhã chegava o corpo de Volquimar já liberado; na manhã seguinte foi sepultada no Cemitério Nova Cachoeirinha.

Filha de Walkyria Carvalho dos Santos e de Geraldo Avelino dos Santos, Volquimar nasceu em Guaratinguetá — SP a 1.° de julho de 1952, vindo a falecer no dia 1.° de fevereiro de 1974, com 21 anos.

Em 1969, residindo em Pirassununga, no interior paulista, Volquimar forma-se professora primária, junto com outra irmã, a Volneia, e, em seguida, a família muda-se para São Paulo. Em outubro de 1973, após passar por algumas organizações comerciais, foi levada pelo irmão que já era funcionário da Crefisul para trabalhar junto dele no Edifício Joelma, onde desencarnaria quatro meses depois.

Exercia as funções de gravadora em processamento de dados e sua secção, situada no 23.° andar, foi severamente castigada pelo incêndio.

Na véspera da morte, Vôlqui faltara no serviço para preparar a documentação necessária à matrícula na Universidade de São Paulo, onde fora aprovada nos exames vestibulares recém-realizados, na cadeira de letras.


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O REENCONTRO


A bênção do esclarecimento espírita foi muito importante para a família de Volquimar, no período de adaptação após a partida da filha para o Plano Espiritual. A dor, contudo, não deixava o coração saudoso de D. Walkyria, que, a despeito de convicta da sobrevivência da filha, tendo-a visto, inclusive, em Espírito na tarde de seu falecimento, como vimos anteriormente, não se acostumava com a ausência daquele anjo meigo, companheira de tantos sofrimentos e lutas, amiga inseparável.

Mas a vida nos empurra invariavelmente para frente, com a renovação dos valores a nos cobrar a readaptação às circunstâncias, por mais adversas que sejam. E D. Walkyria sabia que não poderia fugir ao imperativo da renovação.

Conhecia Francisco Cândido Xavier das apresentações do Pinga-Fogo do Canal 4 de São Paulo, as célebres participações de julho e dezembro de 1971, em que Chico ampliou consideravelmente a legião de seus admiradores, sobretudo entre os não-espíritas que naquelas memoráveis horas de magnetização total, através do vídeo, puderam avaliar a sua majestática dimensão de discípulo de Jesus. Sendo informada pelo genro, residente em Araras — SP, de que Chico Xavier lá estaria no mês de março, eis que quarenta dias depois do incêndio do Joelma, no dia 10 de março de 1974, D. Walkyria era a primeira pessoa da fila para abraçar o querido médium.

Tão-logo pôde cumprimentá-lo, disse-lhe que perdera a filha no incêndio do Joelma, sem mais informações, tendo o Chico solicitado que esperasse até o fim da reunião, o que ocorreu madrugada a dentro, dada a multidão que aguardava a oportunidade do abraço a Chico Xavier.

Às despedidas, Chico falou-lhe da filha, identificando-a por Volquimar, sem nunca ter tido qualquer informação a respeito da jovem. Aliás, Volquimar, é nome pouco comum e, convenhamos, nada fácil de ser sacado…

Dois meses depois, em maio de 1974, D. Walkyria se encontrava em Uberaba e, em meio a uma conversa informal, Chico contou-lhe que o Espírito da Volquimar estava dizendo a ele que deixara em casa algo que permitiria a comunicação mediúnica entre ela e a mãezinha.

D. Walkyria negou a existência de qualquer cousa que a filha tivesse deixado e que pudesse servir de intercâmbio com o Plano Espiritual. Como Chico Xavier insistisse, lembrando que a Volquimar confirmava a existência de uma cartolina com letras e números, com as palavras SIM, NÃO e ADEUS e com um pequeno cartão móvel acoplado, o filho Álvaro lembrou-se de que realmente a Vôlqui havia feito um cartão semelhante.

Voltando a São Paulo, identificaram a cartolina guardada entre as coisas da filha e esse meio incipiente de comunicação com os mortos passou a ser utilizado com frequência por D. Walkyria.

