Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Opinião espírita — Emmanuel / André Luiz — F. C. Xavier / Waldo Vieira


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Fé em Deus

A Gênese — Cap. II — Item 7. n


1 Antes de Jesus, profetas e guerreiros asseveravam agir em nome da fé em Deus.

2 Moisés, conquanto venerável pela fidelidade e pela justiça, não hesitava na aplicação da ira, admitindo representá-lo.

3 Josué presumia proclamar-lhe a grandeza com bandeiras sanguinolentas, ao submeter populações inermes, além do Jordão.

4 David supunha dignificá-lo, quando conquistou a montanha de Sião, à custa do pranto das viúvas e dos órfãos.

5 Salomão acreditava reverenciá-lo, ao consumir a existência de numerosos servidores, amontoando madeiras e metais preciosos na construção do templo famoso que lhe guardou a memória.

6 E todos nós, em várias reencarnações, temos pretendido honorificar a fé em Deus, fomentando guerras e espoliando os semelhantes, através das crises de fanatismo e das orgias de ouro.


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7 O Espiritismo, porém, nos revela Jesus, abraçando o serviço espontâneo à Humanidade, como sendo a tradução da própria fé.

8 Embora livre, transfigurou-se em servidor da comunidade estendendo mais imediata assistência aos que se colocavam na última plana da escala social.

9 Sem nenhum juramento que o obrigasse a tratar dos enfermos, amparou os doentes com extremada solicitude.

10 Não envergava toga de juiz e patrocinou a causa dos deserdados.

11 Distante de qualquer compromisso na paternidade física, chamou a si as criancinhas.

12 Fora de todos os vínculos da política, ensinou o acatamento às autoridades constituídas.

13 Profundamente franco, era humilde em excesso com os ignorantes e com os fracos, e, profundamente humilde, era franco, tanto quanto se pode ser, com todos aqueles que conheciam as próprias responsabilidades, à frente dos preceitos divinos, fugindo de respeitá-los.

14 Passou no mundo, abençoando e consolando, esclarecendo e servindo, mas preferiu morrer a tisnar o mandato de amor e verdade que o jungia aos desígnios do Eterno Pai.


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15 Para nós, os cristãos encarnados e desencarnados, seja na luz da Doutrina Espírita ou ainda ausentes dela, é importante o exame periódico dos nossos testemunhos pessoais de religião, na experiência cotidiana, para sabermos o que vem a ser fé em Deus em nós e fé em Deus no Mestre que declaramos honrar.


Emmanuel


Texto extraído da 1ª edição desse livro.

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