Bíblia do CaminhoTestamento Xavieriano

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Militares no Além — Autores diversos


ANEXO A


Dados biográficos

MARECHAL ANTONIO JOSÉ MARIA PÊGO JUNIOR

Nasceu em 2 de julho de 1841, em Santos | SP Desencarnou em 7 de julho de 1907, no Rio de Janeiro | RJ. Era casado com Júlia Amália da Silva Pêgo. O casal teve três filhas: Júlia, Esther e Maria. O Marechal participou da Guerra do Paraguai e do Cerco da Lapa, no Paraná. Por sua atuação neste último conflito militar, foi injustamente condenado e, depois, absolvido. O livro intitulado O Marechal Pêgo e a Invasão do Paraná, de autoria do Cel. Cordolino de Azevedo, relata, com minúcias, este fato histórico.


GENERAL AURÉLIO DE AMORIM

Nasceu em 14 de agosto de 1869, em Manaus | AM. Desencarnou em 11 de novembro de 1952, no Rio de Janeiro | RJ. Era casado com Júlia Pêgo de Amorim. O casal teve seis filhos: Maria, Aurélia, Armando, Aramis, Mário e Iacy. Aurélio, além de militar, formou-se em Direito e foi Deputado Federal por seu estado natal. Foi, ainda, como se pôde deduzir pelas mensagens aqui colecionadas, provedor da Irmandade da Santa Cruz dos Militares por vários anos.


ANNA JUSTINA FERREIRA NERY

Nascida a 13 de dezembro de 1814, a baiana de Cachoeira de Paraguaçu era viúva do Capitão de Fragata Isidoro Antonio Nery, vindo a desencarnar em 20 de maio de 1880, no Rio de Janeiro | RJ. Foi a primeira enfermeira do Brasil.

Cinco homens de sua família foram convocados para a Guerra do Paraguai, de 1865 a 1870. Nesta ocasião, ela escreveu ao Presidente da Província da Bahia, de onde nunca saíra, querendo ir para o cenário da guerra como enfermeira: “Satisfarei, ao mesmo tempo, os impulsos de mãe e os deveres de humanidade para com aqueles que ora sacrificam suas vidas para honra e brilho nacionais, e pela integridade do Império.”

Seus dois irmãos da família Ferreira e seus três filhos dois médicos e um cadete — foram convocados para a guerra. As enfermeiras eram improvisadas. O número de enfermos excessivo. A pobreza material era extrema e a falta de higiene imperava onde reinavam o confinamento, a umidade e a promiscuidade. Os doentes comiam o que era possível e recebiam como “cordial” uma porção diária de aguardente ou cerveja. Nestas condições, poucos escapavam dos ferimentos graves. Morriam de cólera, tifo, disenteria, malária e varíola.

Anna Nery esteve em Corrientes, onde havia por aquela época seis mil soldados internados e poucas irmãs de caridade. Esteve ainda em Salto, Humaitá, Curupati e Assunção. Com seus recursos financeiros, fez construir na casa em que morara durante a guerra um enfermaria limpa e modelar, e aí trabalhou até o fim do conflito. Dizia-se que ela era a “mãe dos brasileiros”.

Após o término da guerra, quando regressou à Bahia, foi muito homenageada pelas mulheres baianas, além de ter sido condecorada e receber do imperador uma pensão vitalícia. Com os recursos que passou a receber como pensão, criou e educou quatro órfãos que trouxera do Paraguai.

A primeira escola oficial de Enfermagem de alto padrão fundada no Brasil em 1923 pelo médico Dr. Carlos Chagas tem, desde 1926, o nome de Anna Nery. A Semana da Enfermeira, instituída oficialmente, e que se realiza todos os anos, termina em 20 de maio, data do falecimento de Anna Nery. Seu retrato consta do acervo de personalidades ilustres na Câmara Municipal de Salvador | BA.



Nota da Organizadora | Editora: Biografia referenciada em HOUAISS, Antonio. Anna Justina Ferreira Nery. In: Mirador Internacional | ENCYCLOPAEDIA Britannica do Brasil, v. 15. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1979, p. 8.055-8.056. Imagem disponível em: http://www.algosobre.com.br/biografias/ana-neri.html . Acesso em 01 Fev. 2008.


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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