A cartolina é citada nas mensagens de Volquimar, como veremos mais adiante: ressalte-se nesse episódio a autenticidade da intervenção mediúnica de Chico Xavier, que de nada sabia. Aliás, nem os familiares da jovem se lembravam de que a filha deixara semelhante cartão em casa.

A comunicação com os Espíritos pelo mecanismo do abecedário é conhecida, com as restrições devidas à insipiência do método e à inconveniência, no mais das vezes, de estabelecermos comunicação com o Além, à nossa própria vontade, com o risco de perturbações decorrentes do intercâmbio, sem o adequado preparo espiritual de nossa parte.

Consiste na disposição sobre um pedaço de cartolina, ou cartão grosso, das letras do alfabeto, dos algarismos arábicos, e de palavras simples, mas de utilidade no diálogo mais rápido, como SIMe NÃO. Um copo ou, como no caso, uma pequena peça de cartolina cortada ao meio, é que vai designando, durante a reunião, as letras e números que o Espírito comunicante determina. Uma pessoa as anota, formando, assim, as frases desejadas. É necessária a presença de um médium de efeitos físicos, pois o copo ou o pequeno cartão cortado ao centro se move espontaneamente, à leve aproximação dos dedos do médium. Pessoalmente já presenciamos semelhantes sessões em que o copo utilizado para identificar as letras desejadas circulava com tamanha velocidade que chegava a cair, sem que os dedos do médium estivessem nele tocando.

Trata-se de um fenômeno de efeitos físicos, com a utilização do ectoplasma do médium para a ação psicocinética sobre o copo ou o cartão.

Não se recomenda, no geral, a realização desse tipo de reunião mediúnica. Apenas nos ocupamos de sua descrição para a ilustração de fatos ocorridos com a família da Volquimar. Desse episódio da cartolina e do ABC destaca-se realmente a impressionante intervenção de Chico Xavier que, desconhecendo tudo, transmitiu o recado da filha à progenitora. Após essa visita de maio, D. Walkyria voltou a Uberaba em julho de 1974, dois meses depois, recebendo a primeira mensagem psicográfica da filha. A segunda surgiu um ano mais tarde.


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MÃEZINHA, ESTOU BEM!


1 Querida mãezinha, meu querido Álvaro. n Primeiro a bênção que peço a Deus em nosso auxílio e a bênção que rogo à querida mamãe para que as forças não me faltem, agora que tomo o lápis com o auxílio de meu avô n para escrever.

2 Não sei explicar a emoção que me controla todos os pensamentos. É como se voltasse todo o quadro de meses antes à memória.

3 Tudo me sensibiliza em excesso, tudo me faz recuar para rever o que devo contemplar em mim própria com serenidade. E parece um sonho, mamãe, estarmos juntas, através das letras no entendimento desejado. 4 Não mais o cartão do alfabeto n em que os movimentos vagarosos demais nos impedem a ideia de correr como desejamos. Aqui, é alma para alma nas palavras que anseio impregnar de amor sem conseguir. 5 Peço-lhe não chorem mais o que ficou para trás no tempo, por expressão das Leis Divinas em forma de sofrimento. Embora isto, sei que a senhora e os nossos pedem notícias.

6 Como foi o inesperado? Muito difícil a revisão. Tudo aconteceu de repente, como se devêssemos todos naquela manhã obedecer, de um modo só, a ordem que vinha do mais Alto, a fim de que a gente trocasse de vida e corpo.

7 Quando recebi o impacto da notícia do fogo, o tumulto fora da sala não era pequeno. O propósito de fazer com que o trabalho rendesse, habitualmente, nos isolava dos ruídos exteriores. E o tempo de preservação possível havia passado. 8 Atendi automaticamente ao impulso que nascia nos outros companheiros — descer à pressa. E fizemos isso. Elevadores não mais podiam aguardar-nos. A força elétrica sofrera a queda compreensível.

