Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

A terra e o semeador — Emmanuel


13 n

Cidades do Plano Espiritual

D. Guiomar Albanesi — Rogamos ao nosso Chico, se possível, tentar a psicografia de uma página dos Nossos Amigos Espirituais.

(Pausa)


134 — MENSAGEM

[MENSAGEM AOS SOFREDORES]

1 Alma querida, escuta,

Nos momentos de dor, de aflição ou de luta,

Não te prendas ao fel, à revolta, ao pesar,

Não deixes de servir, nem canses de esperar.


2 Na sombra mais espessa

Ou quando o dia tomba e na estrada anoiteça,

Em pleno vendaval, caia o granizo em monte,

Alça o próprio ideal ante a clara certeza

De que o sol voltará de horizonte a horizonte.


3 Em tudo o que se apura e se alteia de nível,

Onde a fé predomine e o progresso resplenda

Perseverança e paz, é a sublime oferenda

Do amor que, frente ao tempo, ignora o impossível.


4 A própria Natureza é um livro sempre aberto;

Tudo o que serve e ampara, louva a disciplina,

Do firmamento ao chão, da cidade ao deserto,

Persistir para ser é a mensagem divina.


5 Insistindo na luz, constelações remotas

Criam vida e calor nos espaços profundos;

Cada império estelar acende as próprias rotas

E a lei faz no Universo a harmonia dos mundos.


6 À dura solidão a rocha se sujeita,

Por milênios guardando o vale em derredor;

E o vale mostra em si a humildade perfeita,

Em que o solo produz para a vida melhor.


7 A fonte encontra a lama e prossegue por norma,

Purificando a lama a sorrir e a cantar

E, mantendo-se fonte aos poucos se transforma

Em riqueza do rio e sustento do mar.


8 Podado na pressão da lâmina severa,

O tronco se desfia a golpes agressores

E quando o campo espalha o som da primavera,

Ei-lo forte e feliz a cobrir-se de flores.


9 Segue, pois, dia a dia, passo a passo,

Mesmo à frente da mágoa que te oprime,

Varando provação, amargura ou cansaço,

Nada te tolha a fé, nada te desanime.


10 E, servindo, recorda, alma querida e boa:

Das trevas abismais aos Sóis do Mais Além,

Em tudo o que se eleva e aperfeiçoa

Deus ama, persevera e trabalha também.

.Maria Dolores


135 — ESTADO COMATOSO E LUCIDEZ

Dona Guiomar — Agora vamos passar às perguntas que nos foram feitas por alguns companheiros. Vamos formulá-las ao nosso caro companheiro e amigo Chico Xavier, e ele no-las responderá: No estado comatoso há momentos de lucidez plena ou apenas intervalos intermitentes?

Chico Xavier — Rogo desculpas aos prezados ouvintes, pelo fato de estar tentando responder as indagações de nossos amigos, dentro da minha reconhecida insipiência.

No caso da lucidez no estado comatoso, segundo os Amigos Espirituais nos inspiram a fim de que a nossa palavra possa ser ouvida, isso varia muito de acordo com as criaturas, segundo os graus de espiritualidade superior ou de mergulho da mente nas impressões da vida material.

Na maioria das ocasiões, quando partimos do Plano Físico obedecendo aos ditames de enfermidade longa e laboriosa, o estado comatoso é seguido de lucidez: ouvimos, compreendemos aquilo que ouvimos, estamos dentro de indefinível expectativa, conquanto em paz, ou naquele estado de inquietação que se experimenta perante o desconhecido.

Ainda aí porém somos impelidos a entender que alteração dos centros de percepção sensorial deve ser considerada, porque, conforme a condição do doente, esses núcleos estão, muitas vezes, obliterados ou parcialmente semi-destruídos, sem que o Espírito eterno, possa se fazer exprimir através das potencialidades cerebrais, assim como um violinista que, apesar de muita competência, por vezes, sente-se frustrado quando está diante de um instrumento desafinado ou desarticulado.

Nos processos de desencarnação violenta, é natural que se entenda a lucidez por estado mental muito difícil de reter-se; o cérebro entra em choque violento, a destrambelhar-se portanto nas mais íntimas estruturas.

Em vista disso, os Amigos Espirituais afirmam que na desencarnação de improviso, somos habitualmente acometidos por um sono profundo, do qual despertamos entre aqueles que nos dedicam assistência e afeição na Vida Espiritual.


