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Jovens no Além — Familiares diversos

 

Francisco Cândido Xavier

Traços Biográficos

Mineiro de Pedro Leopoldo, nasceu a 2 de abril de 1910.

Funcionário aposentado do Ministério da Agricultura, reside atualmente em Uberaba — MG.

Em 1932, Francisco Cândido Xavier assombrava o País com o lançamento de seu primeiro livro — Parnaso de Além-Túmulo — antologia assinada por poetas que já haviam atravessado a porta da sepultura.

Insulado na pequena cidade mineira de Pedro Leopoldo, onde nascera em 1910, às voltas com grave enfermidade ocular, que lhe reduzira acentuadamente a visão, sem recursos e sem tempo para a leitura de obras literárias, como poderia o jovem de 22 anos escrever — senão pela mão espiritual dos autores as joias poéticas que mereceram elogios de intelectuais como Humberto de Campos, então Presidente da Academia Brasileira de Letras, de Monteiro Lobato, de Afonso Schmidt, de Edgard Cavalheiro, de Olegário Mariano e de tantos outros bastiões de nossa Literatura?

E desde o lançamento do Parnaso sua mediunidade tem pontificado na mesma altura de seu abençoado exemplo pessoal.

Cento e trinta livros, quatro milhões de exemplares, dos mais variados gêneros, desde a poesia até ao romance histórico, com importantes produções de cunho filosófico e um sem número de trabalhos de exegese evangélica, à luz do Espiritismo.

Os autores espirituais que se manifestaram por seu intermédio chegam à casa dos 600!!! Seiscentas cabeças a escreverem pelas mãos de Chico Xavier em estilos próprios, como podemos facilmente observar no Parnaso de Além Túmulo, em que Castro Alves, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza, Alphonsus de Guimaraens, Antero de Quental, Artur Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, etc., etc., etc., estão presentes…

Atendendo à multidão que o procura diuturnamente, Chico dispõe de reduzido tempo para o repouso, trabalhando desde o início de suas atividades mediúnicas em 1927 — há quase 50 anos — até altas horas da noite, na imperativa preocupação de a todos atender, de atualizar a correspondência — cerca de 60 cartas por dia! — e de psicografar os seus livros e mensagens de elevado conteúdo moral.

Falar de Chico Xavier é encargo dificílimo. Tantos são os fatos a relatar, em sua longa vivência apostólica, tão exuberante é a fenomenologia mediúnica que o cerca, de molde a ser unanimemente considerado o mais completo médium de toda a História do Espiritismo, tão grande tem sido o seu papel na catálise do movimento espírita do Brasil e do Planeta e na exemplificação do Evangelho de Jesus entre nós, que sua vida e sua obra estão a desafiar a ousadia dos mais intrépidos biógrafos.

Se até o início da década 1970 sua popularidade já era incontestável, de 1971 para cá, com suas participações em programas de nossa Televisão e com o recebimento dos inúmeros títulos de cidadania — mais de quarenta até o momento — que importantes capitais e cidades brasileiras, e mesmo um Estado, lhe concederam, seu nome passou a ser uma legenda em milhões de lares brasileiros, a simbolizar a mensagem do Cristo, na extensão toda da sabedoria que caracteriza suas respeitosas ponderações.

Do homem afável, amigo, compreensivo, igual, ao médium brilhante, ao mesmo tempo psicógrafo, clarividente, clariaudiente e de efeitos físicos, Chico Xavier é gente, muito gente, a demonstrar-nos que o amor e a sabedoria não se divorciam da simplicidade.

Neste livro, enfileiramos algumas das muitas mensagens, que, nos últimos anos, Chico Xavier tem recebido de Espíritos recém-desencarnados, sobretudo, de jovens que voltaram pela sua psicografia, para o consolo dos pais saudosos.

Para bem situar o leitor nas páginas que se seguem é oportuno lembrar que de todos os fatos e revelações contidos nas mensagens, o médium não tinha absolutamente conhecimento, ficando, muitas vezes, tão surpreso quanto os pais dos jovens, com a citação de nomes e ocorrências que o leitor encontrará à farta no desdobrar das páginas seguintes.

 

.Caio Ramacciotti

 

São Bernardo do Campo, 06 de julho de 1975.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

 

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