| 1 “Morto! Morto!…” — inda escuto. O coração dorido 1 n
E o pensamento em fogo — a vida que me resta…
Meu corpo dorme exangue a derradeira sesta
De quem tudo esqueceu no supremo gemido.
2 Levanto-me, porém, jubiloso e aturdido.
Tenho outra forma em luz — alma acordada em festa —, n
A esperança é a canção que a alegria me empresta…
“Vivo! Vivo!…” — respondo ao choroso alarido. 8
3 Entretanto, ninguém ouve a fé que me nutre.
No quarto, o desespero — pavoroso abutre,
Insufla-me visões de cinzas, sombra e nada!…
4 Insisto, brado, clamo, ansioso e descontente,
Mas, de súbito, enxergo outro mundo e outra gente n
No celeste esplendor da Sublime Alvorada… |