136 — CAUSAS DOS SUICÍDIOS

Pergunta — O suicídio é consequência de fatores psicológicos em desagregação ou de influências espirituais em evolução?

Chico Xavier — Todos sabemos: cada Espírito é senhor do seu próprio mundo individual. Quando perpetramos a deserção voluntária dos nossos deveres, diante das leis que nos governam, decerto que imprimimos determinadas deformidades no corpo espiritual. Essas deformidades resultam das causas cármicas estabelecidas por nós mesmos, pelas quais sempre recebemos de volta os efeitos das próprias ações. Cometido o suicídio nessa ou naquela circunstância, geramos lesões e problemas psicológicos na própria alma, dificuldades essas que seremos chamados a debelar na próxima existência, ou nas próximas existências, segundo as possibilidades ao nosso alcance. Assim, formamos, com um suicídio, muitas tentações a suicídio no futuro, porque em nos reencarnando, carregamos conosco tendências e inclinações, como é óbvio, na recapitulação de nossas experiências na Terra. Quando falamos “tentações” não nos referimos a esse tipo de tentações que acreditamos provir de entidades positivamente infelizes, cristalizadas na perseguição às criaturas humanas. Dizemos tentação oriunda de nossa própria natureza.

Sabemos que a tentação em si, na verdadeira acepção da palavra, nasce dentro de nós. Por isso mesmo poderíamos ilustrar semelhante argumento lembrando um prato de milho e um brilhante de alto preço: levado o brilhante de alto preço à percepção de um cavalo, por exemplo, é certo que o equino não demonstraria a menor reação; mas em apresentando a ele o prato de milho, fatalmente que ele reagirá, desejando absorver a merenda que lhe está sendo apresentada.

Noutro ponto de vista, um homem não se interessaria por um prato de milho, no entanto se interessaria compreensivelmente pelo brilhante.

Justo lembrar que a tentação nasce dentro de nós.

Quando cometemos suicídio, plasmamos causas de sofrimento muito difíceis de serem definitivamente extirpadas. Por isso, muitas vezes, os irmãos suicidas são repetentes na prova da indução ao suicídio, descendo, desprevenidos, à desconsideração para consigo próprios.

Benfeitores da Vida Maior são unânimes em declarar que, em todas as ocasiões nas quais sejamos impulsionados a desertar das experiências a que Deus nos destinou na vida terrestre, devemos recorrer à oração, ao trabalho, aos métodos de autodefesa e a todos os meios possíveis da reta consciência, em auxílio de nossa fortaleza e tranquilidade, de modo a fugirmos de semelhante poço de angústia.


137 — PRODUÇÃO E FOME

Pergunta — Pode-se esperar uma grande fome para os próximos anos?

Chico Xavier — Este assunto tem sido estudado por técnicos das nações de vanguarda no progresso econômico e cultural da humanidade; vale observar, porém, na condição de criaturas convencidas quanto à existência de Deus e da sobrevivência do Espírito, que não podemos guardar qualquer impressão negativa, quanto ao problema, porque o trabalho é sempre um prodígio da natureza humana e, através desse recurso mágico a que chamamos trabalho, descobriremos, cada vez mais, novas técnicas de produção, novos melhoramentos e sabemos que nos achamos muito longe ainda de explorar todos os recursos do planeta, em favor da nossa própria alimentação.

Façamos um parêntese no assunto e recordemos que, se todos nos dedicarmos no Brasil a plantar mais um pouco, e a trabalhar um tanto mais, além de nossos próprios deveres, indubitavelmente conseguiremos prover-nos com todos os recursos de que temos necessidade ainda, em nosso relacionamento comum.


138 — A CIDADE “NOSSO LAR”

Pergunta — Poderíamos falar sobre o livro “Nosso Lar”, por exemplo, sobre as realidades do livro, sobre a distância da Colônia, sobre alguma coisa das belezas do Nosso Lar?

Chico Xavier — A literatura mediúnica em outros países atesta a existência de outras cidades semelhantes a Nosso Lar, uma das comunidades no chamado Espaço Brasileiro.

