Bíblia do Caminho Testamento Kardequiano

O que é o Espiritismo

(Primeira versão)
(Édition Française)

Capítulo III


SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS PELA DOUTRINA ESPÍRITA

Pluralidade dos mundos (105-107) — Da alma (108-115) — O Homem durante a vida terrena (116-143) — O Homem depois da morte (144-162)


O HOMEM DEPOIS DA MORTE


144 Como se opera a separação da alma e do corpo? É busca ou gradual?

O desprendimento opera-se gradualmente e com lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os laços que prendem a alma ao corpo não se rompem senão aos poucos, e tanto menos rapidamente quanto mais a vida foi material e sensual. (O Livro dos Espíritos, n° 155)


145 Qual a situação da alma imediatamente depois da morte do corpo? Tem consciência imediata de si mesma? Em suma, que vê, que experimenta?

No momento da morte, tudo se apresenta confuso; a alma precisa de algum tempo para se reconhecer; fica como que aturdida, no estado de um homem que sai de profundo sono e que procura tomar pé da situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam à medida que desaparece a influência da matéria de que ela acaba de separar-se, e que se dissipa o nevoeiro que lhe obscurece os pensamentos.

A duração da perturbação que se segue à morte é muito variável; pode ser de algumas horas somente, como de muitos dias, meses ou, mesmo, de muitos anos. É menos longa para aqueles que, enquanto vivos, se identificaram com o seu estado futuro, porque esses compreendem imediatamente a sua situação; porém, é tanto mais longa quanto mais materialmente o indivíduo viveu.

A sensação que a alma experimenta nesse momento é também muito variável; a perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranquilo. Para aquele cuja consciência não é pura e que se prendeu mais à vida corpórea do que à espiritual, esse momento é cheio de ansiedade e de angústias, que vão aumentando à medida que ele se reconhece, porque então sente medo e certo terror diante do que vê e, sobretudo, do que entrevê.

A sensação a que podemos chamar física é de grande alívio e de imenso bem-estar; fica-se como que liberto de um fardo e o Espírito sente-se feliz por não mais experimentar as dores corpóreas que o atormentavam alguns instantes antes; sente-se livre, desembaraçado e alerta, como aquele a quem tirassem as pesadas cadeias que o prendiam.

Em sua nova situação, a alma vê e ouve o que via e ouvia antes da morte, mas vê e ouve ainda outras coisas que escapam à grosseria dos órgãos corpóreos. Tem, então, sensações e percepções que nos são desconhecidas. (Revista Espírita, setembro de 1859, pág. 244: “Morte de um espírita”; Idem, outubro de 1860, pág. 332: “O despertar do Espírito”; Id., maio de 1862, p. 129: “Exéquias do Sr. Sanson”; Id., junho de 1862, p. 171: “Sr. Sanson”.)


OBSERVAÇÃO — Estas respostas e todas as relativas à situação da alma depois da morte ou durante a vida não são o resultado de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos sobre milhares de indivíduos, observados em todas as fases e períodos da sua existência espiritual, desde o mais baixo até o mais alto grau da escala, segundo seus hábitos durante a vida terrena, gênero de morte, etc. Muitas vezes se diz, falando da vida futura, que não se sabe o que nela se passa, porque ninguém voltou de lá para no-la contar; é um erro, pois são justamente os que nela já se acham que, a respeito, nos vêm instruir, e Deus o permite hoje, mais que em nenhuma outra época, como último aviso à incredulidade e ao materialismo.


146 A alma que deixou o corpo pode ver a Deus?

As faculdades perceptivas da alma são proporcionais à sua depuração; só as almas de escol podem gozar da presença de Deus.


