Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Luz no caminho — Emmanuel


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Indignação

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!” — (Mateus 23.23)


1 Cristo nunca examinou o campo de seu apostolado, cruzando os braços com ternura doentia.

2 Numerosos crentes preferem a filosofia acomodatícia do “Deus faz tudo”, olvidando que devemos fazer o que esteja ao nosso alcance.

3 Ser cristão não é dilatar a tolerância com o mal, a começar de nós mesmos.

4 A indignação contra os prejuízos da alma deve caracterizar os sinceros discípulos do Evangelho.

5 Jesus indignou-se contra a hipocrisia de sua época, contra a insegurança dos companheiros, contra os mercadores do Templo.

6 Como protótipo da virtude, o Mestre nos ensina a indignarmo-nos. Suas reações nobres verificam-se sempre, quando estavam em jogo os interesses dos outros, o bem estar e a clareza de dever dos semelhantes.

7 Quando se tratava de sua personalidade Divina, que pedia Cristo para si? Que disputou para si mesmo no apostolado?

8 A voz Divina que se levantou com enérgica majestade no Templo para exortar os vendilhões era doce e humilde no dia do Calvário.

9 Para os outros trouxe a salvação, o júbilo e a vida, defendendo-lhes o interesse sagrado com energia poderosa, para Ele preferiu a cruz e a coroa de espinhos.

10 Na nossa indignação, desse modo, é sempre útil saber o que precisamos para nós “e o que desejamos para os outros”.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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