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Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Ideal espírita — Autores diversos — F. C. Xavier / Waldo Vieira


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Indulgência

A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.

Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.

Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.

Sejamos indulgentes.

Se erramos, roguemos perdão.

Se outros erraram, perdoemos.

O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.

A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.

É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.

Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência [em si mesmo.] Quem perdoa desconhece o remorso.

Ódio é fogo invisível na consciência.

O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.

Erro nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a [nossa] clemência.

A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.

E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo é preciso refazer [o trabalho em andamento], porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.

Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.

Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.

Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo.

Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente [e respeitável], buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.


André Luiz


(Psicografia de Waldo Vieira)



Esta mensagem, diferindo nas palavras marcadas e [entre colchetes], foi originalmente publicada em 1961 pela FEB, vide nota, e é a 62ª lição do livro “O Espírito da verdade.”


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