9 Esforcei-me por atingir algum meio para a descida, mas isso se fazia impraticável. Com alguns poucos que me podiam ouvir, subimos apressadamente para os cimos do prédio. 10 A esperança nos helicópteros estava em nossa cabeça, mas era muito difícil abraçar tantos para o regresso à rua com recursos tão poucos. Entendi tudo e orei. 11 Orei como nunca, lembrando toda a vida num momento só, porque os minutos de expectativa eram para nós um prolongado instante de expectativa sempre menor. 12 Tudo atravessei com a prece no coração. E posso dizer a você, mãezinha querida, que um brando torpor me invadiu pouco a pouco…

13 O calor era demasiado para que fosse sentido por nós, especialmente por mim com minudências de registro. Compreendi que não estávamos à beira de uma libertação para o mundo e sim na margem da Vida Espiritual que devíamos aceitar com fé em Deus. E aceitei. 14 Os Amigos Espirituais, destacando-se meu avô Álvaro, comigo durante todo o tempo, não me deixaram assinalar quaisquer violências, naturais numa ocasião como aquela, da parte daqueles que nos removiam do caminho em que se acreditavam no rumo da volta que não mais se verificaria.

15 Lembrando nossas preces e nossas conversações em casa, procurei esquecer as frases de desespero que se pronunciavam em torno de mim. Essa atitude de prece e de aceitação me auxiliou e me colocou em posição de ser socorrida.

16 Mais tarde com algumas horas de liberação do corpo, é que despertei ao seu lado. n Aquele amigo certo que hoje sei nele o meu avô e benfeitor de todos os dias, estava a postos, reconfortando-me…

17 Estava em meu próprio leito, refazendo energias, e por ele fui informada de que a ilusão de estar no corpo, precisava ser esquecida; 18 que o nosso querido Álvaro, auxiliado por ele, me encontrara a forma física na instituição a que fôramos recolhidos, depois da luta enorme e que não me cabia agora, senão estar calma e forte para fortalecê-la.

19 Mas quem pode se gabar de ser mais forte que os outros numa ocasião qual naquela em que nos vimos todos agoniados e alterados sem qualquer possibilidade de opção?

20 Chorei muito, mas Deus não nos abandona. Por alguns poucos dias estive quase que constantemente ao seu lado, até dar-lhe a certeza de que devíamos estar em paz.

21 Meu avô e outros amigos me ajudaram e prossigo na recuperação necessária.

22 Os irmãos hospitalizados, os que se refazem dos choques, os que se reconhecem desfigurados por falta de preparação íntima na reconstituição da própria forma e os que se acusam doentes, são ainda muitos.

23 De minha parte, estou melhorando. Agradeço as suas preces e as orações de Volneia e de Volnelita, do Álvaro n e dos nossos todos, sem esquecer a nossa querida Célia n e outras amigas. Todos os pensamentos de paz que me enviam são preciosos agentes de auxílio em meu .favor.

24 Quanto posso, querida mamãe, e auxiliada por enquanto e sempre por amigos queridos daqui, volto ao nosso ambiente familiar. Nossas irmãs e os cunhados José e Wilson sempre amigos, nosso Álvaro, nossos queridos Flávio e Cristiano, n com a sua imagem materna em meu coração, prosseguem comigo, como não podia deixar de ser.

25 Estou satisfeita por haver adquirido um apartamento mais compatível com as nossas necessidades. Fui eu mesma, com o auxílio de meu avô e de outros benfeitores, quem lhe forneceu a ideia de aproveitarmos a ocasião para a compra.

26 A senhora, querida mamãe, não precisava hesitar quanto ao assunto; n você sabia que o nosso ideal era sempre o de conseguir o dinheiro para uma entrada que aliviasse o futuro. E não diga mamãe que isso teria implicado na prova que atravessamos. 27 De qualquer modo a sua filha terminara o tempo aí e, na essência, nós ambas sempre tivemos a certeza de que a minha existência seria curta na Terra desta vez, em que aí estive. n O fato de grifar as palavras “desta vez” me consola, pois isso dá a vocês a certeza de que estou em dia com a bênção da reencarnação, na lembrança do que aprendi.

