Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Parnaso de Além-Túmulo — Autores diversos


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Cruz e Souza


Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1862 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores.


Ansiedade

1 Todo esse anseio que tortura o peito,
Estrangulando a voz exausta e rouca,
Que em cada canto estruge e em cada boca
Faz o soluço do ideal desfeito;


2 Ansiedade fatal de que se touca
A alma do homem mau e do perfeito,
Sobe da Terra pelo espaço eleito,
Numa imensa espiral, estranha e louca,


3 Formando a rede eterna e incompreendida
Das ilusões, dos risos das quimeras
Das dores e da lágrima incontida;


4 Essa ansiedade é a mão de Deus nas eras,
Sustentando o fulgor da luz da Vida,
No turbilhão de todas as Esferas!…




Heróis

1 Esses seres que passam pelas dores,
Às geenas do pranto acorrentados,
Aluviões de peitos sofredores,
No turbilhão dos grandes desgraçados;


2 Corações a sangrar, ermos de amores,
Revestidos de acúleos acerados,
Nutrindo a luz dos sonhos superiores
Nos ideais maiores esfaimados;


3 Esses pobres que o mundo considera
Os humanos farrapos dos vencidos,
Prisioneiros da angústia e da quimera,


4 São os heróis das lutas torturantes
Que são, sendo na Terra os esquecidos,
Coroados nas Luzes Deslumbrantes!




Aos torturados

1 Torturados da vida, um passo adiante,
Nos desertos dos áridos caminhos,
Abandonados, trêmulos, sozinhos,
Infelizes na dor a cada instante!


2 Sobre a luz que vos guia, bruxuleante,
E além dos trilhos de ásperos espinhos,
Fulgem no Além os deslumbrantes ninhos,
Mundos de amor no claro azul distante…


3 Chorai! Que a imensidade inteira chora,
Sonhando a mesma luz e a mesma aurora
Que idealizais chorando nas algemas!


4 Vibrai no mesmo anseio em que palpita
A alma universal, sonhando, aflita,
As perfeições eternas e supremas!




A sepultura

1 Como a orquídea de arminho quando nasce,
Sobre a lama ascorosa refulgindo,
A brancura das pétalas abrindo,
Como se a neve alvíssima a orvalhasse;


2 Qual essa flor fragrante, como a face
Dum querubim angélico sorrindo,
Do monturo pestífero emergindo,
Luz que sobre negrumes se avistasse;


3 Assim também do túmulo asqueroso,
Evola-se a essência luminosa
Da alma que busca o céu maravilhoso;


4 E como o lodo é o berço vil de flores,
A sepultura fria e tenebrosa
É o berço de almas — senda de esplendores.




Anjos da paz

1 Ó luminosas formas alvadias
Que desceis dos espaços constelados
Para lenir a dor dos desgraçados
Que sofrem nas terrenas gemonias!


2 Vindes de ignotas luzes erradias,
De lindos firmamentos estrelados,
Céus distantes que vemos, dominados
De esperanças, anseios e alegrias.


3 Anjos da Paz, radiosas formas claras,
Doces visões de etéricos carraras
De que o espaço fúlgido se estrela!…


4 Clarificai as noites mais escuras
Que pesam sobre a terra de amarguras,
Com a alvorada da Paz, ditosa e bela…




Alma livre n

1 Um soluço divino de alegria
Percorre a todo Espírito liberto
Das pesadas cadeias do deserto,
Desse mundo de sombra e de agonia.


2 A alma livre contempla o novo dia,
Longe das dores do passado incerto,
Mergulhada no esplêndido concerto
De outros mundos, que a luz acaricia!


3 Alma liberta, redimida e pura,
Vê a aurora depois da noite escura,
Numa visão mirífica, superna…


4 Penetra o mundo da imortalidade,
Entre canções de luz e liberdade,
Forçando as portas da Beleza Eterna.




“Gloria victis”

1 Glória a todas as almas obscuras
Que caíram exânimes na estrada,
Onde a pobre esperança abandonada
Morre chorando sob as desventuras.


