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Presença de Chico Xavier — Depoimentos diversos/Mensagens familiares

 

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Depoimento de Aparício Fernandes

O JARDINEIRO DA LUZ  n

 

Se meditarmos sobre as noites estreladas, perceberemos que a luz difusa do espaço não provém apenas dos astros visíveis aos nossos olhos, mas também de bilhões de sóis, semeados nas profundezas do infinito pela mão onipotente de Deus, e ocultos à visão humana pela limitação dos nossos sentidos. Do mesmo modo, a festa de perfumes que envolve os jardins ao romper das manhãs não é consequência apenas das rosas, mas também de inúmeras outras flores, solidárias e abnegadas em sua missão de encantamento. Estrelas há porém tão luminosas que, da profundidade dos abismos siderais, não conseguem tornar-se invisíveis; como há flores cujo perfume nos desperta vivamente a atenção, não obstante estarem modestamente situadas sob a folhagem de plantas mais aparatosas. Essas considerações nos ocorrem quando nos lembramos de um Homem que há 40 anos milita nas hostes do Amor e da Verdade, servindo a Deus e aos homens, como autêntico Jardineiro da Luz! Seu nome — Francisco. O afetuosíssimo Chico, cujo próprio nome já é uma predestinação à humildade! Todavia, dentro da sua modéstia e simplicidade, esse gigante espiritual jamais se deixou escravizar pelas ilusões transitórias do mundo, desde o dia em que nasceu, na singela cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Transcorria então o ano de 1910. 21 anos depois, em dezembro de 1931, o Brasil, estarrecido, tomava conhecimento da obra “O Parnaso de Além-Túmulo”, primeiro livro psicografado por Francisco Cândido Xavier. Uma plêiade de maravilhosos poetas, já desligados dos laços da matéria retornava através da mediunidade abençoada do jovem Chico Xavier, numa profusão de estilos e de maravilhas que deixaram boquiabertos os literatos e críticos, tão estreitamente familiarizados com as poesias desses mesmos poetas, durante a sua trajetória terrena. Não obstante o ceticismo e o orgulho que em todas as épocas atrofiam a mente humana, ninguém foi capaz de negar autenticidade àquela luminosa constelação de talentos, que fluiu para a Terra através de Chico Xavier. Desde então, esse missionário do Bem, perfazendo 40 anos de ininterrupto trabalho, vem espalhando luz e consolação através de seus livros psicografados, que já atingem à quase UMA CENTENA de títulos, com ALGUNS MILHÕES de exemplares espalhados por todo o mundo. Paralelamente, em Uberaba, onde agora reside, Chico Xavier ainda consegue tempo para dedicar-se a uma fecunda obra assistencial, traduzindo na prática a filosofia dos seus livros. As dimensões grandiosas deste Espírito jamais poderemos aquilatar, enquanto estivermos absorvidos pelas nossas vidazinhas mesquinhas! Mas, certamente, será da mesma estirpe de outro Francisco — o de Assis — que falava às aves e enternecia o coração do irmão lobo!

Dentre seus inúmeros livros, os romances “Paulo e Estêvão” e “Há Dois Mil Anos…”, ambos ditados pelo Espírito de Emmanuel e extraídos de fatos reais, despontam como autênticas obras-primas, pela perfeição literária e pelo conteúdo moral! Se é verdade (e É!) o que dizia Jesus, que “pelos frutos se conhece a árvore”, certamente está de parabéns a Doutrina Espírita, que nos deu, em Francisco Cândido Xavier, um exemplo tão expressivo e fecundo, capaz de comover e entusiasmar até mesmo os mais ferrenhos adversários do Espiritismo! Por tudo o que, em nossos dias, infelizmente, se tem escrito de pornográfico e censurável, por toda essa literatura frívola, amoral e perniciosa que envenena a mente dos jovens; por todos os livros materialistas, cínicos e oportunistas que embrutecem ainda mais a Humanidade, é que rogamos aos céus a permanência entre nós, ainda por muitos anos, de Francisco Cândido Xavier. Que outros livros nos venham através de suas mãos benfazejas e que as gerações do porvir saibam reverenciar a sua memória e beneficiar-se com o exemplo de um Homem que soube cumprir o seu dever para com Deus e para com seus irmãos menos esclarecidos. De um Homem cujo nome o Brasil espiritualizado do futuro jamais esquecerá: Francisco Cândido Xavier — o Jardineiro da Luz!

 

.Aparício Fernandes  n

 

.Elias Barbosa

 


[1] Aparício Fernandes, “BBB — Revista dos Editores — Boletim Bibliográfico Brasileiro”, Volume XV — 1967, janeiro/fevereiro — n.os 1-2 e março/abril — n.os 3-4, pág. 1.

 

[2]  Distinto jornalista, poeta e famoso trovador, residente no Rio.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

 

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