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Abrigo — Emmanuel

 

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Jesus e paciência

Recordemos a paciência do Cristo para exercer no próprio caminho a compreensão e a serenidade.

Retornando, depois do túmulo, aos companheiros assustadiços, não perde tempo com qualquer observação aflitiva ou desnecessária.

Não rememora os sucessos amargos que lhe precederam a flagelação no madeiro [afrontoso].

  Não se reporta a leviandade do discípulo invigilante que o entregara à prisão, osculando-lhe a face.

  Não comenta as vacilações de Pedro na extrema hora.

Não solicita os nomes de quantos acordaram em Judas a febre da cobiça e a fome de poder.

Não faz qualquer alusão aos beneficiários sem memória que Lhe desconheceram o apostolado, ante a hora da cruz.

  Não recorda os impropérios que lhe foram atirados em rosto.

Não se refere aos caluniadores que lhe escarneceram o amor e o sacrifício.

  Não reclama reconsiderações da justiça.

  Não busca identificar quem lhe impusera às mãos uma cana à guisa de cetro.

  Não se lembra da turba que lhe ofertara vinagre à boca sedenta e pancadas à fronte que os espinhos dilaceravam.

 

Ressurgindo da sombra, afirma apenas, valoroso e sem mágoa: — “Eis que estarei convosco até o fim dos séculos…” (Mt)

E prosseguiu trabalhando…

 

Esse foi o gesto do Cristo de Deus que transitou na Terra, sem dívidas e sem máculas.

Relembremos, [assim, nosso] o próprio dever, à frente das pedradas que nos firam a rota, a fim de que a paciência nos ensine a esperar a passagem das horas, porquanto cada dia nos traz, a cada um, diferentes lições.

 

.Emmanuel

 


Essa mensagem, diferindo nas palavras marcadas e [entre colchetes] foi publicada em outubro de 1958 pela FEB no Reformador e é também a 400.ª lição do 1º volume do  livro “O Evangelho por Emmanuel

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

 

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