Bíblia do Caminho Escritura do Espiritismo Cristão.
Doutrina espírita - 2ª parte.

Seara dos médiuns — Emmanuel


43


Mediunidade e alienação mental

Reunião pública de 13-6-1960.

Questão n.º 221 - § 5.º


1 Quantos não se resignam com as verdades que a Doutrina Espírita veio descerrar à mente humana, há mais de um século, dizem, inconscientemente, que a mediunidade gera a loucura.

2 E multiplicam teorias complicadas que lhes justifiquem o modo de pensar, observando-a simplesmente como “estado mórbido”, dando a ideia de especialistas que apenas examinassem os problemas do homem natural através do homem doente.


3 Considerando-se a mediunidade como percepção peculiar à estrutura psíquica de cada um de nós, encontrá-la-emos, nos mais diversos graus, em todas as criaturas.

4 À vista disso, podemos situá-la facilmente no campo da personalidade, entre os demais sentidos de que se serve o Espírito a fim de expressar-se e evolver para a vida superior.

5 Não ignoramos, porém, que os sentidos transviados conduzem fatalmente à deturpação e ao desvario.

6 Os olhos são auxiliares imediatos dos espiões e dos criminosos que urdem a guerra e povoam as penitenciárias; contudo, por esse motivo, não podem ser acusados como fatores de delinquência.

7 Os ouvidos são colaboradores diretos da crueldade e da calúnia que suscitam a degradação social, mas não apresentam, em si mesmos, semelhantes desequilíbrios.

8 As mãos, quando empregadas na fabricação de bombas destruidoras, são operárias da morte; entretanto, não deixam de ser os instrumentos sublimes da inteligência em todas as obras-primas da Humanidade.

9 O sexo, que constrói o lar em nome de Deus, por toda parte é vítima de tremendos abusos pelos quais se amplia terrivelmente o número de enfermos cadastrados nos manicômios; contudo, isso não é razão para que se lhe deslustre a missão divina.


10 A manifestação é da instrumentalidade.
O erro é da criatura.

11 A faculdade mediúnica não pode, assim, responsabilizar-se pela atitude daqueles que a utilizam nos atos de ignorância e superstição, maldade e fanatismo.

12 E qual acontece aos olhos e aos ouvidos, às mãos e ao sexo que dependem do comando mental, a mediunidade, acima de tudo, precisa levantar-se e esclarecer-se, edificar-se e servir, com bases na educação.


Emmanuel


Texto extraído da 1ª edição desse livro.

.

Abrir