Bible of the WayBíblia do Caminho  † Xavierian TestamentTestamento Xavieriano

Índice Página inicial Próximo Capítulo

Janela para a vida — Autores diversos ©

 

7

 

Assuntos da vida

“Morte clínica” e desencarne, amor, eutanásia, psicanálise, vida pulsante do Universo, sexo e evolução, divórcio, marxismo, o fim das guerras, a arte de envelhecer, etc.

Com mais de dez comensais à mesa, naquele meio-dia de sábado, o médium Xavier pede que cada um se sirva daquilo que preferir, enquanto ele próprio serve refrigerante aos presentes.

Finda a refeição, e antes que Chico Xavier se retire para um repouso de meia hora recuperando energias para a tarefa evangélica de sábados à tarde, retenho-o por alguns instantes em palestra sobre planos para este livro. Sugeri-lhe que o título fosse “Janela para o Céu”, tendo ele preferido que o título seja “Janela para a Vida”, já que seu tema principal é a mediunidade.

Enquanto concordava com ele que sua sugestão era a mais indicada, notei que o médium Xavier me observava com uma expressão indefinível. Ou melhor, aquele olhar compassivo e doce, compreensivo e profundo, não era o olhar de Chico Xavier a que eu me habituara.

Aquela luz vertendo do Mais Alto proporcionava-me sentimentos de profunda paz, aliados a uma indescritível vontade de superar-me em minhas limitações, de já me ter libertado das algemas das ilusões materiais. Uma luz de inavaliável beleza, vinda de regiões desconhecidas de minha alma, mas presentes nas mais recônditas esperanças de meu espírito sedento de Luz e Sabedoria Divina.

Poderia afirmar tratar-se de Emmanuel, o Benfeitor e o Amigo dos necessitados. Seja como for, penso que nunca esquecerei os vívidos sentimentos que me avassalaram a alma naqueles breves e infinitos minutos de enlevo espiritual.

Antes de recolher-se aos seus aposentos, o médium Xavier entregou-me um envelope contendo respostas às perguntas que eu lhe formulara em várias folhas datilografadas.

Tratando de muitos e variados assuntos, disse ao médium que respondesse somente as que lhe parecessem mais apropriadas ou significativas. Apesar disso, nem uma só ficou sem resposta. Ei-las:

 


 

Psicanálise

1.  — A psicanalista Karen Horney afirma que enquanto dormimos verifica-se oculta atividade mental inconsciente, fazendo com que, ao acordarmos, encontremos a impensada solução para esse ou aquele problema que nos preocupava até antes de adormecermos. Como no caso do famoso problema matemático, cuja solução aparece pronta pela manhã… Acha que essa imperceptível atividade onírica, que tantas vezes nos oferece soluções surpreendentes, é de ordem puramente mental, da própria pessoa, ou pode ter o concurso de Espíritos afins?

R — Respeito a interpretação da ciência psicológica com referência à nossa vida mental inconsciente, entretanto, creio que, na maioria dos casos em que despertamos após o sono comum com determinadas “soluções prontas” para problemas que nos inquietavam, isso se deve ao amparo de Espíritos Amigos e Benfeitores que nos estendem auxílio, quando a nossa mente repousa entre as atividades de vigília. Aliás, não nos seria licito esquecer que os magnetizadores, mesmo entre nós, os espíritos encarnados, conseguem prestar valioso auxílio aos companheiros por eles magnetizados, enquanto se encontram esses, no estado de hipnose, sem que eles, os magnetizados, conservem, pelo menos temporariamente, qualquer lembrança dos benefícios recebidos.

 

2.  — Mais ou menos dentro dessa mesma teorização Karen Horney denomina de insight o fenômeno conscientizador da mente humana, termo que em nossa língua equivaleria ao famoso “estalinho do Padre Vieira”. Por exemplo, segundo Horney: se eu sinto medo de lugares altos, no instante em que me dou conta desse temor, tenho um primeiro insight conscientizador. Se, eventualmente, mais tarde consigo descobrir as causas desse medo das alturas, tenho um novo e mais amplo insight, capaz até mesmo de diluir o medo que me atormenta. À luz da Espiritualidade, como definiria o enfoque dessa lúcida psicanalista?

R — Compreendemos o fenômeno não só por socorro indireto de amigos desencarnados, como também por impacto de recordações instintivas, decorrente de circunstâncias em que a personalidade reencarnada recapitula experiências pelas quais haverá passado em existências anteriores.

 

3.  — De acordo com teorias psicanalistas, a neurose é uma anomalia que induz o paciente a sentir exagerada necessidade de afeto e aprovação por parte das pessoas e do meio em que vive. Qual o remédio eficaz para as afecções neuróticas e as obsessões da alma?

R — Admitimos que o conhecimento dos princípios reencarnacionistas, auxiliando-nos a aceitar com paciência e coragem os problemas e provações criados por nós mesmos, com o aprendizado e prática da tolerância recíproca nos imunizará contra os prejuízos das neuroses, auxiliando-nos, igualmente, na cura das obsessões.

