| 1 Tressuem nossas mãos em atos de bondade
Para quem sorve o fel da amargura suprema,
Por mais a injúria espanque, oprima, fira ou brade, n
Tomada de loucura em horrível dilema.
2 Aplaquemos em paz a torva tempestade
Na alma que clama e chora e se estorce e blasfema, n
Sob o visco do mal que a tudo enleia e invade,
A crescer no apogeu da invigilância extrema.
3 Ante as trevas em luta acirrada e tigrina,
Quando grita a revolta e a paixão tumultua,
São cascatas de luz as preces generosas.
4 O gesto de humildade é láurea Adamantina
Dos recessos do lar à ribalta da rua,
Da Terra escurecida às grandes nebulosas! |