Quando estávamos recebendo, mediunicamente, o primeiro livro de André Luiz, que traz esse título, impressionamo-nos vivamente com respeito ao assunto, porque a nossa perplexidade era indisfarçável e sendo o nosso assombro um motivo para perturbar a recepção do livro, o nosso André Luiz promoveu, em determinada noite, a nossa ausência do corpo físico para observar alguns aspectos, os aspectos mais exteriores, da chamada cidade “Nosso Lar”. Mundo novo que somos chamados a perceber, a estudar, porque se relaciona com o futuro de cada um de nós. Ainda que não sejamos acolhidos na referida colônia, outros lares nos esperam após a desencarnação.

Isto é muito importante.

Há muita gente que considera este assunto demasiadamente remoto para que venhamos a nos preocupar com ele. Entretanto, na lógica terrestre, somos obrigados a cuidar dos estoques de determinados materiais — gasolina, óleo, medicamento, cereais. Se nos interessamos por isso, no trânsito sobre a Terra, por que admitir por ocioso esse tema da Espiritualidade que nos espera inevitavelmente a todos?

O Espírito de André Luiz, registrando-nos o espanto, porquanto a estranheza era enorme da parte de companheiros de Pedro Leopoldo e Belo Horizonte, aos quais mostrávamos as páginas em andamento, teve o cuidado de mostrar-nos determinada faixa de Nosso Lar, onde jaziam centenas de irmãos hospitalizados, ocupando a atenção de médicos, de instrutores, enfermeiras, sacerdotes e pastores das diversas religiões.

Devemos assinalar este fato, de vez que, frequentemente depois da morte são obrigados a compartilhar-nos crenças e concepções com respeito às verdades eternas do Espírito, quando a caridade de Nosso Senhor Jesus-Cristo nos espera a todos, quanto a discernimento e compreensão.

Cada criatura, nessa cidade é chamada gradativamente para um estado mais amplo de entendimento. Nosso Lar é o retrato de muitas das colônias que nos aguardam, mas não é propriamente o retrato único, porque possuímos, além da Terra, além da vida física, muitas e muitas cidades de natureza superior e outras de natureza inferior a que chegaremos, inevitavelmente, segundo as nossas escolhas e méritos neste mundo.


139 — HOMOSSEXUALISMO

Pergunta — Como nossos Amigos Espirituais conceituam o problema homossexual?

Chico Xavier — O problema da homossexualidade sempre existiu em todas as nações, no entanto, com a extensão demográfica no Planeta, o assunto adquiriu características de grande intensidade, ou de mais intensidade, porque, nos últimos 50 anos, a ciência psicológica tem-se preocupado detidamente e com razão, no que se refere aos ingredientes mais íntimos de nossa natureza pessoal.

Estamos efetuando a descoberta de nós mesmos, para além dos padrões psicológicos conhecidos ou milimetrados pelos conhecimentos que possuímos, dentro dos preceitos e preconceitos respeitáveis, que nos regem o comportamento social e humano.

No caso, é justo observar que os impositivos da disciplina e da educação devem oferecer-nos barreiras construtivas para que o abuso não destrua quaisquer benefícios estabelecidos em leis.

Cremos que tendências à homossexualidade surgem na criatura, após muitas existências dessa mesma criatura, nas condições de feminilidade ou vice-versa. Pensamos assim, na base da reencarnação, porquanto, além dos sinais morfológicos, a individualidade é a própria individualidade em si, com todas as suas experiências das existências anteriores. Em vista disso, a homossexualidade pode ser examinada hoje proporcionando ao homem vasto campo de estudos, quanto à natureza bissexual do Espírito.

O tema é, porém, objeto para simpósios de cientistas, e instrutores da Humanidade, até que possamos encontrar a fórmula exata para decidir do ponto de vista legal, quanto ao destino dos nossos companheiros num sexo ou noutro, que trazem a inversão por clima de trabalho a ser laboriosamente valorizado pela pessoa que se faz portadora de semelhante prova ou de semelhante condição para determinadas tarefas.

