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Algo mais — Emmanuel ©

 

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Paciência e segurança

(Calma e fé)  n 

Efetivamente, não te será possível deter as vítimas da precipitação.

Aqui, é alguém que clama intempestivamente por melhores dias, sem despender o mínimo esforço para alicerçá-los.

Ali, é o amigo que desiste da tolerância e se desequilibra no espinheiral da irritação.

Além, é o pai que exige a regeneração imediata de um filho que ele próprio entregou à dissipação e à leviandade por muito tempo.

Mais adiante, é o doente que reclama a própria cura, em poucos dias, acerca de moléstia determinada que o aflige, para a qual ele próprio organizou campo adequado, em vários anos de menosprezo a si mesmo.

Com todos esses casos rentearás, incluindo talvez familiares queridos que se mostrem incursos nesses quadros da pressa, a traduzir-se em perturbação.

Lembrar-te-ás, porém, de que a ansiedade, só por si, não serve a ninguém.

A aflição inútil quase sempre apenas consegue mentalizar alucinações, suscetíveis de piorar quaisquer problemas, já de si mesmos graves e complicados.

Em qualquer percalço dessa ordem, observa os padrões da Natureza.

A árvore não dá frutos sem habilitar-se no tempo para isso.

Por mais que um homem vocifere, reclamando a luz do sol num hemisfério, onde o relógio aponte a meia-noite, reconhecer-se-á obrigado a esperar pelo amanhecer.

A lâmpada para inflamar-se deve ajustar-se à voltagem.

E uma criança, por mais prodígios de inteligência dos quais forneça testemunho, só atuará com responsabilidade quando o tempo lhe acrescente a madureza.

Em quaisquer circunstâncias, conserva a serenidade da paciência para que te sobreponhas às dificuldades e impactos inevitáveis do sofrimento que comparece no caminho de todos.

Age e constrói sempre, mas não te esqueças de que se não consegues estabelecer a harmonia e a segurança, no íntimo dos outros, podes claramente guardar a calma e a compreensão por dentro de ti.

 

.Emmanuel

 


[1] O título entre parênteses é o mesmo da mensagem original e seu conteúdo, diferindo bastante nas palavras marcadas, foi publicado em 1979 pela editora CEU e é a 11.ª lição do livro “Amigo

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.