28 Meu avô e nossos amigos Augusto e José Roberto estão aqui conosco. Agradeço as nossas queridas amigas Yolanda e Helena, Acácia e outras irmãs, pelo incentivo à confiança em Deus que estamos recebendo.

29 O amor é um milagre permanente. Por ele as afeições se multiplicam e os nossos corações sempre se escoram em novas esperanças para a vitória na vida.

30 Querido Álvaro, lembre-me como em nossos retratos felizes. Não me recorde desfigurada ou em situação difícil qual você é induzido a lembrar-me. Querido irmão, atravessamos aquela sombra. Agora, tudo é luz e bênção; seja para a nossa querida mamãe, o que você sempre foi, um companheiro e uma bênção.

31 Comemoramos os aniversários de meu avô e o meu que vocês marcaram com as nossas preces. n Quero prosseguir escrevendo, mas não consigo.

32 Mamãe, continue forte e calma na fé. A morte não existe; o que existe é a mudança que, por vezes, quando imprevista, como foi o nosso caso, não é fácil de suportar.

33 Abraços aos meus pequenos filhos do coração. Não posso esquecer os sobrinhozinhos.

34 Nossos amigos Augusto e José Roberto, n já treinados com o intercâmbio na escrita, estão me amparando. Queridas irmãs Yolanda, Helena e Acácia, n agradeço muito. Querida mamãe, meu querido Álvaro, irmãos e irmãs do coração, Deus os recompense.

35 Mamãe, ouça-me dando notícias e recorde aqueles recados: Mãezinha, fique tranquila; mãezinha, estou bem; mamãe, já cheguei do trabalho; mamãe, chegarei um pouco mais tarde. E esteja certa, querida mãezinha, de que com o beijo de todos os dias e o carinho de todos os momentos, continua sendo sua, sempre sua, a filha que lhe entrega o próprio coração.

36 Hoje e sempre a sua

Volquimar

13 de julho de 1974.


NÃO CHORE MAIS MAMÃE! EU NÃO MORRI!


A reapresentação de Volquimar, após sua morte, traz-nos algumas cogitações mais profundas.

Suas palavras descrevem, de início, como ocorreu a morte, contando-nos das dificuldades e lutas para a tentativa de sobrevivência. O anseio inicial de descer, frustrado pelas volutas de negras fumaças: a determinação de atingir o topo do edifício e a compreensão de que seus minutos estavam contados. Nada mais havia a fazer, senão orar. E Volquimar orou como nunca.

Diga-se de passagem que muitas das pessoas que se encontravam no Joelma tentaram salvar-se, subindo até os cimos do edifício, numa comparação instantânea com o incêndio do Andrauss, ocorrido dois anos antes. Mas o Andrauss, em função do heliporto, pôde ter centralizados os serviços de salvamento em sua lage de cobertura; contudo, o Joelma, sem heliporto, pouco ofereceu de segurança aos que chegaram lá em cima; muitos morreram carbonizados, enquanto que outros se jogaram, encontrando a morte, no violento choque com o chão.

O salvamento no Joelma se processou, basicamente, através das escadas Magirus e foram mais beneficiados, nas tarefas de socorro, os que puderam permanecer nas laterais do edifício e nos andares intermediários ou mais baixos, onde os intrépidos bombeiros podiam atuar.

Após descrever os momentos últimos de vida, Volquimar faz um comentário que aparentemente pode causar surpresa entre os que não estão familiarizados com as notícias a respeito da vida após a morte.

É quando diz que há irmãos, entre os que morreram, que se encontram hospitalizados, no Plano Espiritual, que se reconhecem desfigurados, por falta de preparação íntima, na reconstituição da própria forma. É que, como sabemos, a morte não significa mudança milagrosa das condições de vida e sim a ida do Espírito para o Mundo Espiritual, em que passa a individualizar-se através do perispírito ou corpo espiritual, envoltório sutil que lhe dá forma. O corpo físico, é, aliás, reprodução bastante aproximada do corpo espiritual.