147 Se Deus está em toda parte, por que nem todos os Espíritos podem vê-lo?

Deus está em toda parte, porque em toda parte Ele irradia, de modo que se pode dizer que o Universo está mergulhado na divindade, como nós o estamos na luz solar. Entretanto, os Espíritos atrasados estão envolvidos numa espécie de nevoeiro que oculta o Criador a seus olhos, e que não se dissipa senão à medida que eles se depuram e se desmaterializam. Os Espíritos inferiores são, pela vista, em relação a Deus, o que os encarnados são, em relação aos Espíritos: verdadeiros cegos.


148 Depois da morte, a alma tem consciência de sua individualidade? Como a constata e como podemos constatá-la?

Se as almas não tivessem sua individualidade depois da morte, isto seria, para elas e para nós, a mesma coisa que não existirem. As consequências morais seriam exatamente as mesmas; elas não teriam nenhum caráter distintivo; a alma do criminoso estaria na mesma posição que a do homem de bem, não havendo, portanto, interesse algum em se fazer o bem.

A individualidade da alma é confirmada de modo por assim dizer material nas manifestações espíritas, pela linguagem e qualidades próprias de cada uma. Como elas pensam e agem de maneira diferente, umas são boas e outras más, umas sábias e outras ignorantes, querendo umas o que outras não querem, isto vem provar que elas não estão confundidas em um todo homogêneo, sem falar das provas patentes que nos dão, de terem animado tal ou tal indivíduo na Terra. Graças ao Espiritismo experimental, a individualidade da alma não é mais uma coisa vaga, porém o resultado da observação.

A própria alma reconhece a sua individualidade, porque tem pensamento e vontade próprios, que distinguem umas das outras; ela também se dá conta dessa individualidade por seu envoltório fluídico ou perispírito, espécie de corpo limitado, que dela faz um ser distinto.


OBSERVAÇÃO — Há quem pense poder escapar ao rótulo de materialista por admitir um princípio inteligente universal, do qual absorveríamos uma parte ao nascermos, o que constitui a alma, para restituí-la depois da morte à massa comum, em que com outras se confundiria, tal como as gotas d'água no oceano. Este sistema, espécie de transição, não merece nem mesmo o nome de espiritualismo, pois é tão desolador quanto o materialismo. O reservatório comum do todo universal equivaleria ao aniquilamento, porque ali não haveria mais individualidades.


149 O gênero de morte influi no estado da alma?

O estado da alma varia consideravelmente conforme o género de morte, mas, sobretudo, conforme a natureza dos hábitos durante a vida. Na morte natural, o desprendimento se opera gradualmente e sem abalo, começando mesmo antes que a vida esteja extinta. Na morte violenta, por suplício, suicídio ou acidente, os laços são rompidos bruscamente; o Espírito, surpreendido, fica como que aturdido com a mudança nele efetuada, e não acha explicação para a sua situação. Um fenômeno mais ou menos constante em tal caso é a convicção que ele tem de não estar morto, podendo essa ilusão durar muitos meses e mesmo muitos anos. Nesse estado, ele se locomove, julga ocupar-se dos seus negócios, como se ainda estivesse no mundo, e mostra-se espantado de não lhe responderem, quando fala. Essa ilusão também se nota, fora dos casos de morte violenta, em muitos indivíduos cuja vida foi absorvida pelos gozos e interesses materiais. (O Livro dos Espíritos, n° 165; Revista Espírita, junho de 1858, pág. 166: “O suicida da Samaritana”; Idem, dezembro de 1858, pág. 326: “Um Espírito nos funerais de seu corpo”; Id., julho de 1859, pág. 184: “O zuavo de Magenta”; Id., dezembro de 1859, pág. 319: “Um Espírito que não se acredita morto”; Id., março de 1863, pág. 87: “François-Simon Louvet”.)


150 Para onde uai a alma depois de deixar o corpo?

Ela não se perde na imensidade do infinito, como geralmente se supõe; erra no Espaço, quase sempre no meio daqueles que conheceu, sobretudo dos que amou, podendo instantaneamente transportar-se a distâncias imensas.