 

4.  — Que diria aos pais que inconscientemente suscitam em suas crianças a ideia de que seu direito à vida de certa forma depende exclusivamente de que elas, como filhos, correspondam às expectativas nelas depositadas pelos pais?

R — Com a maturidade espiritual necessária, o homem perceberá que os filhos são Espíritos imortais, independentes dos pais, que lhes são tutores perante Deus e a Vida. Isso desfará a ilusão de que os filhos são cópias dos genitores que lhes propiciaram a formação de novo corpo, na Terra, conquanto saibamos que, em numerosos casos, os filhos se parecem extraordinariamente com os pais, conforme os princípios da afinidade, compreensíveis em nossas vivências comuns.

 

5.  — Goethe afirmou certa vez que no mundo só existiu e existe um único conflito: o conflito entre a incredulidade e a fé. Você concorda com tal síntese?

R — Cremos que o admirável poeta condensou todo um mundo de pensamentos complexos na síntese apresentada, porque renteando com esse conflito entre a incredulidade e a fé, somos induzidos a reconhecer outros, como sejam os conflitos entre o ódio e o amor, entre o equilíbrio e o desequilíbrio, e outros muitos, entre os quais lidamos e lutamos, todos, nós, à busca de nosso próprio burilamento.

 

6.  — Você concorda com a teoria freudiana quando diz que problemas afetivo-sexuais mal resolvidos na infância e na mocidade criam problemas ao longo de toda a existência?

R — A educação do impulso sexual é trabalho não só para a infância e para a juventude, mas para todo o tempo da existência terrestre, continuando além da morte para as inteligências desencarnadas.

 

7.  — Acha válido o dogma psicanalítico que diz que até a idade de 3 ou 4 anos TUDO está formado na personalidade da criança, sendo o restante da existência nada mais que uma continuação do que até ali ficou construído dentro dela?

R — Ao que nos parece, o conteúdo da personalidade, formada na criança, é um testemunho eloquente da reencarnação, compelindo toda criatura humana a ser educada e a educar-se no curso da existência berço-túmulo.

 

8.  — Acha que a mamadeira, dada desde muito cedo à criança, pode criar um clima de artificialismo entre a mãe e o bebê, suscitando neste uma senda de insegurança que poderia prolongar-se pela vida a fora?

R — Um assunto para a pediatria que merece consideração.

 

9.  — Por que as crianças não têm medo da morte?

R — A amnésia parcial ou total em que se encontra o espírito encarnado no período da infância equivale a um estado de semi-consciência no qual a criança não dispõe de recursos para raciocínios mais profundos.

 

10.  — Há pais que a pretexto de uma educação liberal e sem tramas preferem nada esconder dos filhos, em termos de educação sexual. Alguns chegam a tomar banho despidos junto aos filhos, apesar de que isso poderia suscitar complexos de inferioridade ou outros. Alguns pais se permitem acariciar seus rebentos de maneira inconveniente, originando nestes uma espécie de pudor doentio. Peço consideração sobre isso.

R — Somos partidários do respeito recíproco entre pais e filhos, adultos e jovens, em todas as fases da vida. Cada espírito é um mundo por si, com a obrigação de descobrir-se a aprimorar-se, conquanto deva e possa receber o auxílio de outrem para isso, mas sempre na base do apreço mútuo.

 

11.  — Afirmam os médicos que uma criança já nascida sente inconscientemente, por intuição ou telepaticamente, quando seus pais tentam rejeitá-la, sendo que tal fato transparece nos desenhos e criações infantis pois ela considera o fato um assassínio embora nem justo nem injusto.

R — Verdade. O espírito do nascituro, mais ou menos conscientemente, conhece as disposições dos pais a seu respeito.

 

12.  — Que é pior para a criança ou para o adolescente: a violência que vê na televisão ou no cinema, ou a que presencia ao redor de si?

R — Qualquer violência, em qualquer lugar e em qualquer tempo, é prejudicial ao autor e aos que lhe assistem a exteriorização, seja qual for a idade do espectador.

 

13.  — No livro Vida e sexo, cap. 21, Emmanuel nos fala dos problemas das minorias sexuais e a necessidade de respeito fraterno para com esses irmãos em prova. Observa-se na sociedade atual que a predominante maioria dos heterossexuais habitualmente ridiculariza aqueles que não lhe seguem a prática, o mesmo acontecendo com certos núcleos religiosos que veem o problema sob o prisma de endemonianamento no plano da unicidade da existência. Acha você que, no futuro, as religiões irão compreender melhor a situação de resgate desses irmãos, amparando-os mais adequadamente?

R — Em matéria de relacionamento sexual tão só o tempo com a maturidade espiritual da maioria das criaturas encarnadas na Terra é que solucionará o problema da compreensão necessária ao equilíbrio e à segurança dos grupos sociais.