Convém lembrar, assim, que o corpo espiritual também se lesa em função de determinadas agressões, como as mutilações provocadas pelo trauma do incêndio, sendo a sua recuperação mais ou menos rápida, de acordo com o merecimento próprio e, em última análise, segundo o grau de compreensão e evolução do Espírito e dos compromissos que traga de vidas passadas. Daí alguns companheiros que pereceram no Joelma apresentarem, alguns meses depois, ainda o corpo espiritual em processo de recuperação.

Muito rica de informações, do pleno desconhecimento do médium, informações, tão numerosas, pelo anseio de colocar em dia todos os assuntos pertinentes à situação de reencontro, a mensagem da Volquimar exprime a vontade de atualizar o papo, acalmando mais amplamente o coração materno.

Assim, à medida em que formos identificando os nomes e esclarecendo as citações de Volquimar, ofereceremos mais elementos, colhidos na entrevista com os familiares da jovem.


1 — Álvaro — seu irmão, já identificado.


2 — Meu avô — refere-se ao seu avô materno Álvaro de Carvalho, como veremos mais adiante. Sub-oficial da Marinha de Guerra, desapareceu com o Cruzador Bahia, em 4 de julho de 1945, torpedeado nos Rochedos São Pedro e São Paulo, quando retornava ao Brasil, ao fim da 2ª Guerra Mundial.


3 — Não mais o cartão de alfabeto — veja-se comentário anterior, quando falamos do encontro da mãe de Volquimar com o Chico em Uberaba.


4 — Mais tarde com algumas horas de liberação do corpo é que despertei ao seu lado — como também já comentamos na Biografia de Volquimar, é a confirmação de que a mãe realmente a viu em Espírito, próximo ao Instituto Médico Legal, de São Paulo.


5 — Irmãos de Volquimar.


6 — Nossa querida Célia — Célia Januário Ferreira, amiga de Volquimar, colega de cursinho e dos primeiros empregos.


7 — Flávio e Cristiano — seus sobrinhos, Flávio Henrique dos Santos Foguel e Cristiano dos Santos Augusto, filhos, respectivamente, das irmãs Volnelita e Volneia.


8 — Estou satisfeita (…) A senhora não precisava hesitar… — São daquelas informações pela psicografia do Chico que verdadeiramente nos desnorteiam. D. Walkyria havia utilizado o seguro de vida da filha como entrada para a aquisição de um apartamento; consolando a mãe, pela conveniência da atitude, Vôlqui nos revela episódio restrito ao ambiente familiar, em evidente prova da exuberância do processo mediúnico autêntico. Sem ter qualquer ideia ou informação a respeito, como pôde, senão mediunicamente, Chico Xavier transmitir com tanta riqueza de dados este episódio revelado pela Volquimar??


9 — Volquimar guardava secreta intuição de que seus dias na Terra estavam contados, dando a entender à mãe, suas intuições, por diversas vezes.


10 — Referência ao seu aniversário de nascimento e à data de falecimento do avô, a 1.° e a 4 de julho, respectivamente. A comemoração de que fala Volquimar na mensagem diz respeito à reunião familiar nesses dias em que a filha desencarnada se comunicou pelo cartão do alfabeto.


11 — Nossos amigos Augusto e José Roberto Augusto é co-autor deste livro; José Roberto Pereira da Silva, filho de Nery Pereira da Silva e Lucy Ianez Silva, faleceu a 8 de junho de 1972, no acidente com o trem que levava estudantes para Mogi das Cruzes. Contava, então, 18 anos. Como o Augusto, José Roberto, ou Beto, aparece citado em outras oportunidades neste livro.


