Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Cartilha da Natureza — Casimiro Cunha


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O pão

  1 Em casa, chega o momento

  Destinado à refeição…

  Raro aquele que recorda

  A história de luz do pão.


  2 Quase sempre, vem de longe,

  Das zonas do campo em flor,

  Oferecer-se à criatura

  Em nome do Pai de Amor.


  3 Foi semente sepultada

  Na terra ferida e escura,

  Ressuscitando em seguida

  Nas belezas da verdura.


  4 Suportou lutas amargas,

  Noites ásperas, sombrias,

  Recebendo chuva e sol,

  Tempestades, ventanias.


  5 Adornou-se em primavera,

  Risonha, sublime, eleita,

  E entregou-se alegremente

  Ao segador na colheita.


  6 Padeceu processos vários,

  Viveu peregrinações,

  Desde a ceifa rude e longa,

  Ao prato das refeições.


  7 Conforme reconhecemos,

  Esse pão, quase sem nome,

  É dádiva do Criador

  Que vem mitigar a fome.


  8 Mensageiro humilde e santo

  De carinho e de bondade,

  É o laço entre a Providência

  E a nossa necessidade.


  9 O amor e a abnegação

  Resumem-lhe a bela história;

  O espírito de serviço

  É a vida de sua glória.


  10 Coração que sofre amando

  Na fé sublime e sem jaça,

  Vai ser pão na Mesa Augusta

  Dos Bens da Divina Graça.


Casimiro Cunha


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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