Bíblia do Caminho  † Testamento Xavieriano

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Refúgio — Emmanuel


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Ouvindo o Sermão do Monte

Bem-aventurados os aflitos, desde que não convertam a própria dor em azorrague de recriminações sobre a face alheia.

Bem-aventurados os que choram, (Mt) contudo, desfrutarão a divina bênção se não transformarem as próprias lágrimas em venenosa indução à preguiça.

Bem-aventurados os sedentos de justiça, (Mt) no entanto, para que o título celeste lhes exorne o Espírito atormentado, será preciso se abstenham de demandas domésticas ou de querelas nos tribunais com que apenas [lhes] agravariam os próprios débitos, ante a Lei.

Bem-aventurados os humildes de espírito, (Mt) todavia, para que se adornem com o sublime talento, é indispensável não conduzam a própria modéstia ao caminho do orgulho em que se entregarão, desvairados, à crítica desairosa e à condenação sistemática dos companheiros que lhes partilham a senda.

Bem-aventurados os misericordiosos, (Mt) mas, para que se ergam felizes, na execução da promessa, é imprescindível não façam da compaixão simples peça verbal, para discurso brilhante.

Aflição com revolta chama-se desespero.

Pranto com rebeldia é poça de fel.

Sede de justiça com reivindicações apressadas, é destrutiva exigência.

Singeleza com reproches à alheia conduta é sistema de crueldade.

Misericórdia sem esforço de auxílio é simples ornamento na boca.

Cogitemos de assimilar as bem-aventuranças divinas, sem nos esquecermos, porém, de que todas elas traduzem atitudes da consciência e gestos do coração, porque só no coração e na consciência é que se fundamentam os alicerces do glorioso Reino de Deus.


.Emmanuel



Essa mensagem, diferindo bastante nas palavras marcadas e [entre colchetes] foi publicada em dezembro de 1959 pela FEB no Reformador e é também a 25.ª lição do 1º volume do  livro “O Evangelho por Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

 

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