 

14.  — De todos os relacionamentos entre seres humanos (materno-paterno, amistoso, social, profissional, de companheirismo, etc.), nenhum me parece mais conflitante que o relacionamento entre homem e mulher. Por que são tão raros os casais que vivem num clima de harmonia perfeita?

R — O relacionamento entre os parceiros da vida íntima no lar, na essência, é uma escola ativa de aperfeiçoamento do espírito. Até que duas criaturas alcancem o amor integral, uma pela outra, sob todos os aspectos da individualidade, é compreensível o atrito mais ou menos frequente entre ambas, visando ao burilamento recíproco.

 

15.  — Quando um dos cônjuges não assume a responsabilidade na parte que lhe toca na sustentação do equilíbrio recíproco, qual a responsabilidade do outro que for buscar fora do lar vinculações extraconjugais?

R — Alguém que fira outro alguém, depois dos compromissos afetivos devidamente assumidos em dupla, é responsável pela lesão psicológica que cause, criando para outrem e para si mesmo dificuldades que só pelo amparo do tempo conseguirá resgatar.

 

16.  — Por que nunca há divórcio entre os Espíritos sublimados no Bem?

R — Os espíritos sublimados nas leis do Bem aprenderam a amar sem exigência e a aceitar as pessoas amadas como realmente são ou estão.

 

.Emmanuel

 

Mediunidade

 

17.  — Muitas pessoas presumem ou estão convictas de que você, não possuindo nenhum curso acadêmico capaz de oferecer condições de poder escrever os livros que levam seu nome, dedica-se intensivamente ao hábito da leitura, surgindo daí a cultura que adquiriu ao longe dos anos. Pode dizer-nos quantos livros lê por mês? Poderia acrescentar algo acerca desse presumido autodidatismo?

R — Realmente são muitas as pessoas que me supõem na condição de uma criatura que devora livros e mais livros. Não me ofendem com isso. Ficaria até mesmo feliz se assim fosse. Acontece, porém, que comecei a trabalhar profissionalmente aos dez janeiros de idade e, desde 1931, sou portador de enfermidade irreversível num dos olhos. Em vista disso, nunca pude ler excessivamente, conquanto seja um dever para cada pessoa cultivar-se quanto lhe seja possível. Nos anos últimos, a fim de poupar trabalho aos poucos recursos visuais de que disponho, procuro realmente ler apenas livros que me sejam recomendados por amigos para não perder forças experimentando leituras que não me trariam qualquer proveito.

 

18.  — Ao descrente não será difícil afirmar que o livro psicografado, do Espírito André Luiz, sob o título Nosso lar, é pura ficção científica sob enfoque espiritual. Qual sua opinião?

R — Pessoalmente guardo a convicção de que o livro Nosso Lar nos oferece plena realidade da vida além da morte física. Os contatos mediúnicos com André Luiz e outras entidades da Vida Maior não me deixam qualquer dúvida quanto a isso.

 

19.  — A respeito da auto-imunização contra os males e tentações da fama, Einstein fez o seguinte comentário: “A única forma de iludir a corrupção pessoal dos elogios é seguir trabalhando. A gente sente a tentação de deter-se para escutar os que nos elogiam. A única coisa a fazer é não prestar atenção e continuar trabalhando. Não há nada melhor que o trabalho”. Qual sua fórmula ou meio de defesa ante as tentações da fama?

R — Não me considero com créditos para adquirir popularidade. Mas devendo responder à pergunta creio que a fama é uma grande oficina de fotografias. Uma criatura conquista renome e, com isso, passa a ser vista por numerosas pessoas que simpatizam ou não simpatizam com ela. Começam aí as “fotos” da pessoa em causa. Cada amigo ou cada adversário apresenta a imagem que mentaliza e os retratos falados ou comentados vão aparecendo. Entretanto, no íntimo penso que uma criatura famosa se vê, na realidade, tal qual é, com muito mais necessidade de amparo a fim de viver do que de popularidade, embora, a meu ver, as pessoas famosas devam ser agradecidas a quantos lhes dispensam atenção. Não conhecia a fórmula de Einstein para que alguém se imunize contra os riscos do elogio, mas nela encontro um modelo de equilíbrio e sensatez. Aliás, Emmanuel sempre me adverte que o trabalho é o caminho para a verdadeira paz, quando o trabalho se encontre alicerçado no bem. Refiro-me ao assunto com o respeito que me vincula à indagação, mas preciso esclarecer que, quanto a mim, nunca precisei estar vigilante contra os inconvenientes da fama, de vez que nada fiz para conquistá-la e se trabalho sempre é porque preciso aprender a servir, em meu próprio benefício, competindo-me ainda acrescentar que os Espíritos Amigos me ensinam que devo sempre trabalhar porque, sinceramente, não tenho algo de melhor para fazer.

