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Revista espírita — Ano II — Janeiro de 1859

(Édition Française)

 

Aforismos Espíritas

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Sob esse título daremos, de vez em quando, pensamentos avulsos que em poucas palavras resumirão certos princípios essenciais do Espiritismo.

 

I — Aqueles que julgam preservar-se da ação dos maus Espíritos ao se absterem das comunicações espíritas, assemelham-se a crianças que imaginam evitar um perigo colocando uma venda nos olhos. Tanto vale dizer que é preferível não saber ler e escrever para não se ficar exposto às más leituras ou a escrever tolices.

 


 

II — Todo aquele que recebe más comunicações espíritas, verbais ou por escrito, está sob uma má influência. Tal influência se exerce sobre ele, quer escreva ou não. A escrita oferece-lhe um meio de assegurar-se da natureza dos Espíritos que atuam sobre ele. Se estiver bastante fascinado para não os compreender, outros poderão abrir-lhe os olhos.

 


 

III — É preciso ser médium para escrever absurdos? Quem garante que entre todas as coisas ridículas ou más que são impressas não haja um escritor, impulsionado por algum Espírito zombeteiro ou malevolente, a representar, sem o saber, o papel de um médium obsidiado?

 


 

IV — Os Espíritos bons, mas ignorantes, confessam sua insuficiência a respeito daquilo que não sabem. Os maus dizem que sabem tudo.

 


 

V — Os Espíritos elevados provam a superioridade por suas palavras e pela constante sublimidade de seus pensamentos, mas não se vangloriam disso. Desconfiai daqueles que dizem enfaticamente estar no mais alto grau de perfeição e entre os eleitos. A bazófia, assim nos Espíritos como nos homens, é sempre sinal de mediocridade.

 

Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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