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O que é o Espiritismo ©

(Segunda versão)  n 
(Édition Française)

 

Capítulo II

 

RESUMO DA DOUTRINA ESPÍRITA

 

Preliminares. — Deus. (1-3) — Os Espíritos. (4-9) — Manifestações dos Espíritos. (10-17) — Progressão dos Espíritos. (18-24) — Os mundos. (25-29) — O homem. (30-36) — Faculdades do homem. (37-43) — Emancipação da alma. (44-46) — Destino do homem. (47-57) — Retorno à vida corporal. (58-65) — Influência dos Espíritos. (66-76) — O bem e o mal. (77-81) — A prece. (82-85) — Consequências morais do Espiritismo.

 

EMANCIPAÇÃO DA ALMA

 

44. — A alma não se identifica tanto com o corpo que não possa, em certos momentos, recobrar uma parte da sua liberdade, mesmo durante a vida. Durante o sono e o descanso do corpo, a alma se liberta em parte dos seus vínculos corporais; recobra algumas das suas faculdades de Espírito, e entra diretamente em comunicação com os outros Espíritos. Ela extrai, em geral, dessas comunicações, conselhos salutares dos quais conserva, ao despertar, às vezes uma noção clara e distinta, outras vezes uma simples intuição. É por isso que o homem perverso encontra quase sempre em seus sonhos a desaprovação dos crimes que cometeu ou daqueles em que esteja a meditar; daí também a origem do provérbio: A noite é boa conselheira.

 

45. — A emancipação da alma pode ter lugar no estado de vigília e se manifesta pelo fenômeno designado sob o nome de segunda vista. Ela ocorre igualmente no sonambulismo, tanto natural, como magnético. O êxtase é um estado de emancipação da alma mais completo que o sonho e o sonambulismo.

 

46. — As faculdades sonambúlicas são as da alma mais ou menos liberta da matéria. O esquecimento das coisas percebidas no estado sonambúlico, que ocorre geralmente ao despertar,  explica-se pela influência da matéria e pela ausência no corpo de órgãos próprios para conservar ou transmitir certas percepções do Espírito. A mesma causa produz o esquecimento do passado no Espírito durante o estado de encarnação; é o que a antiga mitologia exprime pela figura alegórica do Letes.

 


[1] Nesta segunda versão deste livro, publicado em 1860, o autor apresenta O que é o Espiritismo sob um novo ponto de vista.