2 Glória à pobre criatura desprezada,
Glória aos milhões de todas as criaturas,
Sob a noite das grandes amarguras,
Sem conhecer a luz de uma alvorada.


3 Gloria Victis! Hosana aos desgraçados
Que tombaram sem vida, aniquilados,
Nos sofrimentos purificadores;


4 Que o Céu é a pátria eterna dos vencidos,
Onde aportam ditosos, redimidos,
Como heróis dos deveres e das dores!




Nossa mensagem

1 Essa mensagem de esperança e vida
Que endereçamos da imortalidade,
É a lição luminosa da Verdade
Que a Humanidade espera comovida.


2 Guardai a voz da Terra Prometida,
Nos exílios do pranto e da saudade;
Conservai essa vaga claridade
Da luz da eternidade indefinida.


3 Todo o nosso trabalho objetiva
Dar-vos a fé, a crença persuasiva
Nos caminhos da prova dolorosa.


4 Sabei vencer entre as vicissitudes,
Como arautos de todas as virtudes,
Sobre as ressurreições da alma gloriosa.




Oração aos libertos

1 Alma embriagada do imortal falerno,
Segue cantando, no horizonte claro,
O teu destino esplendoroso e raro,
Cheio das luzes do porvir eterno.


2 Mas não te esqueças desse mundo avaro,
O escuro abismo, o tormentoso Averno,
Sem as doces carícias do galerno
Das esperanças — sacrossanto amparo.


3 Volve os teus olhos ternos, compassivos,
Para os pobres Espíritos cativos
Às grilhetas do corpo miserando!


4 Abre os sacrários da Felicidade,
Mas lembra-te do orbe da impiedade,
Onde venceste a carne soluçando.




Céu

1 Há um Céu para o Espírito que luta
No oceano dos prantos salvadores,
Céu repleto de vida e de fulgores
Que coroa de luz a alma impoluta.


2 A canção da vitória ali se escuta,
Da alma livre das penas e das dores,
Que faz da vida a rede de esplendores,
Na paz quase integral e absoluta.


3 Considerai, ó pobres caminheiros,
Que na Terra viveis como estrangeiros,
De alma ofegante e coração aflito:


4 Considerai, fitando a imensa altura,
Os deslumbrantes orbes da ventura
Por entre os sóis suspensos no Infinito!




Aos tristes

1 Alma triste e infeliz que se tortura
No tormento que punge e dilacera,
Para quem nunca trouxe a Primavera
Dos seus pomos dourados de ventura;


2 Sou teu irmão e intrépido quisera
Trazer-te a luz que esplende pela Altura,
Afastando essa dor que te amargura
Nas ansiedades de uma longa espera.


3 Mas há quem guarde as gotas do teu pranto
No tesouro sublime e sacrossanto
Dos arcanos de luz da Divindade!


4 Há quem te faça ver as cores do íris
Da fagueira esperança, até partires
Nas asas brancas da Felicidade.




Beleza da morte

1 Há no estertor da morte uma beleza
Transcendente, ignota, luminosa,
Beleza sossegada e silenciosa,
Da luz branca da Paz, trêmula e acesa…


2 É o augusto momento em que a alma presa
Às cadeias da carne tenebrosa,
Abandona a prisão, dorida e ansiosa,
Sentindo a vida de outra natureza.


3 Um mistério divino há nesse instante,
No qual o corpo morre e a alma vibrante
Foge da noite das melancolias!…


4 No silêncio de cada moribundo,
Há a promessa de vida em outro mundo,
Na mais sagrada das hierarquias.




Mensageiro

1 Abri minhalma para os sofredores
Na vastidão serena dos Espaços,
Eu que na Terra tive sempre os braços
Presos à cruz tantálica das dores.