151 A alma conserva as afeições que tinha na Terra?

Guarda todas as afeições morais e só esquece as materiais, que já não são de sua essência; por isso, vem satisfeita ver os parentes e amigos e sente-se feliz com a lembrança deles. (Revista Espírita, julho de 1861, pág. 341: Os amigos não nos esquecem no outro mundo. — Id., maio de 1862, pág. 155: Relações simpáticas entre vivos e mortos)


152 A alma guarda a lembrança do que fez na Terra? Interessa-se pelos trabalhos que não pôde concluir?

Depende da sua elevação e da natureza desses trabalhos. Os Espíritos desmaterializados pouco se preocupam com as coisas materiais, de que se julgam felizes por estar livres. Quanto aos trabalhos que começaram, segundo sua importância e utilidade, eles inspiram a outros o desejo de terminá-los.


153 A alma encontra no mundo dos Espíritos os parentes e amigos que a precederam?

Não só os encontra, como também a muitos outros que conheceu em outras existências. Geralmente, aqueles que mais a amam vêm recebê-la à sua chegada no mundo espiritual, e ajudam-na a desprender-se dos laços terrenos. Entretanto, a privação de ver as almas mais caras é, algumas vezes, punição para os culpados.


154 Qual é, na outra vida, o estado intelectual e moral da alma da criança morta em tenra idade? Suas faculdades conservam-se na infância, como durante a vida?

O desenvolvimento incompleto dos órgãos da criança não dava ao Espírito a liberdade de se manifestar completamente; livre desse envoltório, suas faculdades são as mesmas de antes da sua encarnação. Não tendo passado mais que alguns instantes na vida, o Espírito não sofre modificação nas faculdades.


OBSERVAÇÃO — Nas comunicações espíritas, o Espírito de uma criança pode, pois, falar como o de um adulto porque pode ser Espírito adiantado. Se, algumas vezes, adota a linguagem infantil, é para não tirar à mãe o encanto que sempre está ligado à afeição de um ser frágil e delicado, cercado das graças da inocência. (Revista Espírita, janeiro de 1858, pág. 17: “Mãe, estou aqui!”.)

A mesma questão pode ser formulada acerca do estado intelectual da alma dos cretinos, dos idiotas e dos loucos depois da morte; sua solução se encontra na explicação precedente.


155 Que diferença há, depois da morte, entre a alma do sábio e a do ignorante, entre a do selvagem e a do homem civilizado?

Mais ou menos a mesma diferença que existia entre elas durante a vida, porque a entrada no mundo dos Espíritos não dá à alma todos os conhecimentos que lhe faltavam na Terra.


156 As almas progridem intelectual e moralmente depois da morte?

Progridem mais ou menos, segundo sua vontade, e algumas se adiantam muito; entretanto, precisam pôr em prática, durante a vida corpórea, o que conquistaram em ciência e moralidade. As que ficaram estacionárias recomeçam uma existência análoga à que deixaram; as que progrediram fazem jus a uma encarnação de ordem mais elevada.

Sendo o progresso proporcional à vontade do Espírito, muitos deles conservam por longo tempo os gostos e as inclinações que tinham durante a vida e prosseguem nas mesmas ideias. (Revista Espírita, março de 1858, pág. 82: “A rainha de Oude”; Idem, maio de 1858, pág. 142: “O Espírito e os herdeiros”; Id., julho de 1858, pág. 186: “O tambor de Beresina”; Id., dezembro de 1859, pág. 344: “Um antigo carreteiro”; Id., outubro de 1860, pág. 325: “Progresso dos Espíritos”; Id., abril de 1861, pág. 126: “Progresso de um Espírito perverso”.)


