Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

O Espírito da Verdade — Autores diversos — F. C. Xavier / Waldo Vieira


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Mediunidade e Jesus

Cap. VI — Item 7.


1 Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.

2 É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, ( † ) José e Zacarias, ( † ) Ana e Simeão, ( † ) no estabelecimento da Boa Nova.

3 E segue adiante, enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo; ( † ) exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; ( † ) honorificando-a, nas atividades da cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas ( † ) dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, ( † ) e elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, ( † ) multiplicando pães e peixes para a turba faminta ( † ) ou apaziguando as forças da natureza. ( † )

4 E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, ( † ) traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes, ( † ) — o momento inesquecível do Evangelho, — quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.


5 Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.

6 Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe, — tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana, — porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso Divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.


Eurípedes Barsanulfo


Texto extraído da 1ª edição desse livro.

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