Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Fulgor no entardecer — Autores diversos


17


Auxílio a nós mesmos

  1 Pedes conforto aos achaques

  Do sentimento enfermiço;

  Contudo, o nosso remédio

  É o coração no serviço.


  2 Mostras largo desalento

  Parado no olhar mortiço…

  Isso, porém, muitas vezes,

  É negação de serviço.


  3 Carregas irritações

  E espinhos de grande ouriço;

  No entanto, a tranquilidade

  Mora, calma, no serviço.


  4 Afirmas que a fé morreu,

  Que todo o amor é postiço

  Entretanto, a fé e o amor

  Vibram, puros, no serviço.


  5 Declaras-te ignorante,

  De espírito agastadiço,

  Mas o estudo aberto a todos

  É perfeição no serviço.


  6 Dizes que nada consegues,

  Que teu chão é movediço…

  Experimenta avançar,

  De braço dado ao serviço.


  7 Conservas desilusões,

  Nascidas daquilo ou disso;

  No entanto, a tristeza inútil

  É deserção do serviço.


  8 Lamentas-te em solidão,

  Amigos deram sumiço.

  Mas ninguém caminha a sós,

  Na devoção do serviço.


  9 Recorda as lições do mundo…

  Quando a flor é luz e viço,

  É que a planta não se esquece

  De sustentar-se em serviço.


  10 Se o carro estaca de pronto,

  Motor inerte no enguiço,

  O conserto surge logo

  Se alguém procura o serviço.


  11 Oficina em desgoverno,

  Residência em reboliço,

  Ajustam-se de repente,

  Se há direção de serviço.


  12 O Espiritismo que abraças,

  Por divino compromisso,

  É Jesus pedindo à Terra

  Mais serviço e mais serviço.

Casimiro Cunha


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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