2 Epopeias de Sons e de Esplendores,
E os prazeres mais pobres, mais escassos,
E o mistério dos célicos abraços,
Dos Perfumes, das Preces e das Cores;


3 Tudo isso não vejo e vejo apenas
O turbilhão das lágrimas terrenas
— Taça imensa de gotas amargosas!


4 Da piedade e do amor eu trago o círio,
Para afastar as trevas do martírio
Do silêncio das noites tenebrosas.




Se queres…

1 Se queres a ventura doce, etérea,
De outro mundo de luz, indefinido,
Serás na Terra o filho incompreendido
Do Tormento casado com a Miséria.


2 Viverás na mansão triste, funérea,
Do Soluço, do Pranto, do Gemido;
Dos prazeres mundanos esquecido,
Outro Job pelas chagas da matéria.


3 Serás em toda a Terra o feio aborto
Das amarguras e do desconforto,
Encarcerado nas sinistras grades;


4 Mas um dia abrirás as portas de ouro
E encontrarás o fúlgido tesouro,
De benditas e eternas claridades.




À Dor

1 Dor, és tu que resgatas, que redimes
Os grandes réus, os míseros culpados,
Os calcetas dos erros, dos pecados,
Que surgem do pretérito de crimes.


2 Sob os teus pulsos, fortes e sublimes
Sofri na Terra junto aos condenados,
Seres escarnecidos, torturados,
Entre as prisões da Lágrima que exprimes!


3 Da perfeição és o sagrado Verbo,
Ó portadora do tormento acerbo,
Aferidora da Justiça Extrema…


4 Bendita a hora em que me pus à espera
De ser, em vez do réprobo que eu era,
O missionário dessa Dor suprema!




Noutras eras

1 Também marchei pelas estradas flóreas,
Cheias de risos e de pedrarias;
Onde todas as horas dos meus dias
Eram hinos de esplêndidas vitórias.


2 Tive um passado fúlgido de glórias,
De maravilhas de ouro e de alegrias,
Sem reparar, porém, noutras sombrias
Sendas tristes, das dores meritórias.


3 E abusei dos deveres soberanos
Sucumbindo aos terríveis desenganos
Do destino cruel, fatal e avaro;


4 Para encontrar-me a sós no mesmo horto
Que deixara, sem luz e sem conforto,
Sentindo as dores desse desamparo.




Sofre

1 Toda a dor que na vida padeceres,
Todo o fel que tragares, todo o pranto,
Ser-te-ão como trevas, e, entretanto,
Serás pobre de luz se não sofreres.


2 É que dos sofrimentos nasce o canto
De alegria dos mundos e dos seres,
Pois que a dor é a saúde dos prazeres,
O hino da luz, misterioso e santo.


3 Doma o teu coração, e, no silêncio,
Foge à revolta, humilha-o, dobra-o, vence-o,
Chorando a mesma dor que o mundo chora;


4 Abre a tua consciência para as luzes
E no mundo que o mal encheu de cruzes,
Do Bem encontrarás a eterna aurora.




Exaltação

1 Harmonias do Som, vibrai nos ares,
Nos horizontes, nas atmosferas;
Exaltai minhas dores de outras eras,
Meus passados, recônditos pesares.


2 Desdobrai-vos luzeiros estelares,
Sobre o aroma das novas primaveras;
Cantem no mundo todas as quimeras,
Aves e flores, amplidões e mares!


3 Vibrai comigo, multidões de seres,
Na concretização desses prazeres
Do meu sonho de luzes e universos…


4 Exaltai-vos na vida de minhalma,
E na grandeza infinda que se espalma
Sobre a glória sublime dos meus versos!




Vozes

1 Há sobre os prantos, há sobre as humanas
Vozes que se lamentam nas torturas,
Outras vozes mais doces e mais puras,
Como um coro dulcíssimo de hosanas.


2 As primeiras são feitas de amarguras,
As segundas, de bênçãos soberanas,
Sobre as dores sagradas ou profanas
Que pululam nas sendas mais escuras.