Sabemos que grandes civilizações, como por exemplo a civilização greco-romana, depois de alcançarem avanço espetacular no campo da inteligência, ao perquirirem a natureza complexa do homem, encontraram problemas de sexo muito profundos, que os legisladores de então não quiseram ou não puderam reconhecer. Esses problemas, no entanto, explodindo sem a cobertura de preceitos legais, em plenitude de intemperança nas manifestações afetivas cooperaram na decadência de ambas as civilizações grega e romana, que se perderam no tempo, sob o ponto de vista de respeitabilidade e domínio. Esperemos que os Mensageiros da Vida Maior inspirem os nossos dignos representantes da Ciência e da Justiça na Terra para que a solução do problema apareça oportunamente favorecendo a paz e a concórdia nos vários campos de evolução da Humanidade.


140 — PUBLIUS LENTULUS

Pergunta — Quem era mais evoluído, Publius Lentulus ou sua mulher?

Chico Xavier — Já pude dizer aos amigos presentes que o Espírito de Emmanuel, que está aqui conosco, dedica àquela que lhe foi esposa ao tempo de Nosso Senhor Jesus-Cristo, a máxima veneração. E diz que, do ponto de vista do sentimento e do coração ela trazia, já naquela época qualidades evangélicas que ele Emmanuel, nunca se cansou de admirar. É o que eu posso transmitir.


141 — REENCARNAÇÃO E MUDANÇA DE SEXO

Pergunta — (Feita pelo Dr. Athaide Lima Siqueira) — A mudança de sexo e profissão acarreta ao espírito dificuldades ao seu processo de aperfeiçoamento em reencarnações futuras?

Chico Xavier — Essa modificação, quando súbita, segundo ensinamentos que temos recebido dos Amigos Espirituais, imprime certas dificuldades ao Espírito, no seu relacionamento com os outros e na adaptação aos processos de vivência no campo físico, mas não no seu próprio aperfeiçoamento, porque essa mesma alteração e mudança são motivadas para que o Espírito, entrando no campo da autocrítica, encontre em si estímulos e razões para se elevar, aperfeiçoar, buscando sublimar as suas próprias qualidades, sentimentos e pensamentos.


142 — ESGOTAMENTO FÍSICO E FACULDADES INTELECTUAIS

Pergunta — Por que o indivíduo no plano físico, sob o influxo do excesso de trabalho, pelo esgotamento, sente um grande déficit em suas faculdades intelectuais?

Chico Xavier — É o problema do instrumento quando se faz desajustado nas mãos do artista. As teclas do piano, entrando em desajuste, não permitem que o pianista se expresse com o vigor ou com a perfeição de que ele seja mensageiro. Assim, também, o nosso espírito, quando reencarnado na Terra. Nós estamos sempre subordinados a determinadas condições da vida orgânica, especialmente às condições do cérebro. Por isso mesmo, nós sabemos que há muitas criaturas que tiveram a inteligência cassada por determinado tempo na Terra, que nós encontramos na posição de idiotia, como observamos, do ponto de vista de ciência, criaturas que são, às vezes, detentoras de alto grau de tesouros culturais em si mesmo, mas que pedem semelhante prova para se entregarem a pensamentos, ao retiro espiritual, à autoanálise, à auto-observação por muitos e muitos anos.


143 — TEMPO E CONSEQUÊNCIA DA OBSESSÃO

Pergunta — (Feita pelo Prof. Afrânio Piemonte) — Até onde e até quando um ou mais Espíritos obsessores podem causar danos no Plano físico a indivíduos desprovidos de certo amparo no Plano espiritual?

Chico Xavier — Nossos amigos espirituais observam sempre que não há desamparo no Universo. A misericórdia de Deus nos alcança em todos os setores e em todas as situações, e desde que tenhamos já algum conhecimento para ensaiar os nossos passos na estradas evolutivas, por nós mesmos, vamos criando em nós recursos de autoproteção.

Então, nós podemos observar: se temos cuidados especiais para com os nascituros, para com aqueles que ainda não chegaram à vida física e que estão em trânsito para o nosso campo de trabalho, com o concurso das nossas grandes benfeitoras que são as nossas mães, se temos cuidados especiais para com aqueles que vão chegando, organizando casas especializadas de socorro, de assistência, se o nosso próprio lar é um ninho de amor e de proteção para a criança, quando a criança demanda esse auxílio pela fraqueza em que ela se encontra na obra de Deus, também os espíritos que se encontram ainda muito insipientes no conhecimento próprio merecem considerações e bênçãos especiais dos Espíritos Superiores.