157 A sorte do homem, na vida futura, está irrevogavelmente fixada depois da morte?

A fixação irrevogável da sorte do homem, depois da morte, seria a negação absoluta da Justiça e da bondade de Deus, porque muitos deles não puderam esclarecer-se suficientemente na existência terrena, sem falar dos idiotas, cretinos, selvagens e de elevado número de crianças que morrem sem ter entrevisto a vida. Mesmo entre os homens esclarecidos, muitos, por se julgarem bastante perfeitos, se creem dispensados de estudar e trabalhar mais; ao permitir que o homem faça amanhã o que não pode fazer hoje, Deus não estará provando a sua bondade? Se a sorte é irrevogavelmente fixada, por que os homens morrem em idades tão diferentes, e por que Deus, em sua justiça, não concede a todos o tempo de produzir a maior soma de bem e reparar o mal que fizeram? Quem sabe se o criminoso que morre aos trinta anos não se teria arrependido e se tornado um homem de bem, se vivesse até aos sessenta? Por que Deus lhe tira assim os meios que concede aos outros? Só o fato da diversidade das durações da vida e do estado moral da grande maioria dos homens, prova a impossibilidade, admitida a Justiça Divina, de ser a sorte da alma irrevogavelmente fixada depois da morte.


158 Qual é, na vida futura, a sorte das crianças que morrem em tenra idade?

Esta questão é uma das que provam melhor a justiça e a necessidade da pluralidade das existências. Uma alma que só tiver vivido alguns instantes, não tendo feito nem bem nem mal, não pode merecer prêmio nem castigo, pois, segundo a máxima do Cristo: cada um é punido ou recompensado segundo suas obras (Mt) — é tão ilógico como contrário à Justiça de Deus admitir-se que, sem trabalho, essa alma seja chamada a gozar da felicidade perfeita dos anjos, ou que desta se veja privada; entretanto, ela deve ter um destino qualquer. Um estado misto, por toda a eternidade, seria igualmente uma injustiça. Como uma existência interrompida logo no começo não pode ter consequência alguma para a alma, sua sorte atual é a mesma que ela mereceu na existência anterior, e seu futuro aquilo que vier a merecer em suas existências posteriores.


159 As almas têm ocupações na outra vida? Pensam em outra coisa, além de suas alegrias e sofrimentos?

Se as almas não se ocupassem senão de si mesmas durante a eternidade, seria egoísmo, e Deus, que condena essa falta na vida corporal, não poderia aprová-la na espiritual. As almas ou Espíritos têm ocupações em relação com o seu grau de adiantamento, procurando, ao mesmo tempo, instruir-se e melhorar-se. (O Livro dos Espíritos, n° 558: “Ocupações e missões dos Espíritos”.)


160 Em que consistem os sofrimentos da alma depois da morte? As almas culpadas serão torturadas em chamas materiais?

Hoje, a Igreja reconhece perfeitamente que o fogo do inferno é um fogo moral e não material;  n porém, não define a natureza dos sofrimentos. As comunicações espíritas nos desvendam esses sofrimentos e, por meio delas, podemos apreciá-los e convencer-nos de que, apesar de não resultarem de um fogo material, que, efetivamente, não poderia queimar almas imateriais, nem por isso eles deixam de ser mais terríveis, em certos casos. Essas penas não são uniformes; variam ao infinito, segundo a natureza e o grau das faltas cometidas, sendo quase sempre essas mesmas faltas o instrumento do seu castigo; é assim que certos assassinos são obrigados a permanecerem no próprio lugar do crime e a contemplar suas vítimas incessantemente; que o homem de gostos sensuais e materiais conserva esses mesmos gostos juntamente com a impossibilidade material de satisfazê-los, o que, para eles, é uma tortura; que certos avarentos julgam sofrer o frio e as privações que suportaram na vida por avareza; outros veem ouro e sofrem por não os poderem palpar; outros se conservam junto aos tesouros que enterraram, em transes perpétuos, com medo de que alguém os roube; em suma, não há um defeito, uma imperfeição moral, um ato mau que não tenha o seu reverso e suas consequências naturais no mundo espiritual; e, para isso, não há necessidade de um lugar determinado e circunscrito. Onde quer que se ache o Espírito perverso, o inferno estará com ele.