 

20.  — Uma das afirmações mais interessantes de Einstein é a de que o ser humano, de um modo geral, não utiliza mais do que 10% de sua capacidade mental. Quanto aos restantes 90% dessa capacidade, poderiam ser alcançados exclusivamente através de desdobramentos mentais, isto é, sem o concurso do Espírito?

R — Os Benfeitores Espirituais comumente nos dizem que, o tempo, com a evolução do ser humano, através de múltiplas experiências, a todos nos ensinará como aproveitar toda a capacidade mental de que somos dotados.

 

21.  — Durante os quase seis anos da Segunda Guerra Mundial, médicos e psicólogos europeus constataram um decréscimo no número de doenças mentais enquanto perdurou o conflito. Encerrada a guerra, as estatísticas constataram a reintensificação das doenças psíquicas. Como isso pode ser explicado?

R — A opinião aqui exposta pertence ao nosso Emmanuel. Diz nosso Amigo Espiritual que, no curso das provações coletivas, somos instintivamente induzidos a trabalhar em auxílio do próximo, com esquecimento de nós mesmo e, com isso, aprendemos espontaneamente solidariedade, união, tolerância e entendimento recíproco, imunizando-nos contra muitas das doenças consideradas mentais. E acrescenta que se nos decidirmos a trabalhar, todos nós, voluntariamente, uns pelos outros, sem propósitos de egoísmo e ambição, nos tempos de paz, teremos sempre os mesmos resultados. Isso acontece em nosso atual estágio evolutivo, porque carregar as dificuldades alheias, auxiliando aos outros com amor e desinteresse é muito mais fácil que carregar, sozinhos, o peso mental de nós mesmos.

 

Moradas do Universo

 

22.  — A cada 76 anos o cometa Halley visita regularmente o nosso Planeta, encantando e ao mesmo tempo atemorizando a comunidade terrestre com sua cauda esplendorosa de 32 milhões de quilômetros. Em 1986 essa “visita luminosa” repetir-se-á indesviavelmente. Haverá algum significado espiritual ou existencial, ainda não percebido pela Humanidade, nessa matemática periodicidade? Que espécie de vida poderia existir num cometa como esse?

R — O assunto é de resposta impraticável para os obreiros do Evangelho do Cristo, de vez que demanda ciência absoluta, o que nos induziria provavelmente a regiões polêmicas sem proveito para as construções do homem interior.

 

23.  — Os chamados “poços negros” do espaço exterior têm provocado crises de espanto e perplexidade entre físicos e astrônomos de todo o mundo. Com um empuxo gravitacional de força quase infinita, inexistindo em seu interior o espaço-tempo e a matéria tais como os conhecemos, o aturdimento entre os cientistas é tal que até aqui eles não encontraram um caminho ou premissa capaz de induzi-los, pelo menos, a conjeturas teóricas. Há algo que possa ser dito capaz de libertar alguma luz sobre o impenetrável significado dessa incógnita do mundo físico sustentada pela Sabedoria Divina?

R — Um tema para os cientistas, cujos labores e realizações profundamente respeitamos.

 

24.  — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão, além do Sol, são astros do nosso sistema solar que poderiam abrigar a vida em suas variadas manifestações. Você confirma que lá existem formas de vida mais, ou menos, densas em conteúdo perispiritual, ou seja, mais, ou menos, evoluídas que a nossa própria?

R — Uma gota d’água comum é um mundo microscópico, intensamente habitado. Não existem planetas vazios de vida, mas as formas de manifestação da vida variam ao infinito e não nos serviria a penetração num terreno de discussões inoportunas ou estéreis.

 

25.  — Que é que você provavelmente pensaria se, tal qual os astronautas do Projeto Apolo, pudesse ver a Terra à distância, pequenina e frágil ante a imensidão do Universo?

R — A Terra, observada à imensa distância nas vastidões do Cosmo pode ser considerada pequena moradia das criaturas em evolução, confrontada com outros mundos da galáxia, mas examinada pelo sentimento, em qualquer ângulo pelo qual se nos apresente é maravilhosa mansão do Espírito, pelos bens inestimáveis que a todos nos proporciona.

 

26.  — De algumas décadas a esta parte vem se acentuando, nos mais variados países e continentes, os testemunhos, alguns insuspeitos, de pessoas que mantiveram contatos diretos com seres de outras civilizações do Espaço Sideral. Seriam seres de mundos mais evoluídos que o nosso, aqui vindos com propósitos ainda não definidos. Você crê que num futuro mais ou menos próximo esses seres venham a estabelecer contatos oficiais com pessoas ou grupos organizados do nosso Planeta? Em que aspecto isso iria contribuir para uma maior elevação do pensamento humano?

R — Consideramos que o problema proposto pertence ao domínio da ciência, mesmo porque, nós outros, os espíritos desencarnados, somos habitantes de outras faixas evolutivas do Planeta, quase que em comunicação constante com os irmãos corporificados no Plano Físico, sem que muitos companheiros da Humanidade estejam conscientizados a respeito disso.