12 — Yolanda, Helena e Acácia — O leitor, terá, também, oportunidade de encontrar em outras citações, os nomes de D. Acácia e da mãe do Augusto. D. Helena Leal do Canto acompanhava a mãe de Volquimar, quando da recepção desta mensagem.


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OS IRMÃOS DE FEVEREIRO


1 Querida mamãe, há um ano prometi escrever ao seu carinho. Um ano e seis dias.

2 Aqui estou. Renovada, melhor. Quase feliz, se a felicidade não fosse uma luz, tantas vezes, envolta nas nuvens da saudade. Escrevo, porém, agradecida a Deus, cujo Infinito Amor rogo nos favoreça. O trabalho de recuperação espiritual continua.

3 Mãezinha, a solidariedade é mais forte aqui, no Mundo Diferente. Somos todos irmãos, encadeados pelo amor, uns aos outros.

4 Aqueles irmãos de fevereiro, n iluminados nas chamas que nos resgataram de tantas sombras do passado, são agora também minha família. Nossa família.

5 Creia. Se pudéssemos, nós os que vamos melhorando, participar a todas as mães e pais, principalmente, que os filhos não morreram, encontraríamos nessa possibilidade a maior alegria.

6 Às vezes, me sinto constrangida, com esse recurso novo pelo qual nos comunicamos.

7 Quisera que todos se dirigissem aos entes amados, explicando que prosseguem lutando e aprendendo, renovando e melhorando… 8 Você não ignora, mãezinha, que nós duas nunca disputamos privilégios, nem nas filas. Estamos conscientes de que o bem é igual aos clarões do sol que pertencem a todos.

9 Entretanto, aquelas preces, junto do copo e do ABC, n aquelas possibilidades de conversar como que me aqueceram no frio da ausência que se sucedeu ao lume da redenção. E dialogamos e nos entendemos de novo.

10 Rogo, no entanto, a você, querida mamãe, para continuarmos no esforço de esclarecer e consolar aos que ficaram. Nós, os que chegamos ao Mais Além, pelas bênçãos de fevereiro, há dois anos passados, estamos nas tarefas felizes do amparo mútuo.

11 Ninguém julgue que a maioria dos desencarnados aporta no Mundo Diferente sem as marcas das ocorrências que lhes motivaram a separação do corpo físico. 12 É preciso haver atravessado a existência terrestre quase que em serviço absoluto de espiritualização para que o nosso envoltório sutil não seja assinalado pelas impressões da morte. 13 Aqui, surpreendemos companheiros muitos que passam ainda por minucioso tratamento de plástica regenerativa, enquanto que muitos outros recolhem assistência para reparações últimas de pontos orgânicos lesados. n

14 A morte do corpo é somente mudança de Plano, sem mudança de nós mesmos. 15 E nós mesmos, conforme os sentimentos e ideias que carregamos, operamos mecanicamente em nós o registro de emoções e pensamentos que se estampam em nossa forma nova, de modo inevitável, desde que ainda não tenhamos a precisa educação da vida íntima, a fim de comandar com segurança os novos estados de espírito.

16 Mãezinha, descanse somente pelo tempo necessário. Um mundo de trabalho pede o esforço dos que consigam compreender e amar.

17 Tudo o que se nos faça possível, realizemos em benefício dos que jazem desanimados, aflitos, desorientados, caídos… A Terra é uma escola imensa, em que todos somos matriculados para as lições do amor que, na essência, é a Herança de Deus para nós todos. 18 Que essa escola, mãezinha, tanto quanto possível, não se transforme por nossa culpa em hospital ou cárcere, porque as cadeias e doenças, são criações nossas fora da Criação Divina, na luz da Escola Bendita da Vida Física em que nos cabe o serviço da evolução. 19 É necessário abrir caminhos de luz nas sombras, acender a esperança onde tantos cultivam tristeza e desalento, sem qualquer razão de ser.

20 Somos todos irmãos, repetimos. Por que não reconhecer isso, antes que se nos finde o curso de aprendizado no educandário humano, curso que se expressa em cada uma de nossas existências e das quais sempre saímos deficitários, quanto às notas de aproveitamento e de elevações que nos compete alcançar?!

