| 1 Deixem-me o corpo assim na cova rasa,
Sem símbolos, sem lousa, sem legenda… 2 n
Amados filhos meus, ninguém se ofenda,
Embora o imenso adeus de pranto em brasa.
2 Parto, revendo a infância e a velha casa, n
As paredes de barro, o pão da venda,
E a pobreza que sofre sem contenda
No lar onde o carinho se extravasa.
3 Nem coroa, nem manto, nem adorno,
Nem o luto que a lágrima entretece, n
Nada que de mim mesmo, em vão, me forre!
4 Sentindo o sol de Deus vibrando em torno,
Quero somente os júbilos da prece
Na alegria do amor que nunca morre… |