 

.Emmanuel

 

Acerca da morte

27.  — De acordo com renomados meios científicos a “morte clínica” de uma pessoa se verifica quando o cérebro deixa de dar registros de atividade cerebral, mesmo que o coração ainda esteja batendo. Do ponto de vista espiritual, em que preciso instante ocorre a desencarnação da alma?

R — A desencarnação não é uma ocorrência absolutamente igual para todos. Por isso mesmo consideramos por desencarnação o estado do Espírito que já se desvencilhou de todos os liames que o prendiam ao corpo propriamente material.

 

28.  — Será lícito manter-se uma pessoa viva por recursos inteiramente artificiais quando não reste nem uma só esperança de que essa pessoa possa sobreviver sem tal artificialismo?

R — A ciência na Terra pode, em muitos casos, realizar processos artificiais de retenção do Espírito no corpo físico, mas sempre a título precário, sem ligação com as realidades definitivas da vida.

 

29.  — Como se explica o caso da norte-americana que jaz inconsciente num leito há anos e que, mesmo retirada da tenda de oxigênio que amparava sua vida física continua vivendo contra todas as previsões médicas?

R — Um problema na lei de causa e efeito a que a ciência no mundo, muito louvavelmente, não aplicou a eutanásia, permitindo que as leis superiores da existência claramente se manifestem.

 

30.  — Em meio ao pragmatismo da era atual uma onda de misticismos e magia parece avassalar amplas comunidades humanas, induzindo-as a movimentos de fanatismo e loucura. Tivemos um exemplo disso na Guiana, quando mais de 900 pessoas foram induzidas ao autoextermínio por um desses líderes do fanatismo impregnado de violência. Qual a palavra orientadora do Plano Mais Alto sobre tais movimentos?

R — A doutrina Espírita, restaurando os ensinamentos de Jesus, pede ao homem discernimento e não o exonera da responsabilidade sobre os próprios atos.

 

.Emmanuel

 

Painel

 

31.  — O poder da palavra. Com a palavra podemos edificar ou destruir vidas, reerguer ou arruinar esperanças, balsamizar ou acicatar feridas, etc. Quantas pessoas não esperariam apenas uma palavra nossa para se erguerem às alturas celestiais ou se jogarem no mais escuro abismo. Toda palavra é um mundo de cintilação cambiante. Pediria considerações da Espiritualidade acerca da profunda influência e instrumentalidade da palavra nos dois Planos da Vida.

R — A palavra é tão importante, em qualquer domínio da vida, que o próprio Apóstolo João começa a narrativa evangélica que nos legou com o trecho inesquecível: “No princípio era o Verbo…”. (Jo)

 

32.  — Espera mudanças ou modificações no instituto do dogma, abrindo oportunidades novas à propagação do Cristianismo Redivivo?

R — Com os instrutores da Vida Maior acreditamos que as instituições cristãs, em futuro próximo ou talvez ainda um tanto distante, farão grandes aberturas nos princípios criados por elas mesmas, para que sejam os ensinamentos de Jesus interpretados com base nas realidades simples da vida.

 

33.  — Como vê a opção feita por milhares de pessoas entregues à uma religiosidade mística, que se refugiam na intimidade de mosteiros e carmelos, preferindo desta forma a pura contemplação de Deus, em vez do esforço de relacionamento e troca com os seres humanos, seus iguais que vivem no mundo cá fora?

R — Entendemos a inconveniência da solidão e da inércia, em nome da fé; no entanto, será justo reconhecer que os refúgios da Religião para o exercício da vida conventual tiveram manifesto valor para milhares de criaturas portadoras de conflitos psicológicos ou vítimas de anseios que os preconceitos do mundo positivamente hostilizavam e que se reconheciam em muito melhores condições, no passado, nas casas de oração, consagradas à confiança em Deus e ao estudo sos problemas espirituais do que hoje, se procurassem abrigo e segregação em sanatórios e recantos de repouso mental. Conservamos, aliás, a convicção de que esses recantos de solidariedade e disciplina religiosa serão restaurados no futuro, não apenas para a contemplação de Deus, mas para a crença em Deus com trabalho e proveito para a vida comunitária, já que teremos inevitavelmente, reencarnados na Terra, por muito tempo ainda, milhares de companheiros em pesadas dificuldades psicológicas ou marcados por frustrações, para os quais a cura ou o tratamento pela fé e pela terapêutica ocupacional serão de eficiência mais ampla do que os processos curativos aconselhados, na atualidade, nas terapias que se interligam com a patologia da mente, muito embora não nos seja lícito esquecer ou desprezar o valor inconteste da medicação moderna em numerosos casos específicos.

 

34.  — O instrumento da mediunidade tem sido comparado a um telefone. Toca do lado de lá e alguém poderá ou não atender ao nosso chamado. Às vezes o chamado vem de lá, mas o aparelho não está em condições de recepção. Esta segunda hipótese ocorre com mais frequência do que a primeira, ou se dá o inverso?