Então, devemos catalogar os assuntos de obsessão, encarando esses assuntos de acordo com a nossa própria natureza. Um espírito obsessor terá tanto poder sobre nós quanto seja o poder que facultamos a esse Espírito de nos obsedar. O obsessor tem sobre nós a influência do tamanho da nossa capacidade de atraí-lo para o nosso campo de ação. Poder-se-á observar, por exemplo, que muitas vezes, encontramos, nos sanatórios, irmãos nossos em condições precárias da mente, do cérebro, e que já não podem mais criar qualquer fibra de resistência, mas aí o assunto já transcendeu à nossa possibilidade de estudar, porque nós estamos estudando o caso conosco que estamos conscientes das nossas responsabilidades, Se nós não guardarmos, se não nos defendermos, se não nos liberarmos antes do complexo de culpa, dessa calamidade que nós chamamos remorso, então nós vamos atravessando as linhas fronteiriças da perturbação e depois o império das forças inferiores sobre nós, então o assunto já é pertinente a considerações outras que não as desta hora em que estamos estudando o problema da obsessão com a nossa inteireza de conhecimentos para sabermos muito bem discernir o que é o bom e o que não serve para nós.


Dona Guiomar — Chico, nós agradecemos ao nosso amigo espiritual Emmanuel que, como você disse ao iniciar, está aqui conosco, inspirando você e ajudando em suas respostas. A esses benfeitores que aqui estiveram, pedimos que guardem por muitos e muitos anos o nosso médium aqui conosco para que, através dele, possamos obter tantos ensinamentos valiosos.

Que Jesus o ampare e lhe dê saúde, paz e tranquilidade para que, junto conosco, você possa dar um caminho mais longo, mais claro, mais suave do Cristianismo, do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo.


144 — PRECE

Chico Xavier — Não tenho palavras para agradecer ao Centro Espírita Perseverança, à nossa querida irmã Dona Guiomar Albanesi, aos Diretores desta instituição, às autoridades que nos visitam, aos amigos e queridas irmãs que compareceram à nossa reunião, a todos os companheiros que deram, nesta hora, um testemunho de tanta bondade e as tanta tolerância para comigo, que nada mereço, e que espero estejam aqui não por Chico Xavier, mas pela Doutrina que nos irmana, pela Doutrina que é Luz e Alimento de nossas almas. Peço permissão, assim, à nossa irmã Dona Guiomar Albanesi, para traduzir a minha gratidão com uma prece. É tudo o que eu posso fazer.

Nosso Divino Mestre e Senhor!

Nós Te agradecemos, a bendita oportunidade do reencontro nesta Casa de Amor e Luz, de Paz e Fraternidade que Te pertence!

Não temos palavras, para dizer aos amigos, a emoção que nos envolve, nos recessos do espírito. Por isso mesmo, nós Te pedimos licença para expressar a nossa gratidão a todos, com a prece que nos permites endereçar-Te, rogando o amparo e a bênção para cada um de nós!

Senhor! Nesta hora em que todos procuramos um caminho de paz e amor para viver e conviver e também para sobreviver às nossas próprias dificuldades, nós Te rogamos apoio.

Rogamos, Amado Jesus, que nos abençoe e conserva-nos na fé viva em ti. Não nos deixes o coração tresmalhado nas vacilações do caminho terrestre ou na agressividade exagerada que tantas vezes nos surpreendem depois da infância e da adolescência, nas quais aprendemos a pedir-Te a bênção no colo de nossas mães!

Disseste-nos que aqueles que não se fizerem crianças não serão dignos do Reino de Deus. Faze-nos, pois, simples de coração! Ajuda-nos a considerar que precisamos trabalhar uns pelos outros. Que todos somos chamados para nos tolerarmos reciprocamente em nossas dificuldades e problemas, a fim que a nossa vida possa produzir paz, luz, amor e alegria, no progresso a que estamos destinados por Ti em nome do nosso Pai Supremo!

Ampara-nos! Que nossos templos dedicados à Tua memória, seja qual for a faixa de conhecimento e veneração em que nos expressemos, sejam preservados, agora e no futuro, a fim de que, por eles e com eles, venhamos a construir na Terra a nossa felicidade imortal.


.Francisco Cândido Xavier

.Emmanuel



[18] Entrevista concedida à Sra. Guiomar Albanesi, no Centro Espírita Perseverança, São Paulo, Capital, em Outubro de 1974.


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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