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Doutrina-escola — Autores diversos

 

11 n

 

Jesus e estudo

 

(I)

1 Realmente Jesus começou o apostolado divino, junto à festa de Caná, (Jo) exaltando os júbilos da família, contudo é importante verificar que o seu primeiro contato com a vida pública se realizou, quando ainda em criança, com os sábios do Templo de Jerusalém.

2 Registrando o acontecimento, diz Lucas que o menino foi encontrado “entre os doutores, ouvindo-os e interrogando-os.” (Lc)

3 Decerto, mostrava o Senhor, desde cedo, acendrado amor pelas criaturas.

4 Na intimidade do lar, em Nazaré, muita vez teria conduzido ao carinho maternal esse ou aquele faminto da estrada, um ou outro animal doente… 5 Fixava o céu noturno, convidando José da Galileia à oração ante o altar das estrelas e nesse ou naquele passeio através das montanhas, convidava os pequeninos companheiros à contemplação das flores em êxtase infantil.

6 Entretanto, por força dos desígnios superiores que lhe orientavam a divina missão no mundo, o Evangelho lhe destaca da meninice apenas o encontro com os professores do santuário, como a endereçar ao porvir a sua preocupação de aperfeiçoamento.

7 É que o Mestre Divino não veio à Terra apenas religar ossos quebrados ou reaviventar corpos doentes, mas, acima de tudo, descerrar horizontes libertadores à sublime visão da alma, banindo o cativeiro da superstição e do fanatismo.

8 Em meio ao coro de hosanas que fazia levantar da turba de enfermos e paralíticos, efetuava a pregação do Reino de Deus que, no fundo, era sempre aula de profunda sabedoria, despertando a mente popular para a imortalidade e para a Justiça. (Ev)

9 Fosse no tope do monte, ao pé da multidão desorientada, ou no recinto das sinagogas onde lia os Escritos Sagrados, para ouvintes atentos, fosse na casa de Pedro, alinhando anotações da Boa Nova, ou na barca dos pescadores que convertia em cátedra luminosa na universidade da Natureza, foi sempre o Mestre, leal ao ministério do ensino, erguendo consciências e levantando corações, não somente no socorro às necessidades de superfície, mas na solução integral aos problemas da vida eterna.

 

.Emmanuel

 


Obs. As duas lições seguintes: “Estudo como dever” e “Espiritismo e estudo” são um complemento desta. Vide também “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. 6, Item 5.

 

Esta mensagem foi também publicada em 2002, com atraso de 40 anos, pela UEM e é a 5.ª lição da 2.ª parte do livro “Chico no Monte Carmelo

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

 

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