3 Sobe da Terra a queixa soluçando,
Silenciosa, muda, suplicando,
Remontando aos Espaços constelados;


4 Desce dos Céus a voz amiga e mansa,
Fortificando a vida da Esperança
— Patrimônio dos seres desgraçados.




Soneto

1 Nos labirintos dessa eternidade
Que nós vivemos luminosa e pura,
A alma vive na intérmina procura
Do filão de ouro da felicidade.


2 Quanto mais sofre, tanto mais se apura
No pensamento excelso da Verdade,
Vendo na auréola da Imortalidade
A alvorada risonha da ventura.


3 E ao fim de cada noite tormentosa,
Que é a existência na prova dolorosa,
Canta e vibra num dia de bonança.


4 Em torno da Verdade a alma gravita
Buscando a Perfeição pura, infinita,
Nessa jornada eterna da Esperança.




Glória da dor

1 Para aquém dessas cruzes esquecidas
Nas sepulturas ermas e desertas,
Há o turbilhão frenético das vidas
Sobre as estradas ásperas, incertas…


2 Inda há sânie das úlceras abertas
No coração das almas combalidas,
Gozadores de outrora entre as refertas
Das ilusões que tombam fenecidas.


3 Só uma glória mirífica perdura
Concretizando os sonhos da criatura
Cheia de crenças e de cicatrizes:


4 É a vitória da Dor que aperfeiçoa,
Luminosa e divina, humilde e boa,
Glória da Dor, que é pão dos infelizes.




Quanta vez

1 Quanta vez eu fitei essas fronteiras,
Horizontes, estrelas, firmamentos,
Presa de sonhos e estremecimentos
De esperança, nas horas derradeiras!…


2 Ah! meus longínquos arrebatamentos,
Amarguras e dores e canseiras,
Que vos fostes nas lágrimas ligeiras,
Como folhas levadas pelos ventos…


3 Quanta vez, abafando os meus soluços,
Como o errado viajor que cai de bruços
Sobre a íngreme estrada da agonia,


4 Ensináveis-me a ler a bíblia santa
Desta vida imortal que se levanta
Numa alvorada eterna de alegria!




Ide e pregai

1 Vós que tendes as rosas da bonança
Enlaçadas na fé mais doce e pura,
Ide e pregai, na noite da amargura,
O evangelho do amor e da esperança.


2 Toda luz da verdade que se alcança
É um reduto de paz firme e segura:
Dai dessa paz a toda criatura,
Sobre a qual vossa vida já descansa.


3 Espalhai os clarões da vossa crença
Na pedregosa estrada dessa imensa
Turba de irmãos famintos, torturados!


4 Conduzi a mensagem luminosa
Da caridade, lúcida e piedosa,
Redentora de todos os pecados.




Caridade

1 Caridade é a mão terna e compassiva
Que ampara os bons e aos maus ama e perdoa,
Misericórdia, a qual para ser boa,
De bens paradisíacos se priva.


2 Mão radiosa, que traz a verde oliva
Da paz, que acaricia e que abençoa,
Voz da eterna verdade que ressoa
Por toda a parte, promissora e ativa.


3 A caridade é o símbolo da chave
Que abre as portas do céu claro e suave,
Das consciências libertas da impureza;


4 É a vibração do Espírito divino,
Em seu labor fecundo e peregrino,
Manifestando as glórias da Beleza!…




Renúncia

1 Renuncia a ti mesmo! Renuncia
À mundana e efêmera vaidade:
Que em ti sintas a dúlcida piedade
Que as desgraças alheias alivia.


2 Do homem, esquece a lúrida maldade,
Prosseguindo na estrada luzidia.
E denodadamente engendra e cria
Teu próprio mundo de felicidade!


3 Parte o teu coração em mil fragmentos,
Ofertando-os ao mundo que te odeia
Com a bondade mais pródiga e mais pura.


4 Não olvides em meio dos tormentos:
— Renunciar em bem da dor alheia,
É ter no Além castelos de ventura.




Tudo vaidade

1 Na Terra a morte é o trágico resumo
De vanglórias, de orgulhos e de raças;
Tudo no mundo passa, como passas,
Entre as aluviões de cinza e fumo.


