Bíblia do CaminhoTestamento Xavieriano

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Justiça divina — Emmanuel


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Problema conosco

Reunião pública de 26-5-1961.

1ª Parte — Cap. IX — Item 20.


1 Não os criaria Deus, à parte.

Os gênios perversos das interpretações religiosas somos nós mesmos, quando adotamos conscientemente a crueldade por trilha de ação.


2 Observa as lágrimas dos órfãos e das viúvas, ao desamparo.

Há quem as faça correr.


3 Repara os apetrechos de guerra, estruturados para assaltar populações indefesas.

Há quem os organize.


4 Anota as rebeliões que se transfiguram em crimes.

Há quem as prepare.


5 Pensa nos delitos que levantam as penitenciárias de sofrimento.

Há quem os promova.


6 Medita nas indústrias do aborto.

Há quem as garanta.


7 Pondera quanto aos movimentos endinheirados do lenocínio.

Há quem os resguarde.


8 Reflete nos mercados de entorpecentes.

Há quem os explore.


9 Enunciando, porém, semelhantes verdades, não acusamos senão a nós mesmos.

10 A condição moral da Terra é o nosso reflexo coletivo. Todos temos acertos e desacertos. Todos possuímos sombra e luz.

11 Consciências encarnadas em desvario fazem os desvarios da esfera humana.

12 Consciências desencarnadas em desequilíbrio geram os desequilíbrios da Esfera espiritual.

13 É por isso que o Evangelho assevera: “Ninguém entrará no reino de Deus sem nascer de novo.” (Jo)

14 E o Espiritismo acentua: “Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei.”  n

15 Em suma, isso quer dizer que ninguém conseguirá desertar da luta evolutiva.

16 Continuemos, pois, vigilantes no serviço do próprio burilamento, na certeza de que o amor puro liquidará os infernos, quando nós, que temos sido inteligências transviadas nos domínios da ignorância, estivermos sublimados pela força da educação.


.Emmanuel



NOTA: “Naître, mourir, renaître encore et progresser sans cesse telle est la loi.” — Epitáfio insculpido no bordo frontal da pedra que encima o dólmen construído sobre o túmulo de Allan Kardec no Cemitério do Père-Lachaise [Visita virtual ao cemitério de Père-Lachaise], para o qual foram transladados seus despojos. Zeus Wantuil e Francisco Thiesen na obra em três volumes intitulada: “Allan Kardec”, publicada pela Federação Espírita Brasileira, fazem um estudo completo da utilização dessa frase e sua provável origem. — Esta frase encontra-se na página de rosto da edição original francesa dos livros “O que é o Espiritismo” e “O Espiritismo em sua expressão mais simples”


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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