21 Tudo é importante, na seara do bem. O pano com que se ampara um recém-nascido é peça do tecido maravilhoso da caridade, como o lençol com que se resguarda um doente.

22 As frases de paz que balsamizem os corações desesperados ou que iluminem um cérebro dementado pelo sofrimento descendem das palavras de Jesus e estão impregnadas da bênção com que Ele, Nosso Senhor, nos revelou os caminhos da felicidade e da segurança.

23 Diga isso à Volneia e Nelita, ao nosso Álvaro, n à nossa Célia. Somos um grupo aparentemente reduzido; no entanto, grande é a nossa fé. Nossos companheiros José e Wilson, nossos queridos Cristiano e Flavinho são partes iluminadas de nossa equipe. 24 E daqui onde sua filha fala ao seu coração, vencendo barreiras vibratórias, somos igualmente um grupo de corações fraternos, operando e cooperando no esforço de bem fazer aos outros, porque auxiliar em benefício de alguém será sempre beneficiar a nós próprios.

25 Confirmo: nossos amigos Augusto, Carlos Alberto Toledo, Nasser, Cristiano, José Roberto, Maria Tereza Franchini n e tantos outros estão conosco.

26 Nossas irmãs Meimei e Scheilla n são professoras a quem profundamente amamos. E de nossos parques de refazimento e de nossos campos de trabalho, elevam-se-nos as orações rogando a Deus para que nossas lágrimas na Terra sejam estancadas. 27 Nossos irmãos Dráusio, Diógenes e Carlos acompanham a nossa irmã Zilda Rozin, n que vem colaborando na plantação da Luz Espiritual com o amparo dos filhos queridos; nossa irmã Nely, n que nos auxiliou muito e nos trouxe a mãezinha até aqui, agradece a Jesus as bênçãos que recebeu nas provas semelhantes às nossas.

28 Amigos outros, como seja o nosso irmão Aldo, ligado aos queridos amigos Neusa e Gontran, n pede à mãezinha para reconfortar-se na certeza de que ele está sempre e cada vez mais vivo. Nossa irmã Hilda abençoa os caros amigos Paulino e Julinha; n nosso irmão Maurício, n que eu não conhecia até agora, beija o coração querido de mãe que por ele tem rogado as bênçãos de Deus. Quantos amigos e companheiros aqui se encontram, na devolução do carinho e das lembranças afetuosas que recebem, sua filha não saberia dizer.

29 Mãezinha, outros surgem: nosso irmão Izídio n abraça a mãezinha e às almas queridas a que se sente ligado e pede à nossa irmã Leila continue com ele, abençoando e amando os lares ainda desfavorecidos de maiores recursos para que o calor do afeto em Jesus seja sol divino no caminho daqueles que faceiam lutas e provações maiores do que as nossas; nossa irmã Assunta n registra o seu amor e devotamento de mãe em nossas singelas palavras.

30 Mamãe, se posso dizer mais, reafirmo: só no câmbio do bem conseguimos a moeda da felicidade e da paz, garantindo-nos o trânsito seguro e tranquilo de uma vida para outra. Trabalhar servindo e servindo quanto nos seja possível, a todos abençoando em nome de Deus, porque todos somos de Deus.

31 Estou reconfortada por haver transmitido esta carta que é sua, mãezinha, e de nós todos que nos entrelaçamos nas notícias do Reino da Paz.

32 Receba com as irmãs queridas, Neia e Nelita, com o nosso querido Álvaro e com todos, todos os que amamos, o abraço com muitos beijos de sua filha e sua companheira que pede a Jesus para ser o seu reconforto e a esperança, o seu carinho e o seu amor.


Volquimar

19 de julho de 1975.


ENCONTRO SEM FRONTEIRAS


Retorna Volquimar, um ano após a primeira mensagem e um ano e meio depois do incêndio do Joelma. Situação diferente, tanto no Plano Espiritual, quanto aqui na Terra.