R — A segunda hipótese é muito mais frequente nas tentativas de intercâmbio espiritual. Entretanto, qual ocorria nas comunidades terrestres de outro tempo, sequiosas por facilidade de comunicação uma com as outras, antes da era do telefone, há que esperar a época em que os desencarnados consigam recursos mais amplos para a troca de notícias com os irmãos domiciliados no Plano Físico, a fim de que o problema seja devidamente solucionado.

 

35.  — Em termos espirituais o marxismo é um mal em si mesmo?

R — O assunto é de natureza política, pertinente à responsabilidade dos irmãos transitoriamente encarnados na Terra, sem conexão com as nossas construções espirituais. Entretanto, os amigos ainda residentes no mundo podem estar de braços dados conosco, os amigos que já atravessamos as barreiras da Grande Mudança.

 

36.  — Quando jovem, vinculado a conflitos emocionais, frequentei consultórios de psicanalistas por mais de ano. Certos problemas pessoais, como a timidez, por exemplo, foram solucionados com a ajuda dessa venerável ciência. Para outras questões existenciais, tais como “de onde vim, por que estou aqui, para onde vou”, a Psicanálise não teve, não tem, nenhuma resposta. Inobstante, todo o panorama modificou-se para mim a partir do dia em que aceitei convictamente a Lei das Vidas Sucessivas, através da reencarnação. Agora a minha pergunta é: que acontecerá com os líderes religiosos do mundo atual quando ficar cientificamente comprovado ser a Reencarnação uma lei tão precisa e inelutável quanto o é, por exemplo, a lei da gravidade. Quando tal ocorrer não haverá modificações profundas no próprio governo terrestre que esteja na administração do planeta?

R — Os princípios da reencarnação, quando forem aceitos pela Ciência na Terra, conseguirão liquidar aflitivas questões do espírito humano; entretanto, não seria justo, de nossa parte, impor a verdade ou exigi-la em bases de violência. Enquanto na experiência física, saibamos recolher da Ciência os benefícios que ela nos consiga prestar, sem reclamar-lhe realizações que ela própria considere de caráter prematuro.

 

37.  — Qual a solução profunda para o problema da violência nos grandes centros urbanos?

R — Admitimos que a violência pode e deve ser contida pelos órgãos de repressão, mas acreditamos que será erradicada do campo humano somente quando nos voltarmos todos — os Espíritos vinculados à Terra — para o serviço de educação a partir da criança recém-nascida.

 

38.  — Jean Jacques Rousseau afirmou que o homem nasce essencialmente bom e a sociedade o torna mau. Certo ramo evolucionista contradiz essa tese ao contrapropor que o ente humano nasce rude e primitivo e que os choques da vida é que o vão tornando bom. Erich Fromm por sua vez acrescenta que o homem não é essencialmente bom nem mau, no fundo ele é apenas contraditório. Sob prisma espiritual, qual é a essência da criatura humana?

R — Ante a grandeza do Universo somos inevitavelmente compelidos a reconhecer na criatura humana um Espírito imortal, em evolução no rumo da Vida Superior, cujo burilamento não prescinde das relações com as demais criaturas do mesmo nível de inteligência, a fim de que se lhe acentue a compreensão e se lhe aprimorem os sentimentos, em demanda dos cimos do progresso e da elevação a que aspira alcançar.

 

39.  — No Além a decomposição da luz através de um prisma etérico gera cores desconhecidas do homem terrestre? Pode dizer-nos quais e como são essas cores?

R — No Mais Além, outras cores se nos descortinam às percepções, na decomposição da luz, mas não encontramos as palavras adequadas para definir a ocorrência, nas áreas atuais do conhecimento terrestre.

 

40— Afirmam os especialistas terrestres que a cor é dimensão, peso, iluminação, temperatura, simbolismo e emoção. Explicam, por exemplo, que o amarelo é iluminativo, alegre, quente. Alaranjado é cor excitante; ele é eufórico, digestivo, dinâmico. Violeta é cor mística, atormentada, fria. Já o azul é cor atmosférica, tranquilizadora, esperançosa. Alguns estudiosos vêm afirmando que a música, por seu turno, irradia cores, invisíveis ao olho humano, mas nem por isto menos reais, o que, aliás, é amplamente confirmado nos livros de André Luiz. A cor é importante para a interação e evolução do Espírito nos Dois Planos da Vida?

R — Consideramos a poesia dos especialistas terrestres, no terreno das cores, por ingrediente respeitável nas definições expostas e não nos consideramos capazes de lhe aditar ponderações científicas por falta de termos próprios que funcionariam em apoio da argumentação que porventura pudéssemos agora articular. Quanto à música é certo que ela irradia cores, a traduzir-se em espectro multicor. Reconhecemos, outrossim, que a cor se reveste de muita importância para a harmonização e evolução do Espírito, seja no Plano Físico ou no Plano Espiritual.

