| 1 Um dia, perguntei ao Sol: que fazes
Para fulgir no eterno alvorecer?
O astro divino respondeu, brilhando:
— Ajudar e esquecer!
2 Interroguei à árvore: que fazes n
Para florir, amar e frutescer?
Ela, embora ferida, falou calma:
— Ajudar e esquecer!
3 Interpelei, depois, o pão: que fazes
Para ser vida e bênção no dever?
O pão amigo acrescentou, sereno:
— Ajudar e esquecer!
4 E disse à fonte límpida: que fazes
Para dar-te à renúncia por prazer?
Atada ao solo, resumiu cantando:
— Ajudar e esquecer!
5 A própria terra consultei: que fazes
Para tudo alentar e refazer?
Maternalmente, replicou, bondosa:
— Ajudar e esquecer!
6 Alma, se aspiras à ascensão sublime
Na luz do amor, sem nunca esmorecer,
Guarda o lema da vida em toda parte:
— Ajudar e esquecer! n |