No âmbito familiar, as cicatrizes mais firmes, a saudade colocada a cada vez mais no serviço do bem: no Além, ela e os amigos que pereceram no incêndio, mais adaptados à nova vida; alguns, ainda, em fase de recuperação, conforme esclarece Volquimar, qual, aliás, nos lembra na mensagem anterior.

Por outro lado, o clima psíquico que cerca a psicografia dessa mensagem é realmente envolvente, pois que inúmeros Espíritos se reúnem para o abraço aos familiares, de modo a se estabelecer uma reunião em dois Planos vibratórios: os vivos e os mortos juntos, espantando o espectro anômalo do materialismo e lembrando-nos que estão separados pela necessária diferenciação vocabular, mas que mortos são os que vivos ainda não se aperceberam de que a morte não existe.

No clima de euforia espiritual, as citações vão surgindo, céleres, na escrita firme do médium experimentado. Vejamos as mais significativas:


1 — Aqueles irmãos de fevereiro — as vítimas do incêndio do Joelma, irrompido no primeiro dia de fevereiro de 1974.


2 — Junto do copo e do ABC — fala Volquimar do mecanismo de comunicação que deixou para o intercâmbio mediúnico. Esse fato já foi comentado anteriormente. [v. O reencontro.]


3 — Ver observação no início destes comentários e também no estudo da mensagem anterior.


4 — Volneia… — grupo familiar de Volquimar.


5 — Carlos Alberto… — No decorrer das páginas deste livro, todos esses jovens serão identificados, posto que são citados em diferentes oportunidades. — Maria Tereza Franchini está entre “aqueles irmãos de fevereiro”. Faleceu no Joelma com 22 anos. Filha de Domingos Franchini e Filomena Cantizani Franchini, residentes na capital de São Paulo.


6 — Benfeitoras Espirituais da equipe de Emmanuel. Sempre presentes junto à mediunidade de Chico Xavier.


7 — Nossos irmãos Dráusio… — Dráusio Giunchetti Rosin, com 23 anos, Diógenes Giunchetti Rosin, com 16 anos, filhos de Amilcar Rosin e de D. Zilda Giunchetti Rosin, escritora espírita, faleceram em acidente na Estrada Suzano-Ribeirão Pires, na manhã de 5 de julho de 1966. — Carlos Guilherme de Macedo, 27 anos, filho de Guilherme Barbosa de Macedo e de D. Maria Lanza de Macedo, desencarnou no mesmo acidente.


8 — Nely — Nely Rossi. Filha de Armando Rossi e Ana Maria Rossi, faleceu em São Paulo, aos 11 anos, em 02 de março de 1946, vítima de queimaduras em acidente doméstico.


9 — Nosso irmão Aldo — Aldo Sarandy Raposo, faleceu em 9 de março de 1970, com infarto do miocárdio. Contava 24 anos apenas. Filho do Dr. Gontran Sarandy Raposo e Neusa Sarandy Raposo, residentes em São Paulo.


10 — Nossa irmã Hilda — Hilda Gritti Saraiva, esposa desencarnada do conhecido editor e livreiro Paulino Saraiva. Julinha é sua atual esposa, Julia Saraiva.


11 — Maurício — Sobrinho da pequena Nely, acima citada. Filho de Carlos Rossi e de Janeth Luzia de Chiaccho .Rossi, desencarnou em São Paulo com 8 anos incompletos, a 15 de junho de 1974.


12 — Izídio — Izídio Inácio da Silva, filho de Cacildo Inácio da Silva e Leila Sahab Inácio da Silva. Desencarnou em Goiânia, no dia 26 de março de 1974, com 19 anos.


13 — Nossa irmã Assunta — Assunta Fioravanti Ghilardi, mãe do Sr. Spartaco Ghilardi, dedicado dirigente espírita na capital paulista. D. Assunta faleceu a 13 de junho de 1959, com 72 anos.


Caio Ramacciotti


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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