 

41.  — Já no crepúsculo da existência física o encanecido Platão deu a seguinte definição de Deus: “Deus deve ser para nós a medida de todas as coisas, muito mais que qualquer homem, como hoje em dia se apregoa. Quem quiser tornar-se agradável a um ser tão eminente, deve, necessariamente, assemelhar-se a Ele o mais possível. Eis a razão por que é agradável a Deus um homem ponderado, pois este se Lhe assemelha, ao passo que o irrefletido não se parece com Ele, incorre na sua inimizade e termina na improbidade; e em tudo o mais acontece o mesmo”. Preponderava na época de Platão a teoria sofista, que pretendia fazer do homem a medida de todas as coisas. De qualquer forma, se refletirmos que tal definição foi emitida quase cinco séculos antes de Cristo, não lhe parecem admiráveis as palavras do discípulo preferido de Sócrates?

R — As expressões do grande filósofo são indiscutivelmente admiráveis e, a nosso ver, preparavam os ouvidos humanos para entenderem a afirmativa do Cristo: “Sede perfeitos, tanto quanto perfeito é o vosso Pai Celestial”. (Mt)

 

42.  — Concorda com o pensamento de que a pessoa descrente de Deus, mesmo que tal não seja só por mera revolta, no fundo o que deseja é não acreditar no Espírito imortal e nas implicações morais e de comportamento que uma tal crença na Suprema Divindade trariam para a pessoa?

R — Estamos na convicção de que assim é, Frequentemente observamos que a pessoa culta, quando não admite a sobrevivência do Espírito além da morte, não raro também se declara descrente da existência de Deus, muitas vezes criando teorias que lhe justifiquem o ateísmo, unicamente para não aceitar as responsabilidades que a certeza da existência de Deus e da imortalidade da alma implicam, nela mesma.

 

43.  — O pensador Holbach, um dos pilares do materialismo dialético, fez certa vez a seguinte afirmação: “À luz de um exame o nome de Deus sobre a Terra se manifesta apenas como pretexto das paixões humanas. Quando o homem adora Deus, adora a si mesmo”. Chegados ao mundo espiritual, o que normalmente ocorre com os superdotados de inteligência e que utilizaram esse dom para negar e confundir os caminhos que levam o homem a Deus?

R — Sabemos que no Plano Espiritual, os que se utilizaram na Terra do nome de Deus para extravasarem as paixões próprias, mais enquistados se tornam nessa atitude infeliz, adorando a si mesmos e tiranizando as criaturas culpadas em nome do Criador. Isso ocorre com as inteligências que desertaram do bem — que é o Bem de todos — de vez que os Espíritos, encarnados ou desencarnados, que amam a Deus, procuram revelar esse amor junto aos semelhantes, neles encontrando os seus próprios irmãos e, igualmente, filhos de Deus.

 

44.  — Como se explica que homens do porte intelectual de Charles Darwin e Sigmund Freud se tenham auto-proclamado ateus?

R — Temos a impressão de que cientistas do porte de Darwin e Freud, se afirmando ateus estariam intimamente procurando a tranquilidade da fé religiosa, na torturante indagação que lhes assinalava a mente insatisfeita. Na imensidade das perquirições mentais em que viviam, a solução do problemas de vida interior em que se fixavam seria muito difícil, no curto espaço de tempo em que perdura uma só das múltiplas existências humanas.

 

45.  — Perplexo, bradava Jó em seu infortúnio (9.32,ss.): “Deus não é um homem semelhante a mim, a quem eu possa retrucar e que possa entrar em juízo comigo. Não existe entre nós juiz intermediário que possa sobre nós estender sua mão. Assim mesmo me dirijo ao Onipotente; desejo unicamente raciocinar com Ele. Oh! Todos os que me cercais, conservai-vos em silêncio, para que eu possa contar o que me está acontecendo! Por que estou dilacerando minhas carnes com meus dentes e trago minha alma entre as mãos? Ainda que Ele me mate, confiarei nEle. Porém, com os olhos fitos n’Ele lhe direi o que tenho a dizer e Ele será meu Salvador! Que Ele me julgue! Sou inocente! Reclamo um árbitro! Silenciar equivale para mim a morrer. Não me queirais amedrontar! Ponhamos as cartas na mesa para então conversarmos um com o outro! Por que Te escondes? O que Te diz que sou Teu inimigo?”. (Jó, Cap. 13.) Na atualidade muitas criaturas parecem repetir o monólogo do atormentado patriarca do Velho Testamento quando, ao se verem fustigadas pelos rigores da adversidade, oscilam radicalmente entre a desesperança e a fé, entre a dor e a certeza de se saberem filhos de Deus. Que dizer dessa repetência das perplexidades de Jó?

