Bíblia do CaminhoTestamento Xavieriano

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Sementeira de luz — Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano (Neio Lúcio) e outros


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A palavra de Célia

27|03|1940


1 Meus queridos filhos, Deus abençoe a vocês, concedendo-lhes o máximo de tranquilidade ao lar e ao coração.

2 Como de outras vezes, estou presente e quero assinalar a minha costumeira satisfação por vê-los fortes e felizes.

3 Acredito, minha filha, que o Roberto regressou aos estudos com melhores disposições e com novas bases, mais promissoras e mais seguras. Isso nos conforta, porquanto bem conhecemos que a sua possibilidade de concentração interior, em determinada expressão dos esforços escolares, não é tão grande, como seria de desejar. Considero, entretanto, que os resultados do ano findo tiveram a virtude de renovar os seus próprios valores. Na oficina de lutas da vida, quase sempre tudo é assim para a alma em aprendizado. Somente após uma experiência desagradável há disposição bastante para a segurança no rumo certo.

4 Quanto à sua saúde, Maria, acho melhor que você use o Spongia, alternado com o Bryonia e Carbo Vegetalis por algum tempo. Isso será útil para o bom funcionamento de seu aparelho gastrintestinal.

5 Quanto ao Rômulo, ainda hoje não trago a indicação do reconstituinte prometido, de modo a afastá-lo da excessiva tendência a gripar-se. No entanto, prometo trazer em breves dias a indicação que desejo.

6 Na parte referente ao meu progresso espiritual, prossigo, graças a Deus, enriquecendo o meu patrimônio, sob a proteção amiga e providencial de nosso anjo. Sinto que a alma bondosa e pura de Célia se tem rejubilado com as vibrações de amor que já tem recebido da Terra, mesmo antes da publicação de sua história edificante e divina. O romance de sua exemplificação, adaptado ao sentido da literatura moderna, a nosso ver, terá de reerguer muitas almas, fortificando na fé a imensidade dos corações. Para o meu pobre espírito, tudo o que vem de seu ensinamento divino é uma continuidade sagrada do Evangelho de Jesus.

7 Eis a razão, meus filhos, porque nos sentimos tão felizes, porque a nossa ventura não reside só em sabermos ou guardar o conhecimento no instante da saúde e da tranquilidade, mas pelo grande motivo de nos sentirmos preparados para a vontade de Deus, em todas as lutas ou esforços, para os quais nós sejamos achados dignos. (Os choques da luz elétrica, se não desorganizam as nossas possibilidades em certas circunstâncias, quase sempre nos roubam a continuidade de ambiente harmônico, imprescindível ao trabalho espiritual).  n Mas, como lhes dizia, é por essa razão que me regozijo, experimentando no íntimo uma esperança nova, sabendo valorizar o tempo na sua divina excelsitude.

8 Assim, pois, filhos, deixo vocês na paz de Jesus e na paz de Célia. Que essa doce serenidade se reflita no espírito de ambos, fortificando-os, cada vez mais, para o bom trabalho com o Cristo. É o desejo do papai que nunca os esquece em seu constante amor,


A. Joviano



[1] Nota da organizadora: Faltou energia elétrica na sala da reunião.


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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