Além dos sofrimentos espirituais, há as penas e provas materiais por que passa o Espírito, que ainda não se depurou, em uma nova encarnação, na qual é colocado em condições de sofrer o que fez sofrer a outrem: ser humilhado se foi orgulhoso, miserável se foi avarento, infeliz com seus filhos se foi mau filho, etc. Como dissemos, a Terra é um dos lugares de exílio e de expiação, um purgatório, para os Espíritos dessa natureza, do qual cada um se pode libertar, melhorando-se suficientemente para merecer encarnar num mundo melhor. (O Livro dos Espíritos, n° 237: “Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos”; Idem, livro IV — Esperanças e consolações: “Penas e gozos terrenos”; “Penas e gozos futuros”; Revista Espírita, março de 1858, pág. 79: “O assassino Lemaire”; Id., junho de 1858, pág. 166: “O suicida da Samaritana”; Id., dezembro de 1858, pág. 331: “Sensações dos Espíritos”; Id., outubro de 1859, pág. 275: “O pai Crépin”; Id., fevereiro de 1860, pág. 61: “Estelle Riquier”; Id., agosto de 1860, página 247: “O suicida da rua Quincampoix”; Id., outubro de 1860, pág. 316: “O castigo”; Id., dezembro de 1860, pág. 383: “Entrada de um culpado no mundo dos Espíritos”; Id., dezembro de 1860, pág. 384 “Castigo do egoísta”; Id., fevereiro de 1861, pág. 53: “O suicídio de um ateu”; Id., setembro de 1861, página 270: “A pena de talião”.)


161 A prece será útil às almas sofredoras?

Todos os Espíritos bons a recomendam e os imperfeitos a pedem como meio de aliviar os seus sofrimentos. A alma, por quem se pede, experimenta um alivio, porque vê na prece um testemunho de interesse, e o infeliz é sempre consolado quando encontra corações caridosos que compartilhem de suas dores. Por outro lado, pela prece provoca-se o arrependimento e o desejo de fazer o que é necessário para ser feliz. É nesse sentido que se pode abreviar o sofrimento do Espírito, se, por sua vez, ele contribui com a sua boa vontade. (O Livro dos Espíritos, n° 664; Revista Espírita, dezembro de 1859, pág. 315: “Efeitos da prece sobre os Espíritos sofredores”.)


162 Em que consistem os gozos das almas felizes? Elas vivem eternamente em contemplação?

A justiça exige que a recompensa seja proporcional ao mérito, como a punição à gravidade da falta; há, pois. graus infinitos nos gozos da alma, desde o instante em que ela entra no caminho do bem, até aquele em que atinge a perfeição. A felicidade dos Espíritos bons consiste em conhecerem todas as coisas, em não sentirem ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que causam a desgraça dos homens. Para eles, o amor que os une é fonte de suprema felicidade; não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. O estado de contemplação perpétua seria uma felicidade estúpida e monótona; seria a felicidade do egoísta, uma existência completamente inútil. A vida espiritual é, ao contrário, uma atividade incessante pelas missões que os Espíritos recebem do Ser Supremo, como seus agentes no governo do Universo, missões essas proporcionais ao adiantamento deles, e cujo desempenho os torna felizes, porque lhes fornece ocasiões de serem úteis e de fazerem o bem. (O Livro dos Espíritos, n° 558: “Ocupações e missões dos Espíritos”; Revista Espírita, outubro de 1860, pág. 321: “Os Espíritos puros”; pág. 322: “Morada dos bem-aventurados”; Id., junho de 1861, pág. 179: “Sra. Anaïs Gourdon”.)


OBSERVAÇÃO — Convidamos os adversários do Espiritismo e os que não admitem a reencarnação a darem, dos problemas acima apresentados, uma solução mais lógica por qualquer outro princípio que não seja o da pluralidade das existências.


FIM


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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