A ti, que nos procuras nas horas difíceis, quando inquietantes indagações te escaldam o pensamento;
2 que perguntas, tantas vezes de olhos molhados pela razão da dor;
3 que solicitas esperança nos momentos em que as provas da vida te ameaçam com o frio do desalento;
4 que reclamas algumas frases de fraternidade e compreensão, quando a tristeza te visita;
5 que te encontras a sós, na expectativa de uma palavra renovadora;
6 que erraste e agora te empenhas em reajustar-te;
7 que buscas entendimento, com relação aos problemas do destino e do ser…
Uberaba, 28 de maio de 1980.