Pedem-nos a inserção da carta seguinte, dirigida ao Sr. redator-chefe do jornal Liberté.
“Senhor,
“Sem dúvida é preciso preencher as colunas de um jornal, mas quando esse adorno está cheio de insultos dirigidos aos que não pensam como os vossos redatores, pelo menos o que escreveu essa mediocridade a respeito dos irmãos Davenport, número de segunda-feira, é permitido achar mau dar o seu dinheiro aos que não temem vos tratar de tolo, ignorante, etc. Ora, eu sou espírita e dou graças a Deus. Assim, quando vencer minha assinatura de vosso jornal, ficai certo de que não será renovada.
“Vossa folha traz um título sublime; não mintais, pois, a esse título e sabei que essa palavra implica o respeito às opiniões de cada um. Não esqueçais, sobretudo, que Liberdade e Espiritismo é absolutamente a mesma coisa. Essa sinonímia vos espanta? Lede, estudai essa doutrina que vos parece tão negra; então podereis prestar um serviço à Verdade e à Liberdade, que empunhais tão alto, mas que ofendeis.”
Florentin Blanchard, livreiro,
em Marennes. †
“P. S. – Se minha assinatura não vos parecer muito legível, a chancela que fecha esta carta vos elucidará.”