Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Cartas do Evangelho e outros poemas — Casimiro Cunha — 1ª Parte


7


Carta às mães

  1 Minha irmã, se Deus te deu

  A luz da maternidade

  Deu-te a tarefa divina

  Da renúncia e da bondade.


  2 Busca imitar no caminho

  A Rosa de Nazaré,

  Irradiando o perfume

  De amor, de humildade e fé.


  3 Lembra sempre em tua estrada,

  Que a paz de tua missão

  É feita dessa ternura

  Que nasce do coração.


  4 Contempla em cada filhinho

  Um luminoso sorriso

  Da alegria dolorosa

  Que te leva ao paraíso.


  5 Porque, ser mãe, minha irmã,

  É ser prazer sobre as dores,

  É ser luz, embora a estrada

  Tenha sombras e amargores.


  6 Ser mãe é ser a energia

  Que domina os escarcéus,

  É ser nas mágoas da Terra

  Um sacrifício dos céus.


  7 Pensa nisso e não duvides

  Da grande misericórdia,

  Que te deu na senda escura

  A lâmpada da concórdia.


  8 Ouve ainda. Tem cuidado

  Com o teu próprio coração.

  Não deixes que se transforme

  O teu amor em paixão.


  9 Muita vez, a mãe terrestre

  Em vez de salvar, condena,

  Porque do amor que redime

  Faz a paixão que envenena.


  10 Há muitas mães nos Espaços

  Chorando na desventura,

  Os perigosos desvios

  De sua imensa ternura.


  11 Ama o filho de outra mãe

  Qual se fora teu também,

  E estarás santificando

  Teu lar nas luzes do Bem.


  12 Castiga amando o teu filho

  Em teu carinho profundo.

  Prefere o teu próprio ensino

  Às tristes lições do mundo.


  13 Recorda que está contigo

  A missão de renovar,

  De corrigir perdoando,

  De esclarecer e ensinar.


  14 Nos teus exemplos repousa

  A esperança do Senhor,

  Que há de salvar este mundo

  Por meio de teu amor.


Casimiro Cunha


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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