2 Todo o sonho carnal vaga sem rumo,
Só o diamante do espírito sem jaças
Fica indene de todas as desgraças,
De que a morte voraz faz seu consumo.


3 Nesse mundo de lutas fratricidas,
A vida se alimenta de outras vidas,
Num contínuo combate pavoroso;


4 Só a Morte abre a porta das mudanças
E concretiza as puras esperanças
Nos países seráficos do gozo!




Ouvi-me

1 Ó vós que ides marchando, almas sedentas
De paz, de amor, de luz, sob as maiores
Desventuras do mundo, sob as dores
De misérias, batalhas e tormentas…


2 Também senti as emoções violentas
Que palpitam nos peitos sonhadores,
E sustentei, varado de amargores,
Surdas batalhas, rudes e incruentas.


3 Também vivi as lágrimas obscuras,
Iguais às vossas, míseras criaturas,
Que tombais nos caminhos sem dizê-las!


4 Exultai, que uma vida eterna e grande,
Além da morte, esplêndida se expande
No coração sublime das estrelas!…




Felizes os que têm Deus

1 Entre esse mundo de apodrecimento
E a vida de alma livre, de alma pura,
Ainda se encontra a imensidade escura
Das fronteiras de cinza e esquecimento.


2 Só o pensador que sofre e anda à procura
Da verdade e da luz no sentimento,
Pode guardar esse deslumbramento
Da Fé — fonte de mística ventura.


3 Feliz o que tem Deus nessa batalha
Da miséria terrena, que estraçalha
Todo o anseio de amor ou de bonança!…


4 Venturoso o que vai por entre as dores
Atravessando o oceano de amargores,
No bergantim sagrado da Esperança.




Glória aos humildes

1 Ai da ambição do mundo, ai da vaidade
Que se mergulham sob a noite escura,
Noite de dor que além da sepultura
Nos afasta da vida e da verdade.


2 Só o caminho divino da humildade
Pode ofertar a luz radiosa e pura,
Que vem salvar a mísera criatura
Confundida no abismo da impiedade.


3 Pobres da Terra, seres infelizes
Cheios de prantos e de cicatrizes,
Levantai vosso olhar sereno e forte.


4 Não maldigais a ulceração da algema,
E esperai a vitória alta e suprema,
Que Jesus vos prepara além da morte.




Aos trabalhadores do Evangelho


1 Há uma falange de trabalhadores,
Espalhada nas sendas do Infinito,
Desde as sombras do mundo amargo e aflito
Aos Espaços de eternos resplendores.


2 É a caravana de batalhadores
Que, no esforço do amor puro e bendito,
Rompe algemas de trevas e granito,
Aliviando os seres sofredores.


3 Vós que sois, sobre a Terra, os companheiros
Dessa falange lúcida de obreiros,
Guardai-lhe a sacrossanta claridade;


4 Não vos importe o espinho ingrato e acerbo,
Na palavra e nos atos, sede o Verbo
De afirmações da Luz e da Verdade.


Cruz e Souza



[1] Vide nota 2 no final do volume. [É a nota a seguir.] — Este e outros sonetos de Cruz e Souza foram por ele mesmo traduzidos magistralmente em Esperanto, e as traduções ditadas ao médium Francisco Valdomiro Lorenz, que no-las remeteu. Por supormos fato inédito, deixamo-lo aqui registado. Essas traduções mediúnicas de versos em Esperanto foram publicadas em elegante volume, sob o título: Vocoj de poetoj el la Spirita Mondo.


As mensagens: Beleza da morte; Aos tristes; À Dor; Se queres; Mensageiro e Tudo vaidade foram publicadas também em 2010 pela editora VL na 3ª Parte do livro “Chico Xavier: O Primeiro Livro” e encontram-se devidamente relacionadas no Anexo A.


Texto extraído da 6ª edição desse livro. — Revista e ampliada pelos autores espirituais.

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