Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

O Espírito de Cornélio Pires — Cornélio Pires — F. C. Xavier / Waldo Vieira / Elias Barbosa


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O fazedor de caixões

1 O carapina Tonho Macambira,

Fazedor de caixões no Sítio Claro,

Estava rico à custa do descaro

Com que explorava a morte do caipira.


2 Dava aos doentes cuias de tiquira,

Queria sepultura e desamparo…

Parecia cachorro de bom faro

Tomando o cobre em contas de mentira.


3 Mas Tonho faleceu numa caçada…

Atirou nele mesmo, de arrancada,

Quando espantava abelha e muriçoca.


4 E seja pela culpa ou pelo peso,

O Espírito de Tonho ficou preso

Sete anos no barro com minhoca…


5 Obrigações pequeninas…

Nenhuma deixes sem trato.

Picada de maribondo

Castiga onça no mato.


6 Beleza, glória, alegria…

Não tomes festas em vão.

A festa desgovernada

É carro de contramão.


7 Humanidade — um só povo

Diante da vida imensa.

Esforço de cada um

Medida de diferença.


Cornélio Pires



[As poesias destacadas com o texto em cor diversa do negro são devidas à psicografia de Francisco Cândido Xavier, e as outras à de Waldo Vieira.]


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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