R — Cremos que se o ferro, conduzido ao clima de alta temperatura para converter-se em aço, pudesse falar ao homem que o retempera e aperfeiçoa, repetiria as alegações de Jó, clamando diante daquele que o eleva de condição e o habilita para mais nobre destino nas áreas da utilidade.

 

46.  — Tal como aconteceu a Jó assim acontece a muitas criaturas que só vão encontrar o amor e a misericórdia de Deus dentro do próprio infortúnio. Não será por isso que se diz ser o ateísmo a ante-sala da fé?

R — Os Benfeitores Espirituais asseveram comumente que “a miséria humana é um dos grandes caminhos para o encontro da criatura com a Misericórdia Divina”.

 

47.  — O filósofo Spinoza afirmou o seguinte: “Um homem livre pensa em último lugar na morte; e sua sabedoria é uma meditação não sobre a morte, mas sobre a vida”. Em termos espirituais, é certa tal acepção?

R — O filósofo apresenta o enunciado com claras razões, a nosso ver, porquanto o homem que se livrou das amarras da ignorância, refletindo na morte, está meditando na vida, compreendendo, perante a imortalidade, que a morte do corpo físico significa renascimento da vida em outras dimensões vibratórias.

 

48.  — Que dizer daqueles que, mais desapegados da vida, amam a morte na certeza de que ela é libertação para o Espírito?

R — Será justo esclarecer aos que amam a morte, na certeza de que ela expressa libertação, que essa libertação unicamente traduz tranquilidade e renovação, alegria e progresso quando a criatura humana, dentro de si própria, já se libertou de hábitos e paixões nitidamente inferiores.

 

49.  — Um dos pioneiros dos transplantes cardíacos fez esta afirmação ao referir-se à prática da eutanásia: “Não tenho dúvidas em receitar doses excessivas de morfina para pacientes à beira da morte, quando a anestesia já não consegue exterminar a dor. Sou a favor da eutanásia passiva, ou seja, da não realização de tratamento que simplesmente adiaria a morte, como também sou favorável, em certos casos. à eutanásia ativa, ou seja, a que ajuda o paciente a morrer. São os vivos que temem a morte, não os moribundos”. Deparamos-nos, aqui, pois, com o delicado problema da eutanásia médica. Essa prática é moralmente correta aos olhos de Deus?

R — A eutanásia, observada do Plano Espiritual para o Plano Físico, constitui sempre descaridade e imprudência praticadas pelo homem para com os seus semelhantes. Até nos instantes últimos do veículo físico, o espírito encarnado ainda é suscetível de colher valiosas lições e conquistar recursos de importância inavaliável para os entes que ficam, recursos esses que lhe serão de alto proveito logo após a desencarnação.

 

50. — Diz o atormentado Shakespeare através dos lábios de seu genial personagem Hamlet: “Dialogai com a vida deste jeito: és simplesmente joguete da morte, pois só cuidas de evitá-la e não fazes outra coisa senão correr para ela.” Embora desde o início da era humana o homem tenha sido confundido acerca do fenômeno da morte, a doutrina reencarnacionista veio mostrar-nos que morte física e renascimento são etapas complementares da existência do espírito imortal. Dentro desse prisma parece-nos que o célebre solilóquio hamleteano (SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO), não pode referir-se ao Espírito que, por ser imortal, é por isso mesmo indestrutível.

R — Para nós outros, os leitores do eminente escritor e dramaturgo, a afirmativa dele, “Ser ou não ser”, não se reporta ao Espírito que, por ser imortal, é imperecível. Entretanto, para ele próprio, ao que nos parece, ao gravar tais expressões, estaria Shakespeare procurando retratar a angústia da maioria dos homens, diante das ocorrências da vida fatalmente encaminhadas para as transformações da morte.

 

.Emmanuel

 

51.  — Uma última pergunta para o término deste capítulo: certa vez você disse que, se pudesse escolher, optaria por continuar médium após seu desencarne. Como se processa a mediunidade em sentido inverso, isto é, ser médium do lado de lá para os que ainda estão domiciliados na Terra?

R — “Caro Fernando, segundo minhas observações modestas, creio que o médium na Terra pode servir aos Espíritos que se comunicam, cedendo-lhes, provisoriamente, o corpo físico em que se encontra, e pode igualmente prestar-lhes cooperação, depois da existência física cedendo-lhes, também provisoriamente, o corpo de natureza espiritual em que se veja nas faixas de trabalho do Mais Além”

 

.Chico Xavier

 

52.  — Como vê ou espera ver a humanidade terrestre, digamos daqui a um milênio, no que se refere ao amor ao próximo, às guerras fratricidas, às doenças físicas, aos costumes sexuais, aos poderes da mente e do Espírito, à unificação das crenças e ao evoluir das religiões?

R — Com a cooperação do homem, a Divina Providência, no curso de um milênio, pode esculpir primores indefiníveis de paz e amor, progresso e união para a Humanidade.

 

.Emmanuel

 

.Fernando Worm

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.